19 de fevereiro de 2013

 
 Autoria do Reverendo Romeu Maluhy, pastor da Igreja Presbiteriana
 

Publicação autorizada pelo Presbítero Romeu Maluhy Junior, pastor e epíscopo

Agradecimentos de Universal Assembléia da Santa Aliança Cristã

Presbítero Jailson Pereira, apóstolo e epíscopo

 
 

01 – CONVERSÃO: QUE VEM A SER?

 

 

            São escassas as pessoas no mundo, hoje, que não conhecem, nem ouviram, o nome BILLY GRAHAM. Este notável evangelista conseguiu fazer aquilo que as mais ilustres personalidades não puderam realizar – lotar o grande auditório MADISON SQUARE GUARDEN em Nova York por mais de três meses consecutivos.

            BILLY GRAHAM foi nomeado uma das dez pessoas mais famosas no mundo. A palestra aqui proferida por Billy Graham no programa do rádio “A Hora da Decisão”; eis aqui a mensagem poderosa que vem levando milhares de pessoas a Jesus Cristo, salvação, e vida eterna.

            A Bíblia ensina que Deus é santo e justo. Ele não pode tolerar o pecado. O pecado separa de Deus. Traz a ira de Deus sobre a alma. Todas as dificuldades, males e problemas do mundo têm  sua raiz no fato de o homem haver perdido seu senso moral, intelectual e espiritual de Deus, porque ele perdeu a Deus. Ele não achará Deus, enquanto não descobrir seu caminho de volta para Deus.

            Cristo tornou possível a volta para Deus por sua morte na cruz. Ele vindicou a justiça de Deus. Ele comprou a redenção do homem pelo derramamento do seu sangue. Sua morte e ressurreição trouxeram um pacto novo e eterno entre Deus e o homem.

            Por conseguinte, o caminho de volta a Deus não é um caminho intelectual. Você não pode voltar a Deus pelo intelecto, porque o pensamento humano não pode coordenar-se com o pensamento divino, visto que a mente carnal está em inimizade com Deus. Você pode, pela adoração, voltar a Deus porque o caráter está contaminado com o pecado.

            A pergunta que nos vem naturalmente, então é esta: Que faremos? Por onde começaremos? Qual o caminho de regresso a Deus? Só há um caminho de volta a Deus e este é o caminho da cruz.

Todavia, Jesus disse que cada um de nós precisa aplicar a redenção de Cristo à sua própria vida. Ele disse. “Se não vos converterdes e não fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus” (Mateus 18:3). Assim Jesus exige a conversão. Este é o momento de começar. Esta é a maneira de você voltar a Deus.

            Desejo dar ênfase, não tanto à base dessa volta a Deus, mas à transação que se efetua entre o pecador e Deus, por meio de Cristo, a que Ele chamou conversão.

            Há muitas pessoas que confundem a conversão com a observância da lei. A lei de Moisés á apresentada em termos específicos na Bíblia e o propósito da lei é apresentado de modo muito claro. Nunca foi oferecida como panacéia para os males do mundo. Foi dada como um diagnóstico dos males da humanidade. Esboça a razão das nossas dificuldades, não a c ura para elas.

            A Bíblia diz: “Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus” (Romanos 3:19).

            A lei trouxe a revelação da injustiça do homem e a Bíblia diz: “Nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei” (Romanos 3:20). É impossível a conversão pela observância da lei. A Bíblia diz: “Pela lei vem o conhecimento do pecado” (Romanos 3:20). A lei é um espelho moral. Ela ordena, mas não converte. Desafia, mas não modifica, Aponta com o dedo, mas não oferece misericórdia. Não há vida na lei. Somente há morte, porque o veredicto da lei foi: “Certamente morrerás”. Não há salvação na lei de Moisés, os dez mandamentos.

            Muitas pessoas dizem que a sua religião é o Sermão do Monte, de Jesus, mas ainda está por nascer um homem ou mulher que tenha vivido de acordo com aquele sermão. A Bíblia diz: “Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23).

            Examine seus próprios motivos, antes que você decida que está vivendo uma vida reta, que torne desnecessária a conversão. Examine seu próprio coração honestamente antes de dizer que a conversão religiosa pode ser muito boa para os outros, mas que você não precisa dela.

            Em quase todas as universidades e colégios em que dirigi grupos de discussão, a pergunta invariável era sempre: “Que quer o senhor dizer por conversão?

            Provavelmente há mais incompreensão nesse assunto do que em quase qualquer outro relacionado com o Cristianismo.

Que é conversão? Que elemento inclui? Como se pode consegui-la? Quais são os seus efeitos? Por que precisa você converter-se para ir para o c eu?

            A idéia de conversão é estranha à nossa sociedade. Qualquer bom vendedor sabe que precisa converter o freguês ao seu produto ou ao seu modo de pensar. A principal preocupação de quem anuncia é converter o público de um produto para outro. Falamos de políticos que se converteram de sua filosofia política original e adotaram outra diferente. Durante a última guerra ouvimos muito a respeito de indústrias pacíficas que se converteram em indústrias bélicas.

            A palavra conversão significa realmente “dar uma volta”, “mudar o modo de pensar”, “dar meia volta”, ou “regressar”.

No terreno religioso tem sido explicada de modos diversos, como “arrepender-se”, “ser regenerado”, “receber graça”, “experimentar religião”, “ganhar certeza”.

            A conversão pode processar-se por diferentes formas. O modo dela se realizar depende grandemente do indivíduo – seu temperamento, sua emotividade, seu ambiente e os seus antecedentes. A conversão pode vir logo em seguida a uma grande crise na vida da pessoa, como a perda da fortuna ou de um ente querido.

            De outro lado, a conversão pode vir quando a pessoa está no auge da sua influência ou prosperidade – quanto tudo vai bem e a bondade de Deus se tem revelado generosamente para com você. A própria bondade de Deus poderá levá-lo ao reconhecimento de que deve tudo a Deus; destarte, a própria bondade de Deus o conduzirá ao arrependimento.

            A conversão, nessas circunstâncias, pode ser repentina e dramática como a conversão de pagãos que transferem sua afeição e fé, dos ídolos feitos de pedra e madeira, à pessoa de Jesus Cristo. Todavia, nem todas as conversões vêm assim repentinamente, como um raio de luz iluminando a alma, a que chamamos conversões de crise. Há muitos outros, que se operam somente depois de um conflito longo e difícil. Para outros, a conversão vem como o clímax de um período longo de convicção crescente de sua necessidade de salvação e a revelação gradual do plano de salvação. Este processo prolongado resulta na aceitação consciente de Cristo como Salvador pessoal e na submissão da vida a Ele.

            Podemos dizer, portanto, que a conversão pode ser um acontecimento instantâneo, uma crise em que a pessoa recebe uma clara revelação do amor de Deus ou pode ser um desenvolvimento gradual, acompanhado de um climax, no qual a linha é atravessada entre as trevas e a luz, entre a morte e a vida eterna.

            Não é sempre que a experiência vem dessa maneira. Minha esposa, por exemplo, não se lembra do dia e hora em que se tornou crente, todavia, ela tem certeza de que houve um momento em sua vida, em que ela atravessou essa linha divisória.

            Muitos jovens que cresceram em lares cristãos e receberam, desde cedo, instrução religiosa, não podem precisar a ocasião em que entregaram suas vidas a Cristo, quando se lembram claramente de quando fizeram sua pública confissão de fé.

            As narrativas de conversões no Novo Testamento indicam que a maior parte delas foi do tipo dramático ou conversão de crise.

            Realmente a conversão bíblica inclui três passos – dois deles ativos e um passivo. N a parte ativa, temos o arrependimento e a fé. O arrependimento é a conversão vista do seu ponto de partida, o abandono da vida de pecado.

A fé indica o ponto objetivo da conversão, a volta para Deus. O terceiro passo, que é passivo, podemos chamar de o novo nascimento ou a regeneração.

            Para que você possa ir ao céu, Jesus disse que precisa converter-se. Não sou quem diz, é Jesus. Esta não é a opinião dos homens —é a opinião de Deus. Jesus disse: “Se não vos converterdes e não vos tornardes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos Céus”.

            A verdadeira conversão envolve a mente toda, toda a afeição e a vontade toda. Há milhares que se têm convertido a Cristo intelectualmente. Eles crêem na Bíblia inteira. Crêem tudo a respeito de Jesus, mas nunca se converteram realmente a Ele.

            No segundo capítulo de João há uma descrição de pessoas que seguiram a Jesus no início de Seu ministério. Muitos deles creram nEle. Mas Jesus não confiava neles porque conhecia os corações dos homens. Por que não confiava neles? Porque sabia que eles criam com as suas cabeças e não com seus corações.

            Há uma enorme diferença entre a conversão intelectual e a conversão total que salva a alam.

            Milhares de pessoas têm tido uma experiência emocional, a qual se referem como conversão, as quais, todavia, nunca se converteram verdadeiramente.

Cristo exige uma mudança no seu modo de viver, e se a sua vida não está de acordo com a experiência, então você tem toda a razão de duvidar da sua experiência. Sem dúvida nenhuma haverá uma mudança nos elementos que compõem sua vida emocional, quando você vem a Cristo – o ódio e o amor estarão incluídos, porque você começará a odiar o pecado e a amar a justiça.

            Suas afeições sofrerão uma mudança revolucionária. Sua devoção a Cristo não conhecerá limites. Seu amor a Ele não pode ser explicado.

            Mas ainda que você tenha aceito a Cristo intelectualmente, e tenha tido uma experiência emocional – isso ainda não é suficiente.

            Deverá haver conversão da vontade. Deverá haver a determinação de obedecer e seguir a Cristo. Sua vontade deverá curvar-se à vontade de Deus. O “eu” deverá ser pregado na cruz. Seu único desejo será fazer aquilo que agrada a Deus.

            Na conversão, enquanto você se encontra ao pé da cruz, o Espírito Santo faz com que você compreenda que é um pecador. Ele dirige sua fé a Cristo, que morreu em seu lugar.

Você precisa abrir seu coração e deixá-Lo entrar. Exatamente nesse momento o Espírito Santo realiza o milagre do novo nascimento. Você se torna então uma nova criatura. A natureza divina é implantada em você. Você se torna participante da própria vida de Deus. Jesus Cristo, pelo Espírito de Deus, passa a residir em seu coração.

            A conversão é tão simples que a menor criança pode se converter, mas é também tão profunda que os teólogos, através dela têm ponderado a profundeza da sua significação.

Deus fez o caminho da salvação tão fácil que mesmo “os caminhantes, até mesmo “os loucos, não errarão” (Isaías 35:8).

            Ninguém jamais ficará fora do reino de Deus porque não tenha capacidade para compreendê-lo. Os ricos e os pobres, os nobres e os humildes, todos podem converter-se.

            Em resumo, a conversão significa simplesmente que você foi transformado pelo Espírito de Deus. Quando a pessoa se converte, ela poderá continuar amando os objetivos que amava antes, mas haverá uma mudança na razão por que os ama. Uma pessoa convertida poderá desprezar os objetivos que amava antes, mas haverá uma mudança na razão por que os ama. Uma pessoa convertida poderá desprezar os objetivos a que antes dedicava sua afeição.

Ela poderá mesmo afastar-se dos seus companheiros mundanos, não porque os despreze, porque muitos deles serão decentes e dignos, mas porque encontra maior atração na comunhão com os crentes, que têm o mesmo modo de pensar.

            A pessoa convertida passará a amar aquilo que antes odiava, e odiará aquilo que antes amava. Haverá mesmo uma mudança do coração com relação a Deus. Enquanto antes ele era descuidado para com Deus, vivendo em medo constante e em antagonismo para com Deus, agora ele sente para com Ele reverência, confiança, obediência e devoção. Haverá temor reverente de Deus, constante gratidão a Deus, dependência de Deus e nova lealdade para com Ele. Antes da conversão talvez tivesse havido gratificação dos desejos da carne.

A cultura, as investigações intelectuais ou a aquisição de riquezas poderão ter sido de suprema importância em sua vida. Agora, entretanto, a retidão e a santidade de coração e o propósito de viver a vida cristã serão colocados acima de todas as outras preocupações, porque agradar a Cristo será a única coisa de real importância.

            Em outras palavras, conversão significa uma mudança na vida do indivíduo e, o que é mais importante, sua aceitação do reino de Deus através da obra completa de Cristo na Cruz.

            Uma ouvinte do nosso programa de rádio afirmou que vivia confusa, desesperada e infeliz, ao ponto de pensar em suicídio, quando um dia, por acaso, ligou para o meu programa “A HORA DA DECISÃO”. Depois do programa, ela se ajoelhou em sua sala e recebeu a Cristo como seu Salvador.

Disse ela que antes odiava seu marido, agora ela o amava. Seus filhos imediatamente viram a diferença na maneira como ela cuidava do lar. Ela já se uniu a uma Igreja Evangélica e já ganhou para Cristo seu pai e algumas de suas amigas mais chegadas. Ela declara que seus receios, dúvidas e confusão de espírito pertencem ao passado.

            Agora ela tem esperança, vida e amor. Seus pecados, que eram muitos, foram completamente perdoados. Ela foi recebida no reino de Deus e o Espírito de Deus a tornou uma nova criatura. Esta poderá ser também a sua experiência, se você estiver pronto, neste momento, a entregar sua vida e seu coração a Jesus Cristo.

EBENÉZER !!!!!

“Por Evangelista BILLY GRAHAM

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