Publicação autorizada pelo Presbítero Romeu Maluhy Junior, pastor e epíscopo
Agradecimentos de Universal Assembléia da Santa Aliança Cristã
Presbítero Jailson Pereira, apóstolo e epíscopo
CAPÍTULO 5.I
DOUTRINAS BÁSICAS CRISTÃS
I – O JUDEU, O GENTIO E A IGREJA DE DEUS
Texto: “Não vos torneis causa de tropeço nem para judeus, nem para gentios
e nem tão pouco para a Igreja de Deus” (II Coríntios 10:32).
Qualquer pessoa que leia a Bíblia, com verdadeiro interesse, jamais pode deixar de perceber que mais da metade que contém é aplicada a uma só nação, isto é, aos israelitas. Há de perceber, ainda, que os judeus ocupam uma posição de destaque nos negócios e na Providência de Deus. Separados da massa do gênero humano, são eles aceitos num concerto com Jeová, que lhes fez promessas específicas que jamais foram feitas a qualquer outra nação.
Somente a história dos judeus é apresentada no Antigo Testamento, quer em narrativa, quer em profecia, sendo as demais nações mencionadas apenas no que se refere às suas relações com os israelitas. Parece, também, que todas as comunicações de Jeová com Israel, como nação tem relação com a terra. Sendo fiel e obediente, à nação israelita são prometidos grande riqueza e poder terrestres. Sendo, porém, infiel e desobediente, deverá ser espalhada “entre todos os povos, de uma até outra extremidade da terra” (Deuteronômio 28:64). Mesmo a promessa do Messias é feita no sentido de que Ele será uma bênção “para todas as famílias da terra”.
Continuando suas pesquisas bíblicas, o estudante descobre muitas menções da existência de um outro corpo distinto, que é chamado a IGREJA.
Este corpo também mantém uma relação peculiar com Deus e, como Israel, tem dEle recebido promessas especiais. Mas a semelhança termina aí, iniciando-se um contraste dos mais dignos de nota. Em vez de ser constituída tão somente pelos descendentes de Abraão, é ela um corpo no qual desaparece a distinção entre judeu e gentio. Em lugar da relação se constituir de mero concerto (pacto), é ela constituída de um nascimento. Em lugar da recompensa, pela obediência, de grandeza e riqueza terrestres, a Igreja é instruída a se contentar com alimento e vestimenta e a esperar perseguição e ódio. É de perceber-se que, do mesmo modo como Israel fica ligado às coisas terrestres e temporais, a Igreja está ligada às coisas espirituais e celestiais.
As Escrituras ainda revelam que nem sempre existiu quer Israel e quer a Igreja. Cada qual teve um princípio – Israel com a chamada de Abraão, e a Igreja, no Pentecoste (contrariando talvez a expectativa de alguns, que ensinam que Adão e os Patriarcas pertencem à Igreja), pois ela não existia ates, nem durante a vida terrena de Cristo, que, referindo-se à Sua Igreja, o fez como tendo de ser estabelecida no futuro. São de Jesus estas palavras: “Sobre esta pedra edificarei a MINHA IGREJA” (Mateus 16:18).
Notemos que Jesus não disse: tenho edificado, nem estou edificando, mas EDIFICAREI.
De Efésios 3:5-10, o estudante da Bíblia descobre que a Igreja não é nem uma vez sequer mencionada nas profecias dó Antigo Testamento, mas era, nessa época, um mistério escondido em Deus.
Descobre , sim, nas mesmas Escrituras, que o nascimento da Igreja aparece em Atos, capítulo 2 e o término de sua carreira terrena em I Tessalonicenses, capítulo 4.
Descobre, mais, segundo ainda as Escrituras, na divisão da raça humana,m ais uma outra classe, embora raramente mencionada, porém distinta da Igreja, isto é, em resumo, pode ser notada nas seguintes passagens bíblicas:
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Os Judeus
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Os Gentios
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A Igreja
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Romanos 8:4,5
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Efésios 2:11,12
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Efésios 1:22,23
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João 4:22
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Efésios 4:17,18
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Efésios 5:29-33
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Romanos 3:1,2
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Marcos 7:27,28
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I Pedro 2:9
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Comparando, portanto, o que dizem as Escrituras acerca de Israel e da Igreja, o estudante nota que, na origem, na vocação (ou chamada), na promessa, no culto, nos princípios de conduta e no destino futuro – tudo é um contraste.
VOCAÇÃO
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ISRAEL
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A IGREJA
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“Ora, o Senhor disse a Abraão. Sai-te da tua casam da tua parentela, da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei” (Gênesis 12:1)
“Porque o Senhor teu Deus te mete em uma boa terra, terra de ribeiros de águas, de fontes, de abismos, que saem dos vales e das montanhas; terra de trigo, cevada, vides, figueiras e romeiras; terra de oliveiras, abundante de azeite e mel; terra em que comerás o pão sem escassez e nada te faltará nela; terra cujas pedras são ferro e de cujos montes tu cavarás o cobre” (Deuteronômio 8:7-9).
“Então ele disse: Eu sou o servo de Abraão. E o Senhor abençoou muito o meu senhor, de maneira que foi engrandecido e deu-lhe ovelhas e vacas, prata e ouro, servos
“O Senhor entregará os teus inimigos que se levantarem contra ti, feridos diante de ti; por um caminho sairão contra ti, mas por este caminho fugirão de ti” (Deuteronômio 28:7).
“E o Senhor te porá por c abeca e não por cauda, e só estarás em cima e não debaixo” (Deuteronômio 28:13)
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“Pelo que, irmãos santos, participantes da vocação celestial” (Hebreus 3:1). “Mas a nossa cidade está nos céus” (Filipenses 3:20).”
“E Jesus disse: As raposas têm seus covis e as aves do céu seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mateus 8:20). “Para herança incorruptível, incontaminável e que se não pode murchar, guardada nos céus para v os” (I Pedro 1:4). “Até esta presente hora, sofremos fome, sede, estamos nus e recebemos bofetadas e não temos poupada certa” (I Coríntios 4:11).
“Então Jesus, olhando em redor disse aos seus discípulos: Quão dificilmente encontrarão no reino de Deus os que têm riquezas!” (Marcos 10:23) e servas, camelos e jumentos” (Gênesis 24:34,35).
“Ouvi, meus amados irmãos: Porventura não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do reino que promete aos que o amam?” (Tiago 2:5)
“Expulsar-vos-ão das sinagogas; vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar cuidará fazer um serviço a Deus (João 16:2). Portanto, aquele que se humilhar como este menino, este é o maior no reino dos céus (Mateus 18:4).
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Isto não significa, de modo algum, que, um judeu piedoso, depois da morte, não entre no céu. A diferença, que o incentivo à piedade, no caso do judeu, era para o recebimento de bênçãos terrestres e não celestes. Não é necessário dizer que, na presente dispensação, nem judeu e nem gentio jamais poderá ser salvo, a não ser pela fé no Senhor Jesus Cristo, pelo qual, quer um como o outro nasce de novo, João 3:3,16. Na Igreja, a distinção entre judeu e gentio desaparece, por completo, I Coríntios 12:13; Gálatas 3:28; Efésios 2:14. Paulo diz: Lembrai-vos de que outrora vós eram gentios” (Efésios 2:11). E aos coríntios, escreve: “quando éreis gentios” (I Coríntios 12:2).
O contraste entre Israel e a Igreja moderna aparece nas normas dadas para a conduta de cada um. Compare:
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ISRAEL
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A IGREJA
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“Quando o Senhor teu Deus te tiver introduzido na terra, a qual vais possuir, e tiver lançado por muitas gentes de diante de ti…tu as feri- rãs e totalmente as destruídas. Terás piedade delas “ (Deuteronômio 7:1,2).
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Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei aos que vos maldizem, fazei o bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos Perseguem” (Mateus 5:44). “Somos injuriados e bendizemos: blasfemados e rogamos” (I Coríntios 4:12,13) “Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita oferece-lhe também a outra” (Mateus 5:39). Ver também: Deuteronômio 21:18-21)
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Nas prescrições do culto, achamos ainda contrastes. Israel podia adorar em um só lugar, e à distância de Deus, tendo acesso a Ele somente por meio de um sacerdote. A Igreja adora onde quer que dois ou três estejam reunidos; tem a ousadia de entrar no mais santo lugar, e é composta de sacerdotes. Compare:
Levítico 17:8,9 com Mateus 18:20
Levítico 1:10 com I Pedro 2:5
Números 3:10 com I Pedro 2:5
Nas predições concernentes ao futuro de Israel e da Igreja, a distinção é ainda mais surpreendente. A Igreja será arrebatada inteiramente da terra, mas Israel, restaurado, deve ainda ter maior esplendor e poder terreno. Vejamos o que as Escrituras dizem:
Com Relação à Igreja
“Na casa de meu Pai há muitas moradas, se não fosse assim, eu vô-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E se eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo para que onde eu estou, estejais vós também” (João 14:2,3) “Dizemo-vos, pois, pela palavra do Senhor; que nós os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor”(Tessalonicenses 4:14-17).
“Porque a nossa cidade está no céu; donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” (Filipenses 3:20,21).
“Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele; porque assim como é o veremos” (I João 3:2).
Regozijemo-nos e alegremo-nos, demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou”. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente, porque olinho fino são as justiças dos santos. E disse-me. Escreve: Bem-aventurados são aqueles que são chamados à ceia das bodas do ordeiro” (Apocalipse 19:7-9).
“Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com Ele mil anos” (Apocalipse 20:6).
Com Relação a Israel
“Eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus. E este será grande, e será chamado filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim” (Lucas 1:31-33).
(Destas sete promessas a Maria, cinco já se cumpriram literalmente. Por qual regra de interpretação somos autorizados a declarar que as duas restantes não serão cumpridas?).
“Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome. E com isto concordam as palavras dos profetas; como está escrito: Depois disto voltarei, e reedificarei o tabernáculo de Davi,que está caído, levantá-lo-ei das suas ruínas e tornarei a reedificá-lo” (Atos 15:14-16).
“Digo, pois: Porventura rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum; porque também sou eu israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. Digo, pois: Porventura tropeçaram para que caíssem? De modo nenhum, mas pela sua queda veio a salvação aos gentios, para os incitar à emulação. Porque se tu foste cortado da natural zambuzeiro, e, contra a natureza, enxertados na sua própria oliveira! Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio, em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. E ASSIM TODO O ISRAEL SERÁ SALVO, como está escrito: De Sião virá o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades” (Romanos 11:1,11, 24-26).
“E há de acontecer naquele dia que o Senhor tornará a estender a sua mão para adquirir outra vez os resíduos do seu povo…”E levantará um pendão entre as nações, e ajuntará os desterrados de Israel, e os dispersos de Judá congregará desde os quatro confins da terra (Isaías 11:11,12).
“Porque o Senhor se compadecerá de Jacó, e ainda elegerá a Israel e os porá na sua própria terra; e ajuntar-se-ão com eles os estranhos, e se chegarão à casa de Jacó (Isaías 14:1).
“Portanto, eis que dias vêem, diz o Senhor, em que nunca mais se dirá: Viva o Senhor, que fez subir os filhos de Israel da terra do Egito; mas: viva o Senhor, que fez subir os filhos de Israel da terra do norte, e de todas as terras para onde os tinha lançado; porque eu os farei voltar à sua terra, que dei a seus pais” (Jeremias 16:14,15).
“E eis que vêem dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo, e, sendo rei, reinará e prosperará, e praticará o juízo e a justiça na terra.
Nos seus dias Judá será salvo, e Israel habitará seguro: e este será o seu nome, com que o nomearão: O SENHOR JUSTIÇA NOSSA” (Jeremias 23:5,6).
“Eis que eu os congregarei de todas as terras, para onde os houver lançado na minha ira e no meu furor e a minha indignação; e os tornarei a trazer a este lugar e farei que habitem nele seguramente. E eles serão o meu povo e eu serei o seu Deus” (Jeremias 32:37,38).
“Canta alegremente, ó filha de Sião; rejubila, ó Israel; regozija-te e exulta de todo o coração, ó filha de Jerusalém. O Senhor afastou os teus juízos, exterminou o teu inimigo; o Senhor, o rei de Israel, está no meio de ti; tu não verás mais mal algum” (Sofonias 3:14,15).
Pode-se afirmar, com segurança, que a Igreja dos judaizantes (aqueles que misturam a graça com a lei) é a única responsável pela sua falta de progresso, pois tem ela pervertido a sua missão e destruído a sua espiritualidade.
Em vez de continuar o seu trabalho separada do mundo e seguir o Senhor, ouvindo o Seu chamado celeste, ela tem usado as Escrituras judaicas para justificar-se, falhando no seu propósito de evangelizar o mundo, limitando-se à aquisição de riquezas, à imposição de um ritual, à ereção de templos suntuosos,
À invocação das bênçãos divinas sobre conflitos armados e à divisão da irmandade em clérigos e leigos.
II – AS SETE DISPENSAÇÕES
As Escrituras dividem o tempo, pelo qual significamos o período global que começa com a criação de Adão e termina com o aparecimento do “novo céu e da nova terra” (Apocalipse 21:1), em sete períodos desiguais, vulgarmente chamados Dispensações (Efésios 3:2), embora algumas vezes sejam considerados como séculos (Efésios 2:7), e “dias” com “o dia do Senhor” etc.
Esses períodos se distinguem nas Escrituras por uma mudança no método divino de tratas a humanidade, ou parte dela, no que se refere a estas duas grandes verdades – pecado e responsabilidade humana.
Cada Dispensação pode ser considerada como uma prova para o homem natural e termina sempre em juízo, demonstrando assim o seu completo fracasso.
Cinco dessas Dispensações, ou períodos de tempo, já se consumaram. Estamos vivendo na sexta, cujo término, segundo tudo faz crer, está para breve. A sétima e a última, ficará para o futuro – é o Milênio.
I – O Homem em Inocência
Esta Dispensação começou com a criação de Adão, (Gênesis 2:7), e terminou com a sua expulsão do Éden. Adão, criado em inocência, ignorando o bem e o mal, foi colocado no Jardim das Oliveiras com sua companheira Eva, sob a responsabilidade de abster-se de comer do fruto da árvore a ciência do bem e do mal. A Dispensação da Inocência resultou no primeiro fracasso do homem, sendo os seus efeitos os mais desastrosos possíveis. Teve o seu fim com o seguinte juízo: “O Senhor Deus os lançou fora do Paraíso das Delícias”.
Ver: Gênesis 1:26 Gênesis 3:6
Gênesis 2:16,17 Gênesis 3:22-24
II – O HOMEM SOB A CONSCIÊNCIA
Pela queda, Adão e Eva adquiriram, e também o transmitiram à sua descendência, o conhecimento do bem e do mal. Isso proporcionou à sua consciência uma boa base para um julgamento moral correto, o que colocou a sua posteridade sob a seguinte responsabilidade – fazer o bem e evitar o mal.
O resultado da Dispensação da Consciência, do Éden ao Dilúvio (quando não havia nenhuma instituição de governo e de lei), foi que toda a terra se corrompera, porque toda a carne tinha corrompido o seu caminho sobre a terra” e que “toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má, contínuamente”. E assim Deus terminou a segunda prova a que submeteu o homem natural com o seguinte juízo – o Dilúvio. Ver Gênesis 3:22; Gênesis 6:5,11,12 Gênesis 7:11,12,23.
III – O HOMEM EM AUTORIDADE SOBRE A TERRA
Do terrível juízo do Dilúvio, Deus salvou oito pessoas, às quais, depois que as águas baixaram, deu a terra purificada, com amplos poderes para governá-la. Essa responsabilidade recaiu sobre Noé e sua progênie. A Dispensação do Governo Humano resultou, na planície do Sinai, na tentativa ímpia do homem em desejar tornar-se independente de Deus e terminou com o seguinte juízo – A Confusão de Línguas – Ver: Gênesis 9:1,2 Gênesis 11:1-4 Gênesis 11:5-8
IV – O HOMEM SOB PROMESSA
Dos descendentes dispersos daqueles que construíram a Torre de Babel, Deus chamou um homem, Abraão, com quem fez um concerto (pacto, aliança). Algumas das promessas feitas a Abraão e aos seus descendentes eram puramente graciosas e incondicionais e já foram, ou ainda o serão, cumpridas literalmente.Outras foram também feitas, mas o seu cumprimento estava condicionado à fidelidade e obediência dos israelitas. Todas as condições determinadas por Deus foram violadas, sem exceção de uma sequer, e a Dispensação da Promessa resultou no fracasso da família de Israel e terminou no fracasso da família de Israel e terminou com o seguinte juízo: A ESCRAVIDÃO NO EGITO..
O livro de Gênesis, que começa com estas palavras: “No princípio criou Deus…”, termina com essa triste expressão: “Em um caixão no Egito”.
Ver: Gênesis 12:1-3 Gênesis 26:3 Gênesis 13:14-17
Gênesis 15:5 Gênesis 28:12-13 Êxodo 1:13-14
V – O HOMEM SOB A LEI
Mais uma vez a graça de Deus vai auxiliar o homem desamparado e redimir o povo escolhido da mão do opressor. No deserto do Sinai, Deus lhe propôs o concerto da Lei. M vez de humildemente apelar para que continuasse a relação da graça, o povo responde, pressurosamente: “Tudo o que o Senhor falou nós o faremos”. A história de Israel no deserto e em Canaã é um longo relatório de flagrante e persistente violação da Lei e por último, depois de um sem número de avisos, Deus termina a prova a que submeteu o homem pela Lei, em juízo. Primeiramente, Israel, e logo depois Judá, foram expulsos de Canaã, sendo que a sua dispersão pelo mundo ainda continua. Um pequeno grupo voltou sob as ordens de Esdras e Neemias. Desse grupo, na plenitude dos tempos, nasceu Cristo: “Nascido de mulher, nascido sob a Lei”. Tanto os judeus como os gentios conspiraram, levando-O à morte por crucificação. Ver:
Êxodo 19:1-8 Romanos 3:19,20 Atos 22:22,23
Romanos 10:5 II Reis 17:1-18 Atos 7:51,52
Gálatas 3:10 II Reis 25:1-11
VI – O HOMEM SOB A GRAÇA
A morte sacrificial do Senhor Jesus Cristo introduziu no mundo a Dispensação da pura Graça, que quer dizer,favor imerecido de Deus dando justiça em vez de exigir justiça, como quando sob a Lei. A salvação perfeita e eterna é agora oferecida graciosamente, tanto ao judeu como ao gentio, desde que confesse o seu pecado, se arrependa e tenha fé em Cristo. “Jesus respondeu e disse-lhes: “a obra de Deus é esta: que creiais nAquele que El enviou” (João 6:29). “Em verdade vos digo: o que crê em mim tem a vida eterna” (João 6:47).
“Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê nAquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre em julgamento, mas passou da morte para a vida” (João 5:24).
“As minhas ovelhas ouvem a minha voz e eu as conheço e elas me seguem; e eu lhes dou a vida eterna e elas jamais hão de perecer” (João 10:27,28).
“Pela graça sois salvos mediante a fé. E isto não vem de vós; é dom de Deus; não de vossas obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8,9).
O resultado predito desta prova do homem sob a graça é o juízo sobre um mundo incrédulo e uma igreja apóstata. Ver:
Lucas 18:8 Lucas 17:26-30
Apocalipse 3:15,16 II Tessalonicenses 2:7-12
O primeiro evento no fim desta Dispensação da Graça será a descida do Senhor dos céus, quando os santos que dormem hão de ressuscitar e, juntamente com os c rentes vivos daquele tempo, arrebatados, irão encontrar-se com Cristo nos ares, com quem hão de ficar para sempre (I Tessalonicenses 4:16,17).
Depois seguir-se-á o curto período chamado – “a grande tribulação”.
Ver: Mateus 24:21,22 Daniel 12:1
Sofonias 31-46 Jeremias 30:5-7
Finalmente, dar-se-á a descida pessoal de Cristo à terra, com poder e grande glória. Então, haverá os julgamentos, que inaugurarão a sétima e última Dispensação.
Ver: Mateus 25: 31-46 Mateus 24:29,30
VII – O HOMEM SOB O REINO PESSOAL DE CRISTO
Depois dos juízos purificadores ligados à vinda pessoal de Cristo à terra, Jesus reinará sobre Israel restaurado e a terra por mil anos. Esse é o período comumente chamado – O MILÊNIO.
A sede do seu poder será em Jerusalém. E os santos, incluindo os que foram salvos na Dispensação da Graça, isto é, a Igreja, serão unidos com Ele na Sua glória, ver:
Atos 15:14-17 Apocalipse 19: 11-21
Isaías 2:1-4 Apocalipse 20:1-6
Isaías 11: todo o capítulo
Mas quando Satanás for solto, “por um pouco de tempo”, encontrará o coração natural tão inclinado para o mal, como sempre aconteceu, e, com a maior facilidade, ajuntará as nações que irão batalhar contra o Senhor e seus santos. Esta Dispensação, como as demais, terminará em juízo: O GRANDE TRONO BRANCO.será estabelecido e os ímpios mortos ressuscitarão, sendo finalmente condenados. Depois é que aparecerão “o novo céu e a nova terra” – O “começo da eternidade”. Ver:
Apocalipse 20:3,7-15 Apocalipse: capítulos 21 e 22
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Num túmulo na cidade de Londres está inscrito o seguinte epitáfio:
EU PEQUEI;
EU ME ARREPENDI;
EU CONFIEI EM JESUS;
Eu O AMEI;
EU DESCANSO;
EU ME LEVANTAREI DAQUI;
EU REINAREI COM ELE..
EBENÉZER !!!

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