19 de fevereiro de 2013

 
 
 
 
Autoria do Reverendo Romeu Maluhy, pastor da Igreja Presbiteriana

Publicação autorizada pelo Presbítero Romeu Maluhy Junior, pastor e epíscopo

Agradecimentos de Universal Assembléia da Santa Aliança Cristã

Presbítero Jailson Pereira, apóstolo e epíscopo

 
01 – OS ESPIÕES DE DEUS

Números 13:1-33

 

VERSÍCULOS 1-14

 

Os espias vão observar a Terra de Canaã, um acontecimento de grande importância.  Comparando este trecho com  Deuteronômio 1:20-25, parece que a idéia de enviar espias se originou com o povo, e que Moisés erradamente apoiou este plano. Deus condescendeu com o desejo do povo, para revelar sua incredulidade e dureza de coração, pois já havia a promessa e a revelação sobre o tipo de terra que aquela seria, conforme Gênesis 15:18-21 e Êxodo 3:8.

 

VERSÍCULO  4

 

Estes nomes são os dos representantes das tribos que contaram o povo (Números 1:5-16), e que trouxeram as ofertas da dedicação (Números 7:1-8). Este grupo não foi  escolhido pela ordem de Deus, dão o resultado desastroso desta missão.

 

NOTA HOMILÉTICA

 

            O 13º capítulo de Números nos ensina:

1) a falta de confiança do povo na Palavra de Deus foi a causa desta ordem divina de mandar os espias, pois Deus tinha prometido ao povo sem perguntas;

2) a diferença das atitudes dos dez, versículos 27-29, e dos dois, versículos 30 e 14:6: aqueles viram os gigantes e se esqueceram de Deus, e estes tinham uma visão de Deus, não temendo, portanto, os gigantes;

3) o heroísmo da fé quando enfrenta dificuldades e perigos: “certamente prevaleceremos contra eles”, versículo 30;

4) o hábito de sempre contemplar apenas o lado difícil de um assunto significa fraqueza, e gera dúvidas, descrenças, depressões e o próprio desespero.

 

VERSÍCULO 16

 

            JOSUÉ, o nome dado por Moisés a Oséias, filho de Num, significa “Deus é Salvação”, a palavra hebraica que é traduzida pela forma “Jesus” no Novo Testamento. Oséias simplesmente significa “Salvação”. Aliás, o próprio Josué é um tipo de Cristo, sendo que também tornou-se o salvador e libertador do seu povo (Josué 1:1-9).

 

VERSÍCULO 18

 

VEDE A TERRA – Os motivos são duplos: é necessário ver as defesas do país, para invadi-lo, e as condições de vida para saber se depois vai ser um lugar ideal para habitar.

 

 

VERSÍCULO 21

 

            É a totalidade da expansão de Canaã: 300 quilômetros. Parece que para espiar tudo isso, os espias separaram os seus caminhos.

 

VERSÍCULO 24

 

ESCOL – Esta palavra hebraica quer dizer “cacho”.

 

VERSÍCULO26

 

DERAM-LHE CONTA

            Neste relatório, ninguém quis negar o valor agrícola do território, versículos 26-27, mas a descrição das cidades e dos seus habitantes foi exagerada pelo medo dos espias.

 

VERSÍCULO 32

 

            Terra que devora os seus moradores – refere-se aos perigos das constantes guerras de destruição entre várias tribos e cidades daquela região.

 

VERSÍCULO 33

 

ENAQUE – A palavra quer dizer “Colar” e se refere a uma tribo de gigantes (Nefilim) da qual Golias era descendente.

NOTA HOMILÉTICA – A resposta de Caleb, versículos 30-33, nos ensina três coisas acerca dos obstáculos da vida:

            1ª)  sempre surgirão em nosso caminho;

            2ª)  devemos ultrapassá-los;

            3ª)  podemos vencê-los, se como Davi confiarmos no Senhor.

 

JOSUÉ

 

            Nome de um homem de Efraim, filho, de Números 13:8,16, que dirigiu o ataque os israelitas contra os amalequitas em Refidim, Êxodo 17:8-16. Esteve com Moisés no monte Sinai, quando cá em baixo se fabricava o bezerro de ouro. Ouvindo o tumulto do povo, disse para Moisés: “Um alarido de peleja se está ouvindo no campo”; mas o que ele ouvia eram os cantos e as danças com que celebravam o culto ao bezerro, Êxodo 24:13; 32:17,18. Oficiava como ministro de Moisés, quando se estabeleceu o primeiro Tabernáculo no deserto (33:11). Como príncipe de Efraim, fez parte da comissão dos doze enviados a reconhecer a terra de Canaã, e que juntamente com Calebe, sustentou a possibilidade de se poder tomar de assalto o país, (Números 14:6-9). Por causa de suas opiniões escaparam de ser apedrejados, ( versículo 10); Deus recompensou a sua fidelidade e confiança em Jeová, conservando-lhes a vida até entrarem na terra prometida (Números 14:30,38). No fim dos quarenta anos de peregrinação pelo deserto, Moisés, por ordem de Jeová, o apresentou diante do sacerdote Eleazar e de toda a multidão dos filhos de Israel, nomeando-o seu sucessor no comando do povo (Números 27:18-23; Deuteronômio 1:38). Pouco antes da morte de Moisés, este o levou ao Tabernáculo para receber as ordens do Senhor (Deuteronômio 31:14,23). Morto que foi Moisés, Josué preparou-se imediatamente, para atravessar o Jordão. Mandou avisar o povo que se preparasse durante três dias, com os mantimentos necessários, para daí a três dias passarem o Jordão, (Josué 1:10,11).

Disse aos da tribo de Rúben. e aos da tribo de Gade e à meia tribo de Manassés: “Lembrai-vos do que vos ordenou Moisés: Vós todos os que sois valentes passai armados na frente de vossos irmãos e pelejai por eles” (Josué 1:12-18). Enviou também Josué, filho de Num, secretamente desde Sitim, dois espias para reconhecerem a terra e a cidade de Jericó (Josué 2:1). O povo pôs-se em marcha em direção ao rio Jordão, bem orientado quanto à ordem de marcha (Josué 3:1-6).

O sucessor de Moisés demonstrou grande perícia militar no plano geral da campanha par -a conquista de Canaã. Estabeleceu um acampamento central, estrategicamente situado; tomou as cidades próximas ao seu quartel-general, estendendo suas armas vitoriosas pelo país a dentro. Errou, porém, fazendo tratados com gabaonitas e em não ter guarnecido a cidadela dos jebuseus. Por estes dois erros, a tribo de Judá, até certo ponto, se isolou das tribos do norte.

Segundo havia ordenado Moisés, o povo foi convocado para reunir-se sobre o monte Hebal e sobre o Gerizim, a fim de ouvir as bênçãos e as maldições e tudo o mais que estava escrito no livro da Lei (Josué 8:30-35). O poder dos cananeus foi enfraquecido, mas não exterminado. O plano de campanha ainda não estava de todo executado; urgia, porém, traçar desde logo, o futuro plano administrativo da nova terra. Auxiliado pelo sumo sacerdote e por uma comissão especial, Josué presidiu à repartição do país, começando este trabalho, quando o acampamento estava em Gálgala (Josué 14:6 até ao capítulo 17), e terminando-o em Silo, depois que o Tabernáculo se estabeleceu ali, sendo ao mesmo tempo separadas as cidades de refúgio e as cidades destinadas aos levitas, capítulos 18 a 21). Josué pediu para si a cidade Timnate-Sera sobre o monte de Efraim, onde ficou morando (Josué 19:50). Sendo Josué de idade muito avançada, convocou uma assembléia do povo em Siquém,por ter sido ali que Abraão levantou o primeiro altar ao Senhor quando entrou na terra de Canaã e onde também as tribos haviam pedido sobre si as bênçãos e as maldições do Senhor. Neste mesmo lugar, Josué exortou o povo a não se afastar de Jeová (Josué 24:1-28). Pouco tempo depois, faleceu tendo 110 anos de idade, sendo sepultado no lugar que havia escolhido para sua morada (Josué 24:29,30).

            O Livro de Josué está colocado logo depois do Deuteronômio, nas Escrituras hebraicas, porque é a continuação da história depois da morte de Moisés, último acontecimento relatado neste livro. Relaciona-se mais intimamente com o Pentateuco, do que com os livros que o seguem: vê-se nele a continuação do espírito de Moisés, animando as suas narrativas e a continuação do Gênesis, no que diz respeito à promessa feita a Abraão sobre a posse da terra prometida.

Não obstante estas afinidades, o livro de Josué não faz parte do Pentateuco por não ter sido escrito por Moisés. Com este livro começa a segunda divisão dos livros do Antigo Testamento, compreendendo todos os livros entre Josué e o II De Reis, inclusive, exceto o livro de Rute. Pode dividir-se em três partes:

          1ª – A conquista de Canaã, capítulos 1 a 12, incluindo os trabalhos preparatórios à passagem do rio Jordão (capítulos 1 a 4:18; o estabelecimento do campo e celebração da Páscoa (4:19 até 5:12); a tomada de Jericó, e de Ai, a confirmação do pacto no monte Hebal e o tratado com os gabaonitas (5:13 até 9); as campanhas ao norte e ao sul, (capítulos 10 e 11); relação sumária das conquistas, (capítulo 12);

          2ª – Distribuição da terra de Canaã (capítulos 13 a 22) inclusive uma descrição das terras ainda não repartidas, (capítulo 13); distribuição das cidades de refúgio e das cidades destinadas aos levitas (capítulos 24 a 31); noção errônea a respeito dos intuitos com que foi levantado o altar junto ao Jordão pelos filhos de Rúben, de Gade e da meia tribo chamada Manassés. Os israelitas julgaram ser ameaça de divisão do reino. Este engano foi prontamente desfeito (capítulo 22).

3ª – Josué faz as suas despedidas e morre (capítulos 23 e 24). Não há dúvida quanto a ter sido este livro escrito pelo próprio Josué, pelo menos até ao ponto em que menciona as deliberações tomadas em Siquém em referência à lei de Deus (capítulos 23,24,25,26. Os versículos finais do livro 24:29-33 foram escritos depois da morte de Josué, de Eleazar e dos homens daquela geração. Facilmente se compreende que a conquista de Hebrom, Debir e Anabe levada a efeito por Calebe, somente poderia ser realizada depois da morte de Josué, registrada por antecipação no capítulo 15:13-20 (Dicionário Bíblico – John D. Davis)

 

CALEBE

 

            Nome de um filho de Jefoné quenezeu, e irmão mais velho de Otoniel (Números 32:12; Josué 15:17; I Crônicas 4:15). Oi chefe de uma família da tribo de Judá, e um dos doze homens enviados para fazer um reconhecimento da terra de Canaã, um dos dois únicos que demonstraram fé em Jeová, e que, 40 anos depois, tomaram parte na conquista da Terra Prometida (Números 13:2,6,30; 14:6,24,38; Josué 14:6,14).

            Fez parte da comissão nomeada por Moisés antes da conquista, para distribuir a terra e representar a tribo de Judá (Números 34:19).

Tinha 85 anos de idade quando se completou a conquista (Josué 14:7,10). Tocou à sua parte a cidade de Hebrom* (Josué 14:14), donde expulsou os enancins que a tinham previamente ocupado (Josué 15:13,14).Tinha ainda de tomar a cidade vizinha CARIATE SEFER, que antes se chamava DEBIR (Josué 15:15-19) – *CARIATE –ARBE (cidade dos quatro bairros diferentes, ou cidade da humilhação).

            O MEIO-DIA – de – CALEBE, mencionado em I Samuel 30:14, era com certeza o sul de Hebrom, ou vizinhanças de Debir.

            Em I Crônicas 2:49 (comparar 19,42,46) ACSA, a bem conhecida filha de Caleb, o espião, se acha registrada como filha ou descendente de Calebe, irmão de Jeramuel. Segundo este registro, Calebe, filho de Jefoné e pai de ACSA, descendia do velho Calebe, e talvez da sua concubina Maaca e, por conseguinte, vinha da família de Hesrom e de Farés da tribo de Judá.

Há muitos detalhes que não podem ser explicados, por causa das dificuldades na interpretação da antiga genealogia dos hebreus, agravada pela imperfeição do texto, nos capítulos 2 e 4 de I Crônicas. A explicação mais provável é que um membro da tribo dos cenezitas veio a ser identificado com os israelitas, entrando em trabalhos comuns com Judá, antes que os israelitas entrassem no Egito. Ele, ou algum dos seus descendentes, casou-se com uma mulher da tribo de Judá, da família de Farés. É possível que haja várias modificações desta teoria geral. Todas as referências históricas e genealógicas, e todas as peculiaridades dos registros, se harmonizam admitindo que, pouco antes do êxodo, Jefoné, da qual teve o primogênito a que deram o nome de Calebe. Este filho herdou os privilégios da família, e veio a ser cabeça do casal e chefe na tribo de Judá.

Jefoné, o cenizita, tomou uma segunda mulher da qual teve Otoniel e Saraia. Daqui vem o serem chamados filhos de Cenez, ou cenezita, indevidamente arrolados na tribo de Judá e reconhecidos como seu pai Jefoné, havia sido.

 

NÚMEROS: 14:6-9,24

 

14:1-12 – A apostasia do povo, em Cades-Barnéia. Indiferentes a todos os milagres que Deus fizera por eles, os israelitas se rebelam contra Moisés e contra Deus. Murmurar parece ser o comportamento normal deste povo. Sua descrença se revela assim: “Oxalá tivéssemos morrido no Egito” (versículo 2) – a voz da fé diz: “Subamos animosamente e possuamos a terra prometida” (versículos 8,13,30)

NOTA HOMILÉTICA – O 14º capítulo nos ensina:

1)      Dentro de 15 dias, o povo poderia ter entrado no gozo que Deus prepara: a desobediência causou um atraso de 40 anos, versículo 34;

2)     A nobreza do coração de Moisés, que em nada reputou sua própria glória, pensando só na grandeza de Deus, versículos 13-19.

3)     O perdão que Deus concede nem sempre anula as conseqüências dos nossos atos pecaminosos (versículos 20-23);

4)     O comentário inspirado deste capítulo acha-se em Hebreus 3:7 a 4:13, com sua mensagem dupla:

a)     “não endureçais os vossos corações” (3:7 – 4:2);

b)     “Ouvi a sua voz” (4:13).

          Pela primeira vez a murmuração se revelou na forma de uma rebelião deliberada, uma volta à escravidão.

            É a atitude do cristão que às vezes sente que ser escravo do pecado, junto com todos que o rodeiam, é mais fácil do que ser um arauto isolado da fé em Cristo e da vida santificada com suas responsabilidades.

 

O CASTIGO DE DEUS: 14:20-23

 

            Deus condena e castiga o povo, pela sua obstinação e incredulidade. Aquela geração rebelde peregrinaria por 40 anos no deserto e não possuiria a terra, porque deliberadamente se rebelou e abandonou ao Senhor seu Deus, recusando-se a realizar os propósitos divinos para a vida de Israel e do mundo inteiro.

 

 

EBENÉZER !!!!!

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