19 de fevereiro de 2013

Autoria do Reverendo Romeu Maluhy, pastor da Igreja Presbiteriana

Publicação autorizada pelo Presbítero Romeu Maluhy Junior, pastor e epíscopo

Agradecimentos de Universal Assembléia da Santa Aliança Cristã

Presbítero Jailson Pereira, apóstolo e epíscopo

 
 
 

14 – O DESTINO FUTURO DOS JUSTOS E DOS ÍMPIOS

 

 

1: O Céu em sua relação com o destino futuro dos justos.

2. O Inferno em sua relação com o destino futuro dos ímpios.

 

  1. O CÉU EM SUA RELAÇÃO COM O DESTINO FUTURO DOS JUSTOS

           Segundo certas crenças tradicionais, supõe-se que existam sete céus, mas as próprias Escrituras se referem a apenas três; o céu atmosférico (Atos 14:17); o céu estelar (Gênesis 1:14); e o terceiro céu (II Coríntios 12:2; Deuteronômio 10:14).

            Haverá novos céus e nova terra (II Pedro 3:10-13). Em que sentido serão novos? Não significa que serão trazidos à existência, mas  renovados, assim indicando existência prévia. Através das escrituras é ensinada a reconstituição do mundo material a qual este passará da escravidão e da corrupção para a liberdade da glória dos filhos de Deus. E a sede final da Cidade de Deus é estabelecida não como um céu remoto, diáfano no espaço, mas antes, aquele novo mundo que é o mesmo mundo antigo. Há algumas notáveis ausências nessa nova Cidade: não haverá pecado, nem Satanás, nem tristeza, nem maldição, nem, corrupção, nem mortalidade. Inverteram-se as misérias terrenas e ter-se-á alguma idéia das alegrias do Céu. As primeiras cousas passaram. – KEMP.

1)      Sua realidade bíblica: – Colossenses 1:5 “Por causa da esperança que vos está preservada nos céus,da qual antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho. Ver ainda: I Pedro 1:3-5; I Tessalonicenses 4:16,17.

Declaração Doutrinária – O destino celestial dos justos é um fato estabelecido, não pela razão humana, mas antes, pela revelação divina.

2)     Sua forma: um lugar – As Escrituras indicam determinada parte do universo, chamada de céu, como a futura habitação dos crentes. As Escrituras ensinam que o céu é um lugar: João 14:2,3. Ver ainda: I Tessalonicenses 4:17; Salmo 23:6; I Pedro 1:3-5; Hebreus 12:22; 11:10,16 Em algumas das passagens acima, bem como em Apocalipse, capítulos 21 e 22, o futuro lar do crente é descrito como uma cidade.

O Dr. Bonar refere-se a essa cidade como “bem construída, bem iluminada, bem servida de água, bem aprovisionada, bem guardada e bem governada”

 

(1)   – Lugar de ambiente e associações santas. Apocalipse 21:2.

        Ver ainda: Apocalipse 21:3,27; 22:15

(2)  Lugar de grande beleza e esplendor: Apocalipse 21:18

(3)  Lugar de grande alegria e regozijo – Apocalipse 21:4. Ver ainda Salmo 16:11

(4)  Lugar de santos deleites e satisfações – Apocalipse 22:14

(5)  Lugar de grande luz e glória – Apocalipse 21:23.

Ver ainda: Apocalipse 22:5

3)     Seus Habitantes – Homens redimidos e anjos não-caídos.

Apocalipse 21:9,10. Ver ainda: Apocalipse 21:2,7; 22:3,4

Entre os habitantes da Cidade Celeste estará em lugar de destaque, a Igreja; de fato, o título que será dado a essa Cidade Santa é “a noiva, a esposa do Cordeiro”. Provavelmente haverá outros dentre os redimidos lá,

especialmente os santos do Antigo Testamento. Isso fica subentendido pelos das Doze Tribos de Israel, incorporados nas portas da cidade (Apocalipse 21:22).

Quatro descrições são feitas de seus habitantes: “vencedores”.identificados com os crentes regenerados em I João 5:4,5: “filhos de Deus”, aqueles que têm sido feitos tais pela Sua graça regeneradora, mediante a fé em Cristo Jesus; filhos de Deus, aqueles que têm sido feitos tais pela Sua graça regeneradora, mediante a fé em Cristo Jesus; “servos”, que o são mediante sua consagração; e obedientes, aqueles que cumprem Seus mandamentos, não para obterem a salvação, mas como prova de a possuírem. Há também seres angelicais, entre os quais encontramos os querubins e os serafins, além dos anjos propriamente ditos (Apocalipse 5:14; Isaías 6:1,2; Mateus 22:30). Naturalmente que, em posição proeminente entre os habitantes do Céu, encontramos Deus, sobre Seu Trono, e o Cordeiro.

4)     Suas Atividades: A execução da vontade de Deus.

           Apocalipse 22:3. Ver ainda: Mateus 6:10

            (1) Descanso – Apocalipse 14;13

           (2) Adoração – Apocalipse 5:14 – Ver ainda: Apocalipse 5:11:3; 4:8

           (3) Serviço – Apocalipse 7:15

            Talvez não saibamos exatamente quais ou quantas formas de serviço serão prestadas. É evidente, contudo, que incluídos nesse serviço se encontram o julgar e o reinar juntamente com Cristo (Apocalipse 2:26,27; 3:21; II Timóteo 2:12).

Declaração Doutrinária: O Céu é um lugar preparado para um povo preparado, com programa apropriado a ambos.

II – O INFERNO EM SUA RELAÇÃO COM O DESTINO FUTURO DOS ÍMPIOS

            Conforme usado aqui, o termo “inferno” significa a habitação final dos peca-dores. Essa é uma questão a respeito da qual tanto a ciência como a filosofia se mantêm necessariamente em silêncio, ao mesmo tempo em que somente a revelação tem permissão de falar como tendo autoridade.

            A palavra grega traduzida “inferno”, que descreve essa habitação, é “GEHENNA” – “o nome dado ao vale do Hinon, ao sul de Jerusalém, onde era lançado e queimado o lixo da cidade. A qualquer momento, de dia ou de noite, via-se o fogo com sua fumaça subindo nesse vale. Jesus faz dele o símbolo do “inferno”, “onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga”. (DIXON).

1.SUA REALIDADE BÍBLICA

   (1) – Estabelecida pela razão:

       a. O argumento tirado do princípio de separação. 

           Esse princípio opera em todos os setores da vida. Os mortos são separa-

           dos dos vivos: todo cemitério e crematório é um argumento a favor da exis-

           tência do inferno. O lixo é separado do alimento sadio; toda lata de lixo é

           um argumento a favor da existência do inferno. O refugo é separado das

           cousas de valor; cada monte de refugo é um argumento a favor da existên-

              cia do inferno. “Aqueles que rejeitam a vida em Deus se tornam, mais

              cedo ou mais tarde “refugo” em seu caráter e, na natureza das cousas,

              precisam ser removidos para um lugar separado” – (Dixon).

          b. O Argumento Tirado do Princípio da Conseqüência Natural

              O inferno é o resultado lógico da seqüência de uma vida de impiedade.

              O Pecado condena tão certamente quanto o fogo queima, a água molha

              ou a enfermidade incurável mata. Pecado significa inferno, tanto neste

              mundo como no vindouro. A fumaça do tormento ascende aqui desde o

              lupanar, desde a taberna,desde a boate, desde a casa do ébrio, desde o

              tribunal do divórcio, desde a prisão, desde a cadeira elétrica, desde a

              forca, desde o hospital dos alienados mentais, desde o cabaré, e desde a

              vida de homens e mulheres que estão a queimar-se na fornalha de suas

              próprias concupiscências.

            c. O ARGUMENTO TIRADO DO PRINCÍPIO DE RESTRIÇÃO

              Existem aqueles que se sentem impedidos do crime e da iniqüidade com

              receio do castigo. Eliminar toda penalidade pela desobediência à lei é

              abrir as comportas do crime. “Se houvesse mais pregação do inferno nos

              púlpitos, haveria menos do inferno em cada comunidade” (Dixon).

              O aumento dos suicídios, dos homicídios e de outras formas de crimes,

              se deve, em não pequena medida, à remoção do temor de toda retri-

              buição futura.

            d. O ARGUMENTO TIRADO DO PRINCÍPIO DA OBRIGAÇÃO  GOVERNA-

              MENTAL

                        Deus precisa, em vista de Sua lei e justiça, impor castigo ao pecador.

              É preciso satisfazer à justiça ofendida. Se isso não for feito em lugar do

              pecador, terá que ser feito por ele. Uma lei sem penalidade não passa de

              uma farsa, assim também como uma penalidade não cumprida.

(2)               Estabelecido pela Revelação

Mateus 5:29 Ver ainda, Mateus 10:28; 25:46 e Apocalipse 20:15

              Declaração Doutrinária – O fato do inferno está em harmonia com a razão

              E de conformidade com os ensinamentos da Revelação Divina.

 

  2 – SUA FORMA: UM LUGAR

 

            Assim como o céu é um lugar, tendo sua localização definida, assim também é o inferno. Isso é visto pelo fato que é representado como possuidor de habitantes. É ainda demonstrado em razão do fato que os seus habitantes possuem não apenas almas, mas também corpos. Também se pode inferir pela descrição da presente habitação dos ímpios, no Hades, como “lugar” (Lucas 16:28), pois é desse lugar que hão de ser transferidos para o outro lugar chamado

“GEHENNA”. Pode-se ainda afirmar que todos os termos descritivos que são usados a respeito do inferno denotam localidade.

(1)   Lugar de associações profanas – Apocalipse 21:8

Ver ainda Apocalipse 22:15

(2)  Lugar de aprisionamento e morte – Apocalipse 20:14

Ver ainda: Mateus 5:24,25; Apocalipse 20:15

(3)  Lugar de tristeza e desespero – Lucas 13:28

       Ver ainda: Mateus 25:30; 22:13 e Mates 24:51; Também João 3:36

(4)  Lugar de tristeza e desespero – Lucas 13:28

                Ver ainda: Apocalipse 14:11 e também Lucas 16:24,25

(5)  Lugar de trevas e degradação – Mateus 25:30; Apocalipse 22:11

“Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo

  imundo…”

 

3 – SEUS OCUPANTES; OS IMPENITENTES

 

            As Escrituras descrevem uma multidão heterogênea que comporá os há-

bitantes dessa morada dos perdidos. Estes representam muitas e diversas formas e graus de pecado e iniqüidade, mas todos são culpados e serão condenados.

(1)   Satanás e seus anjos – Mateus 25:41

(2)  A Besta e o Falso Profeta – Apocalipse 20:10

(3)  Homens ímpios e incrédulos – Apocalipse 21:8

 

4. SUA DURAÇÃO : ETERNA

    (1) ESTABELECIDO PELA RAZÃO

 

a)  O ARGUMENTO TIRADO DA EXISTÊNCIA INTERMINÁVEL DA ALMA

 

          A criação do homem à imagem de Deus leva consigo a necessidade de uma

Existência interminável, pois esse é um elemento muito essencial no Ser de Deus e, por conseguinte, necessário ao ser do homem, em vista da similaridade indicada pelos termos “imagem” e “semelhança”. Assim como a vida é essencial à existência, assim também a existência interminável implica em vida interminável

As Escrituras nunca representam a alma como  sujeita à morte no sentido de se tornar extinta ou passar a um estado de vida inconsciente. Visto que o homem tem existência interminável é necessário, portanto, que passe a eternidade de algum modo, em algum lugar, e, visto que a impenitência dos ímpios exclui a possibilidade de sua reconciliação com Deus e livramento do castigo, é necessário, portanto, que seu castigo seja eterno. Pois o pecado dos ímpios desse modo se torna pecado eterno, e eles mesmos se tornam eternos pecadores. Ver, como ilustração, Marcos 3:29.

 

b)     O ARGUMENTO TIRADO DO SACRIFÍCIO INFINITO DE JESUS CRISTO

 

“Se qualquer cousa menos que a punição eterna for devida em vista do pecado, que necessidade avia de um sacrifício infinito para livrar do castigo? Jesus derramaria Seu precioso sangue para livrar-nos das conseqüências de nossa culpa, se tais conseqüências fossem apenas temporárias?  Conceda-se-nos a verdade de um sacrifício infinito, e disso

tiraremos a conclusão que o castigo eterno é uma verdade” – .H.M.

 

(2)      ESTABELECIDO PELA REVELAÇÃO – Mateus 25:46

 

Ver ainda: Marcos 3:29; João 3:36;  II Tessalonicenses 1:9.

Alguns afirmam que a palavra grega “aionios”, traduzida na passagem acima como “eterno” significa um período indefinido de tempo, e que não significa “interminável” ou “eterno”. Essa palavra ocorre cerca de setenta vezes no Novo Testamento, e deve ter o mesmo sentido em cada caso.

“A palavra que é aplicada à vida que os crentes possuem (Mateus 19:16),

à salvação e redenção na qual se regozijam (Hebreus 9:12), à glória pela qual esperam (II Coríntios 4:17), àquelas mansões nas quais esperam habitar (II Coríntios 5:1), e à herança que esperam desfrutar (Hebreus 9:15). Além disso, é aplicada a Deus (Romanos 16:26) e ao Espírito Santo

(Hebreus 9:14).

          Se, portanto, for sustentado que o termo “eterno” não significa “eterno” quando aplicado ao castigo dos ímpios, que garantia possuímos de que significa eterno quando aplicado à vida, à bênção, à glória dos

remidos?

          Que fundamento possui alguém, por mais erudito que seja, para destacar sete casos, dentre os setenta em que a palavra `aionios´ é usada, para dizer que nesses sete casos ela não significa eterno, ainda que nos restantes tenha esse significado? “Não dispõe de fundamento algum”. C.H.M.

 

DECLARAÇÃO DOUTRINÁRIA

                                                        O inferno é um lugar preparado para o diabo e os seus anjos,e torna-se a habitação eterna de quem se identifica com Satanás.

(Extraído da “Teologia Elementar” de E. H. Bancroft, D.D.)

 

“No mundo em que vivemos, podemos conhecer algo do céu futuro e do inferno futuro; basta viver na presença de Deus (Mateus 6:33) ou não tomar conhecimento de Suas leis.

 

 

 

EBENÉZER !!!!!

Deixe uma resposta

Seu endereço de E-mail não será publicado.