Publicação autorizada pelo Presbítero Romeu Maluhy Junior, pastor e epíscopo
Agradecimentos de Universal Assembléia da Santa Aliança Cristã
Presbítero Jailson Pereira, apóstolo e epíscopo
CAPÍTULO 7:1-17
OS 144.000 ASSINALADOS E OS MÁRTIRES NA GLÓRIA
PRIMEIRO QUADRO: VISÃO DOS ASSINALADOS (7:1-8)
VERSÍCULO 1 – “E depois destas coisas vi quatro anjos que estavam sobre os quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem no mar, nem contra árvore alguma”
VERSÍCULO 2 – “E vi outro anjo subir da banda do sol nascente, e que tinha o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, a quem fora dado o poder de danificar a terra e o mar”
VERSÍCULO 3 – “dizendo: Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que hajamos assinalado na testa os servos do nosso Deus”
VERSÍCULO 4 – “E ouvi o número dos assinalados, e eram cento e quarenta e quatro mil assinalados, de todas as tribos dos filhos de Israel”.
VERSÍCULO 5 – “Da tribo de Judá, havia doze mil assinalados; da tribo de Rubem, doze mil; da tribo de Gade, doze mil”
VERSÍCULO 6 – “da tribo de Aser, doze mil; da tribo de Naftali, doze mil; da tribo de Manassés, doze mil;
VERSÍCULO 7 – “da tribo de Simeão, doze mil; da tribo de Levi, doze mil; da tribo de Issacar, doze mil”.
VERSÍCULO 8 – “da tribo de Zebulom, doze mil; da tribo de José, doze mil; da tribo de Benjamim, doze mil;”
Vê-se aqui dois importantes quadros, como dois parênteses entre os selos, e João observa essa sublime visão como para descansar sua mente dos horrores das visões dos seis selos: “Eis quatro anjos que estavam sobre os quatro cantos da terra”, o que significa os quatro pontos cardeais, isto é, o mundo inteiro.
Estavam retendo os ventos da ira do Todo-Poderoso, até que fossem assinalados os servos de Deus que se encontravam em toda Terra.
“E o número dos assinalados era cento e quarenta e quatro mil. De todas as tribos de Israel”. É de lamentar a confusão que querem fazer os homens, na interpretação desses cento e quarenta e quatro mil. A visão de João não pode ser mais clara e mais inteligível do que é. Os cento e quarenta e quatro mil falam das próprias tribos de Israel, as quais foram numeradas pelos seus próprios nomes, (versículos 4 a 8) e nada dizem a respeito dos gentios salvos ou perdidos.
Estes cento e quarenta e quatro mil são o remanescente que será salvo em Israel (Isaías 10:22; 17:6; Romanos 9:27). Eles, iluminados e protegidos pelo Espírito Santo desde os céus, são guardados sob os cuidados em lugar especialmente preparado (Apocalipse 12:6), e subsistirão durante todo o período dos sete anos da Grande Tribulação.
É curioso notar que na lista dos assinalados é mencionado o nome de José em lugar de Efraim (que deixou de ser povo: Isaías 7:8), e é omitida a tribo de Dã.
Os rabinos judaicos costumam dizer que o falso Messias (o Anticristo) virá da tribo de Dã, baseados nas palavras de Jacó (Gênesis 49:17). Podemos salientar que a tribo de Da foi a primeira a cair na idolatria (Jeremias 18:30,31).
Lemos dos anelos e orações dos 144.000 assinalados, nos cânticos de Davi (Salmos 44:10-26; 55:5-8; 64:7-10; Isaías 63:15-19). Serão os primeiros pregadores do Evangelho do Reino, no que, salientando-se, alguns sofrerão o martírio; porém passarão guardados e protegidos por toda a Tribulação.
Certamente, esses assinalados são os de que fala Ezequiel 9:4; leia Malaquias 3:17. Aqui compreendemos o capítulo 12:1,2,6 do livro que estudamos. Estes assinalados em Mateus 25:33,40 são chamados “ovelhas” e “irmãos”.
Para eles estão destinadas as bênçãos do Milênio (Mateus 25:34; leia Hebreus 11:16). Logo que a maldição desaparecer da Terra, o deserto florescerá como um jardim de rosas (Isaías 35:1,2); e durante mil anos o Senhor Jesus reinará pessoalmente, quando então haverá a verdadeira justiça.
SEGUNDO QUADRO: visão dos mártires da grande Tribulação (7:9-17).
VERSICULO 9 – “Depois destas coisas, olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos…”
Esta multidão não é a Igreja, como também os assinalados não o são. Aqui João vê os gentios, aqueles que serão salvos como “através do fogo”, no período da Grande Tribulação. Ali é o remanescente de Israel que será assinalado, salvo e guardado por Deus no mesmo período. Estes são aqueles dos quais já falamos amigos do Evangelho e crentes fiéis, que vão ficar na Terra depois do arrebatamento da Igreja.
Com a atitude da segunda Besta (Apocalipse 13:12-18), o Falso Profeta, que entroniza a imagem da primeira Besta (o imperador) dentro do Templo do Senhor em Jerusalém (Daniel 9:27; Mateus 24:15), consagrando por este lado todo o louvor e adoração à primeira Besta, esta, que é o ditador do Império Romano ressuscitado, moverá grande e tremenda perseguição contra essa multidão, que, sendo atingida frontalmente , terá que enfrentar cara a cara Satanás e sujeitar-se à decapitação. Muitos negarão outra vez o nome de Jesus e renunciarão à fé; porém, muitos, como uma multidão incontável em todo o mundo, voluntariamente, permanecerão fiéis, preferindo morrer pelo testemunho de Jesus.
Convém notar que nesse tempo o Espírito Santo não estará mais na Terra como agora, quando serve de guarda, guia, de Diretor e “Paracleto” da Igreja (ver João 14:17,26; 16:13,14). Eles terão uma ajuda indireta do Espírito Santo, que operará desde os céus. Eles terão de enfrentar sozinhos as hostes do mal, com o único desejo de serem salvos.
Note-se a diferença entre esses dois grupos: o primeiro é de judeus, os selados e numerados, que está sendo preparado para a Grande Tribulação; e o segundo é de gentios, inumeráveis, que completa o número daqueles que “estavam debaixo do altar”, vistos por João, na abertura do quinto selo, agora tirado da Grande Tribulação; e o segundo é de gentios, inumeráveis, que completa o número daqueles que “estavam debaixo do altar”, vistos por João, na abertura do quinto selo, agora tirado da Grande Tribulação. O primeiro grupo está na Terra e o segundo está no Céu, diante do trono e perante o Cordeiro, trajando vestidos brancos, significando que estas pessoas tinham alcançado, não somente a justiça e a pureza, mas também a vitória e o gozo; e com palavras na mão.
Estas palmas simbolizam os mártires. A Igreja representada pelos anciãos está coroada, e os fiéis receberam galardão após o arrebatamento, no Tribunal de Cristo (leia II Coríntios 5:10; Apocalipse 22:12).
VERSÍCULO 10 – “…e clamaram com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus que está assentado no trono, e ao Cordeiro”.
Sempre no Céu há louvores. Esses remidos, salvos e vitoriosos, não podem deixar de expressar o seu sentimento de alegria por tão grande vitória, pela qual só Deus é digno de receber louvores e ações de graças.
VERSÍCULO 11 – “Todos os anjos estavam ao redor do trono, e dos anciãos, e dos quatro animais; e prostraram-se diante do trono sobre seus rostos, e adoraram a Deus…”
O trono permanecia no centro e logo ao redor estavam os vinte e quatro anciãos e os quatro seres viventes, e os anjos completavam a grande assistência daquele culto de adoração, quando a grande multidão prostra-se diante do Trono. Sobre os seus rostos, e adora a Deus, continuamente no mesmo louvor
VERSÍCULO 12 “dizendo: Amém!. Louvor, e glória, e sabedoria, e ações de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, para todo o sempre. Amém!”
VERSÍCULO 13 “E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são e de onde vieram?”
VERSICULO 14 – “E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram de grande tribulação, lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro!”
João estava observando aquela cena de adoração e compartilhando daquela magnífica alegria, sem entender perfeitamente a visão, quando foi despertado pela pergunta de um dos anciãos: “Estes que estão vestidos de vestidos brancos, quem são e donde vieram?”
João ficou surpreso, mas respondeu ao ancião: “Senhor, tu sabes”. E logo o ancião lhe respondeu: “Estes são os que vieram de grande tribulação” (versão Almeida antiga).
Aos judeus fiéis, o remanescente de Israel, foi dado um sinal na testa para que ficassem isentos dos sofrimentos da Grande Tribulação.
Os gentios deixados na Terra após o Arrebatamento da Igreja, depois de despertados e de reconhecerem Jesus como seu Senhor e Salvador, foram oferecidos como mártires, sendo decapitados no período da Grande Tribulação.
Não “de grande tribulação” ou apenas “de muitas tribulações” (Atos 14:22); mas da Grande Tribulação (versão Almeida Moderna), da grande tribulação como nunca houve, nem jamais haverá (Jeremias 30:4-7; Daniel 12:1; Mateus 24:21,22; vide Apocalipse 3:10).
“E lavaram os seus vestidos e os branquearam no sangue do Cordeiro”. O intenso sofrimento na Grande Tribulação não é suficiente para purificar os homens dos seus pecados. Somente o sangue de Cristo nos purificará de todo o pecado, nas condições contidas em I João 1:9.
VERSÍCULO 15 “Por isso estão diante do trono de Deus e o servem de dia e de noite no seu templo; e aquele que está assentado sobre o trono os cobrirá com a sua sombra”
VERSÍCULO 16 “Nunca mais terão fome, numa mais terão sede; nem sol cairá sobre eles, nem ardor alguma”.
VERSÍCULO 17 “pois o Cordeiro que se encontram no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima”.
Deus mostra o seu precioso carinho para as criaturas que lhe são fiéis. Carinho de pai e mãe que querem bem aos seus filhos (Isaías 44:15,16). Esta é a grande e sublime promessa que alcançarão todos os vencedores. Amém.
EBENÉZER !!!!!
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