Publicação autorizada pelo Presbítero Romeu Maluhy Junior, pastor e epíscopo
Agradecimentos de Universal Assembléia da Santa Aliança Cristã
Presbítero Jailson Pereira, apóstolo e epíscopo
CAPÍTULO 15 (15:1-8)
O CÂNTICO DA VITÓRIA
CAPÍTULO 15 (15:1-8)
Este capítulo contém uma introdução aos versículos 1-4, os quais são uma parte da seção precedente daquele grande parêntese constituído das visões dos capítulos 12.13.14:1-4 de Apocalipse, seguindo-se as visões das sete taças, que anunciam as últimas sete pragas, quando é consumada a ira de Deus (Daniel 11:38).
VISÃO DOS ANJOS (15:1)
VERSÍCULO 1 “E vi outro grande e admirável sinal no céu: sete anjos que tinham as sete últimas pragas, porque nelas é consumada a ira de Deus”
No capítulo 14, Deus revela-nos os seus propósitos, dando-nos uma ampla visão dos acontecimentos que se hão de seguir. A ceifa e a vindima só se realizarão depois de derramadas as taças do capítulo 16. Neste versículo, são vistos, antecipadamente, os sete anjos com as sete taças, complemento da ira de Deus, cuja manifestação foi iniciada com a abertura do sexto selo. Depois, o Senhor vem para fazer a colheita, executando a sua vingança, então pisará o lagar do vinho da Sua ira (Isaías 63:1-6) e tratará os habitantes da Terra conforme a Sua justiça (Apocalipse 19:15; Salmo 3:8).
O MAR DE VIDRO (15:2-4)
VERSÍCULO 2 “E vi um como mar de vidro misturado com fogo e também os que saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número do seu nome, que estavam junto ao mar de vidro e tinham as harpas de Deus”
VERSÍCULO 3 “E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor, Deus Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos santos!”
VERSÍCULO 4 “Quem te não temerá, ó Senhor, e não manifestará o teu nome? Porque só tu és santo; por isso, todas as nações virão e se prostrarão diante de Ti, porque os teus juízos são manifestos”.
Novo quadro antecipa a continuação da história. Este prelúdio em que se reúnem os cânticos de Moisés e do Cordeiro recorda a descrição semelhante que inaugura a visão dos sete selos (4:9-11) e das sete trombetas (8:3-5). A glória de Deus é exaltada no momento em que os juízos vão ser executados. O “mar de vidro”, de acordo com Apocalipse 4:6 está diante do trono de Deus, simboliza a Sal graça e serve de refúgio aos vencedores da besta. Aqui o “mar de vidro” está misturado com fogo, sinal das provas de Deus pelas quais passaram os vencedores. Tudo agora está transformado. Na Terra a besta tiro-lhes a vida, tendo uma aparente vitoria; mas a vitória foi dos fiéis de Deus.
Na Terra dizia-se com arrogância: “Quem é semelhante à Besta?” (Apocalipse 13:4); no Céu, os vencedores, cheios de júbilo e gratidão a Deus, cantam:
“Quem te não temerá, ó Senhor, e não magnificará o teu nome?”
O Cântico de Moisés é, de acordo com vários intérpretes, o que lemos em Êxodo 15 e o Cântico do Cordeiro e o que João nos deu em Apocalípse 5:9,10. Trata-se de um “solo”, cujas palavras o autor chama de “Cântico de Moisés” e “Cântico do Cordeiro”, para assinalar a unidade indissolúvel de ambos os pactos, com os quais se há de cumprir a redenção.
Os vencedores da grande carnificina e martírio promovido pelas nações agora salvos, em pé na praia do mar de vidro, no Céu, cantam e louvam ao Todo-Poderoso, por seu grande livramento; compare Êxodo 15, quando todo o povo de Deus (Israel), na praia do mar Vermelho, cantava o cântico da vitória sobre os egípcios.
OS SETE ANJOS COM AS SETE TAÇAS CHEIAS DAS ÚLTIMAS PRAGAS
(Ver 15:5-8).
VERSÍCULO 5 “E depois disto, olhei, e eis que o templo do tabernáculo do testemunho se abriu no céu”.
VERSÍCULO 6 “E os sete anjos que tinham as sete pragas saíram do templo, vestidos de linho puro e resplandecente, e cingidos com cintos de ouro pelo peito”
VERSÍCULO 7 “E um dos quatro animais deu aos sete anjos sete salvas de ouro, cheias da ira de Deus,que vive para todo o sempre”
VERSÍCULO 8 “E o templo encheu-se com a fumaça da glória de Deus e do Seu poder; e ninguém podia entrar no templo, até que se consumassem as sete pragas dos sete anjos”.
Com o versículo 5 deste capítulo, o historiador volta ao relato do capítulo 11:19, isto é, João, depois de revelar as visões dos capítulos 12 e 14, volta ao fio da história que começará a relatar sobre o anjo ao tocar a sétima trombeta (11:15).
Diz o capítulo 11:19 “E abriu-se no céu o templo de Deus, e a arca do concerto foi vista no seu templo”. Do mesmo modo afirma o versículo 5: “e eis que o templo do tabernáculo do Testemunho se abriu no céu”.
Os sete anjos que vinham para ministrar o serviço saíram do templo, prontos e bem ataviados, para executarem o mandato do Senhor.
Seus vestidos eram de linho puro e resplandecente, símbolo de pureza e estavam cingidos com cintos de ouro, sinal da justiça divina. Nestas condições, receberam de um dos quatro animais as sete salvas de ouro, cheias da ira de Deus, que vive pra todo o sempre. Nas salvas está o complemento da ira de Deus: o derramamento é muito rápido e o seu efeito ultrapassa tudo quanto já aconteceu.
“O templo encheu-se com o fumo da glória de Deus e do poder; e ninguém podia entrar no templo”. Lembra a dedicação do Templo em Jerusalém (I Reis 8:10,11; II Crônicas 5:13,14). Mas aqui não é uma nuvem que enche o Templo e, sim, o fumo da glória de Deus, que simboliza juízo (Êxodo 19:18; Isaías 6:4). Deus, na Sua justa indignação e no ardor de Sua ira, rompe em chamas de julgamento sobre a humanidade extraviada (Salmo 97:3; II Tessalonicenses 1:7,8), “Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hebreus 10:31); “Porque o nosso Deus é um fogo consumidor” (Hebreus 12:29; leia Isaías 33:3-14).
Não havia lugar para intercessão: O tempo da misericórdia era passado, e Deus levantou-se para julgar a Terra (Êxodo 7:3,7-9).
EBENÉZER !!!!!

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