18 de fevereiro de 2013
 
 
 
 
Autoria do Reverendo Romeu Maluhy, pastor da Igreja Presbiteriana

Publicação autorizada pelo Presbítero Romeu Maluhy Junior, pastor e epíscopo

Agradecimentos de Universal Assembléia da Santa Aliança Cristã

Presbítero Jailson Pereira, apóstolo e epíscopo
 

03 –  UM NOVO CAMINHO

 

ANDANDO NO ESPÍRITO – Gênesis 1:11-25; Efésios 2:3; João 3:6

 
            Precisamos alcançar, definitivamente, a libertação da carne, se quisermos escapar da palavra dura de Mateus 24:26 e se desejarmos, de fato, viver vitoriosamente a vida cristã conforme nos ensina o Novo Testamento.

 LEI DA ESPÉCIE – A bíblia se abre com uma notável reiteração desta lei: “segundo a sua espécie” é expressão que acontece 10 vezes no primeiro capítulo de Gênesis. Toda a criação segue essa Lei. Depois da queda no pecado, essa lei fez todos os homens “pecadores” por natureza. O comportamento do homem simplesmente mostra a sua natureza. E daí a necessidade do novo nascimento. Ensinando isso, Jesus aplicou a lei à nova criação; “O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito”.

“NÃO PARA A CARNE”

            Os cristãos são identificados como aqueles “que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito”. O viver cristãmente exigia do cristão que diga à carne um NÃO decisivo, conclusivo, positivo e categórico.

            E nada de hesitação, nem de argumentação, porque isso é coisa estabelecida. “Não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências”. A carne não é cristã, e nunca poderá ser. (Romanos 8:4; 13:14; Gálatas 5:16)

 

LIBERTADOS PELO ESPÍRITO:

            Como progredimos de maneira a tornar eficiente esse “não”? Certo que não será por nossos próprios esforços. O ego nunca poderá derrotar o ego.

            A Palavra nos diz: “Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne”. Como é simples, não? Essa é a graciosa garantia que nos dá. Nós fazemos a nossa parte, confiados e certos que Deus fará a parte d’Ele.

            Simplesmente devemos lançar mão dos recursos do Espírito, vivendo na esfera do Espírito, em vez de viver na esfera do nosso próprio eu; e Ele, então derrotará e anulará os mórbidos desejos da carne (natureza humana).

 

O DUPLO MINISTÉRIO DO ESPÍRITO SANTO

            Muitos cristãos, embora saibam pela Palavra de Deus que o Espírito Santo habita neles, não têm uma idéia exata da obra do Espírito neles. Em Gálatas 5:16-24 torna-se claro o propósito do Espírito. Leiamos…

            O Espírito é a finalidade e a atividade prática de Deus. Ele tem uma obra a realizar em nós. E essa obra é dupla: negativa e positiva. Negativa, para negar, anular e por de lado as obras da carne. Positiva para desenvolver e tornar realidade os característicos de Cristo, as qualidades que marcam a semelhança à Cristo, Gálatas 5:17; 5:19-21.

 

UMA LISTA VERDADEIRA DAS OBRAS DA CARNE

            Devemos ler essa lista e certamente vamos ficar corados de vergonha! De toda essa série – de pecados sexuais; de pecados sociais; de pecados espirituais; desde futilidades até homicídio – de tudo isso a natureza humana é capaz. Notemos com firmeza três coisas:

1º – Algumas dessas obras nós condenamos, como a impureza, as bebedices;

      outras toleramos e até justificamos, como ciúmes, contendas, e coisas desse

      teor.

2º – Mas são da mesma fonte, da mesma natureza carnal.

3º – O Espírito Santo move guerra de morte a todos esses pecados. Ele detesta o

       nosso pecado respeitável e favorito, assim como aborrece os mais tristes

       dessa lista.

GÁLATAS 5:22-23   16 e 17

Mas – quantas coisas nos revelam os “mas” das Escrituras Sagradas!

            É a maneira pela qual põe de lado as coisas velhas para apresentar as novas.

            A tendência humana é mover-se e escorregar do que é velho para algo um tanto melhor. Ele assim tenta treinar e disciplinar a carne para fazê-la comportar-se, e dela fazer alguma coisa respeitável. Isso satisfaz ao orgulho natural do homem, pois acha que pode fazer isso.

            Mas, o método de Deus é condenar a carne, pô-la fora de cogitações, e introduzir um novo modo de viver, de andar – o andar no Espírito!

 

O FRUTO DO ESPÍRITO

            Fruto nos recorda de momento a vida de permanência, de que nos fala Jesus no capítulo 15 do Evangelho segundo João. Enquanto permanecermos em Cristo, o Espírito produz em nós, e por nós, o fruto dessa vida que tem a fragrância de Cristo. Somos os seus canais escolhidos, para darmos vazão ao “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio; contra essas coisas não há lei”.

            É claro que não, pois a lei é para controlar a carne, e aqui se trata, agora, da vida em plano elevado, uma vida que torna a carne impotente e sem ação.

 

“AMOR, ALEGRIA E PAZ”

            Eis aqui a trilogia das graças distinguidas elo Senhor Jesus como sinais de Sua vida.e dos quais nos faz responsáveis. É esse, pois, o modo pelo qual o Espírito Santo exalta a Cristo, ao reproduzir tais virtudes em nossas vidas.

            E por esses sinais são neutralizadas as obras da carne, não deixando nenhum lugar para a carne. Sentimos nós má vontade, desânimo e inquietude? De onde vem isso? É certo que não vem do Espírito, porque Ele nunca se inquieta, e nunca perde o ânimo. Se aparece qualquer resquício de irritação, ou de inquietação, isso é nosso, de nossa carne, e não do Espírito. Isso se dá, às vezes, porque nós voltamos à nossa velha vida de viver, e insensatamente passamos a depender de nossos recursos, em vez de nos apoiar nos recursos do Espírito Santo.

            Voltemos imediatamente à vida que permanece nÉle, Jesus.

 

LONGANIMIDADE, BENIGNIDADE, BONDADE

            O Espírito Santo sabe como tratar a natureza humana. A nossa natureza inclina-se à impaciência e à rispidez. Temos aqui um verdadeiro contrabalanço de nossas tendências naturais!  Nós nos mostramos impacientes e ríspidos?  Isso é da carne. “Andemos no Espírito, e isso já não se dará”.

Creiamos nisso, e o poder libertador do espírito Santo será nosso.

 

FIDELIDADE, MANSIDÃO, DOMÍNIO PRÓPRIO

            Eis aqui a obra mais compreensiva do Espírito Santo. Aquilo que em nós é incerto (duvidoso), aquilo que tende a escapar do controle, o espírito chama a Si. Já não somos mais aquilo que éramos por natureza, e em nós se manifesta o fruto da vida que permanece em Cristo.

 

CRISTÃOS-TERMOSTATOS

            Deus instalou em nosso corpo um termostato com a temperatura de 36.6 graus centígrados. A menor variação ou alteração indica má saúde.

Agora, Deus instalou no íntimo do homem que nasceu de novo, um termostato -= o Espírito Santo.

            Não nos encolerizamos, nem perdemos as estribeiras; não nos inquietamos, nem “subimos a serra” e nem nos mostramos impacientes. O Espírito Santo controla a tendência que temos de “nos esquentar”. Ele nos concede aquela calma e confiança do Filho de Deus, para vivermos como filhos de Deus.

 

ISSO É SANTIFICAÇÃO VERDADEIRAMENTE PRÁTICA

            É mudança de disposição. Já não fazemos aquilo que naturalmente faríamos. Já não reagimos de acordo com a nossa natureza porque o Espírito santo exerce o Seu poder controlador no nosso subconsciente.

            Nós naturalmente ficamos irados?

            Nos inquietamos? O Espírito Santo desloca isso tudo com a Sua paz e paciência.

            Assim, toda a tendência de vida propriamente natural ou carnal é posta de lado. E também assim o Espírito de Deus nos faz viver bem com todos e faz todos viverem em conosco.

 

OS PADRÕES DÚPLICES DEVEM DESAPARECER

            Acusam-se os cristãos de terem padrões dúplices (duas caras). Dividimos esses instintos e desejos carnais em duas classes: os condenados e os tolerados. Por exemplo: o homicídio, a bebedeira, a imoralidade, e depois os desejos e instintos mais respeitáveis – a ira, a inveja, a má vontade. Temos diante de nós, digamos um alcoólatra, embora seja crente professo. É ele cristão? Nós respondemos que não, e afirmamos que se fosse cristão, o espírito Santo controlaria e mataria o seu apetite pelas bebidas fortes. Nós temos razão. Bem, a nossa carne não se interessa por bebidas alcoólicas, e para muitos, nunca houve interesse mas, a miúdo nós nos exasperamos e “dizemos coisas”. Somos cristãos?

E respondemos: “Sim, somos cristãos”. Mas não enxergamos que estamos usando um padrão dúplice quando permitimos à carne nos inflamar e não o permitimos ao beberrão?

            É já tempo de nós vivermos à maneira do Novo Testamento, irmãos e amigos. “É tempo de andarmos no novo caminho”.

            “Andemos no Espírito, e não cumpriremos a concupiscência da carne”.

 

 

 

EBENÉZER !!!

 

Deixe uma resposta

Seu endereço de E-mail não será publicado.