18 de fevereiro de 2013

Amulher Assentada numa Besta

 

CAPÍTULO 17:1-18

 

 A MULHER ASSENTADA NUMA BESTA

 

 

VERSÍCULO 1  “E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças e falou comigo, dizendo-me: vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas”

 

VERSÍCULO 2  “Com a qual se prostituíram os reis da terra; e os que habitam na terra se embebedaram com o vinho da sua prostituição”.
 
            Um dos sete anjos que executavam as ordens do juízo das taças convida o apóstolo João para ver de perto “a grande prostituta que se assenta sobre muitas águas”, cuja condenação é motivada por ter contaminado os reis e todos quantos habitam na Terra, os quais se embebedaram com vinho da sua prostituição.

 

VERSÍCULO 3 “E levou-me em espírito a um deserto; e vi uma mulher assentada sobre uma besta de cor escarlate, que estava cheia de nomes de blasfêmia e tinha sete cabeças e dez chifres”
           Sem hesitar, João deixa-se levar pelo anjo. Sem dizer palavra alguma, e em espírito, foi transportado a um deserto, onde viu com espanto uma mulher, que é grande prostituta, a grande Babilônia, cuja condenação já fora anunciada desde os céus com grande júbilo (Apocalipse 14:8). Ela cavalgava sobre uma Besta cor de escarlate que tinha sete cabeças e dez chifres.
      Sem dúvida alguma, trata-se da “Besta” que subiu do mar, do capítulo 13, representada aqui com todas as suas características: sete cabeças e dez chifres, de cor de escarlata (poder outorgado pelo dragão vermelho e suas características). Ela estava no deserto, tipificando o seu poder universal; e também estava “cheia de nomes de blasfêmias”, significando as suas atividades contra Deus.
            A mulher estava assentada sobre a besta. Compreende-se que haverá uma submissão direta, talvez oriunda de um pacto amistoso do Império Romano ressuscitado (a Besta) ao poder religioso que dominará na época, a mulher, cujo chefe é a grande “estrela” referida em Apocalipse 8:10 (ler o comentário).

 

VERSÍCULO 4  “E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, adornada com ouro, e pedras preciosas, e pérolas, e tinha na mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição”.
       A mulher é vista aqui pouco antes de sua condenação, e o anjo mesmo se incumbe de falar a seu respeito. Ela está trajada de púrpura e muito bem adornada com ouro e pedras preciosas, demonstrando-se grandemente atraente em sua aparência falsa e também está vestida de escarlata, que é a cor predileta de Roma. Tem na sua mão um cálice de ouro, cujo conteúdo diz das profundezas da iniqüidade que oferece a povos, línguas e nações, sobre os quais está assentada (muitas águas).
       “O cálice está cheio das abominações e imundícia da sua prostituição”, cuja bebida tem embriagado os habitantes da Terra. Dois grandes males são aqui manifestos: “abominação” (Idolatria, adoração de imagens) [leia Deuteronômio 7:25.26; 12:2,3; I Samuel 15:23; II Reis 25:13; Isaías 44:13; Ezequiel16:30] e imundícia da sua prostituição” (corrupção” [leia Gálatas 5:19-21; Efésios 5:3-5; Colossenses 3:5,6).

 

VERSÍCULO 5 “E na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande Babilônia, a mãe das prostituições da Terra”
            Mistério é segredo ainda não revelado. A besta estava cheia de nomes de blasfêmia, mas a mulher tinha em sua testa o nome: MISTÉRIO.
Não se trata aqui de “Mistério da injustiça” (II Tessalonicenses 2:7), que se refere a uma pessoa, o homem do pecado, o Anticristo ou Falso Profeta, que será destruído por Cristo na Sua vinda. Aqui, refere-se à mulher, ao poder religioso, que será destruído pelos dez reis e pela própria Besta (Apocalipse 17:16,17), ates da vinda de Cristo para julgamento.

 

VERSÍCULO 6  “E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração”.
       Vejamos o que diz o professor W. G. MOOREHEAD: “A prostituta é a cristandade alienada de Deus e inteiramente secularizada. Esta é a nossa mais solene convicção. Cremos que o romanismo é o principal objetivo desta terrível profecia. Mas a organização católica grega, como ela é na Rússia e no Leste da Europa, como é também o protestantismo infiel estão envolvidos e incluídos na predição. Começaremos com a identificação do romanismo com este símbolo.
É o romanismo oficial e hierárquico com que estamos tratando, não o corpo de seguidores do sistema. A realidade histórica e a descrição profética aqui traçadas são tão exatas e perfeitamente idênticas que não dão margem a um engano.
            Roma papal diz ser mãe e chama a si mesma de´mãe de todas as igrejas´a senhora e mestra de todos os cristãos. O Papa arroga a si a autoridade sobre todos eles e sobre o mundo. Em 1825, o papa Leão XII emitiu uma medalha, que tinha de um lado a sua própria imagem e do outro a Igreja de Roma, simbolizada por uma mulher, tendo em sua mão esquerda uma cruz e na direita um cálice com a legenda: SEDET SUPER UNIVERSUM, isto é, “O mundo inteiro é o seu trono”.

 

Se pudesse, ela dominaria ainda (Apocalipse 17:15).
           A “mulher” tem sede numa cidade de sete montes (Apocalipse 17:9-18). Por mais de mil anos Roma (a cidade) e o papado têm sido considerados praticamente como uma e a mesma coisa. Ainda hoje Roma é o papado. Nenhuma outra cidade é chamada a “cidade dos sete montes”; nenhuma outra tem governado sobre a Terra. A Roma pagã governou o mundo por séculos. A Roma papal tem durante muitas eras empunhado o domínio em nosso planeta como nenhuma outra cidade. É em Roma que a mulher “está assentada”. A cidade e o sistema são coalescentes.
            O nome inscrito na testa da prostituta indica um sistema religioso apóstata, e em seu primeiro plano está o romanismo. Cada coisa no culto desta enorme organização é envolvida em mistério, com o propósito de impressionar os homens com os seus segredos e sua secreta autoridade sobrenatural.
Seu uso persistente de uma língua morta, a celebração da missa, seu confessionário, sua pretensa absolvição, sua pretensão de fixar os destinos dos homens, mesmo no mundo invisível, seus ritos e cerimônias místicas, seus vestuários sacerdotais, seus movimentos, atitudes e artifícios, tudo se envolve em mistério. Tudo é combinado para revestir o sistema de um misticismo só encontrado no antigo ritualismo pagão. A Igreja grega também é caracterizada pela semelhança das feições pagãs, ainda que um pouco menos acentuada.
            A conexão da prostituta com o poder mundial (cavalgando sobre este) é percebida no domínio universal que o papado arroga a si. Ele quer para Roma a supremacia que o papado arroga a si. Ele quer para Roma a supremacia sobre os povos e governos. Nem sempre Roma tem podido exercer sua arrogante pretensão, mas quando pode, faz.
Até hoje a Sé de Roma reclama sua absoluta supremacia sobre todas as nações, sobre todos os governos e povos. Não é união com o Estado que ela quer, mas domínio sobre o Estado. De domínio sobre as autoridades civis, é a posição que pretendem as “igrejas nacionais”, quer protestantes, quer católicas, ou gregas. Roma exalta sua autoridade sobre todos os países e igrejas.
            Ela cavalga ou procura cavalgar o poder universal para sujeitar a si toda a autoridade e governo.
         A mulher de escarlata é intolerável perseguidora: ela é vista embriagada com o sangue dos santos. Aqui novamente o paralelismo entre o símbolo e o sistema religioso apóstata é maravilhosamente perfeito. Contai, se puderdes, as Vítimas da obra sanguinolenta de Roma no mundo, suas crueldades e assassínios. É duvidoso se a Roma pagã matou mais seres humanos que a Roma papal. Neste respeito Roma não é a única culpada. A igreja grega e alguns grupos protestantes têm igualmente tingido suas mãos no sangue de alguns dos mais nobres e puros filhos de Deus. Não é sem uma profunda significação que a prostituta é trajada de escarlata e carmesim: ela é de índole sanguinária, e está tingida de sangue.
            A prostituta é a “mãe das abominações”, ou seja, é idólatra: imagens, relíquias, seres humanos (“os santos”) e anjos são objetos de devoção em toda a cristandade apóstata. A virgem Maria, com a vasta multidão de seus adoradores, tem um lugar de veneração muito mais alto do que teve MINERVA na Grécia, CERES em Roma, ou DIANA em Éfeso, A oração a ela excede à do Filho e à do próprio Pai. Nada provoca mais facilmente a ira dos seus fanáticos devotos do que o ensino de que Maria bem-aventurada como foi, por ser escolhida para dar o berço ao Filho de Deus, não tem parte em nossa salvação, não pode fazer coisa alguma para nos livrar do pecado e nos reconciliar com Deus. Desde que o papa Pio Xi oficialmente proclamou o dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria, esta foi colocada em um lugar de eminência e autoridade nunca dantes alcançado.
Acrescentando-se a isso o dogma da infalibilidade papal, decretado em 1870 pelo Concílio do Vaticano, pode-se compreender a que altura de arrogância e blasfêmia este sistema romano tem chegado.
VERSÍCULO 7  “E o anjo me disse: Por que te admiras? Eu te direi o mistério da mulher e da besta que a traz, a qual tem sete cabeças e dez chifres”

 

          João ficou grandemente admirado vendo a mulher com todo aquele aparato, pelo que o anjo prontificou-se a revelar-lhe todo o mistério, tanto da “mulher” como da “besta”. Graças a Deus, aqui não deixa confusão, mesmo que nas interpretações humanas não haja entendimento, porque aqui é o próprio anjo que revela.

 

 
QUEM É A BESTA?  (17:8-11)
VERSÍCULO 8  “A besta que viste foi e já não é, e há de subir do abismo, e irá à perdição. E os que habitam na terra (cujos nomes não estão inscritos no livro da vida, desde a fundação do mundo) se admirarão vendo a besta que era e já não é, mas que virá”.
            Eis a revelação sobre a “Besta”, que nos apresenta neste versículo os quatro estados do Império Romano:

 

1. FOI. Um período de existência. Os anais da História dizem-nos que Roma começou a ser potência no ano 754 a.C. Foi República até o último século a.C., época em que se tornou Império. Durante cinco séculos foi um Império poderoso, mas no século V, as tribos germânicas começaram a vibrar-lhe golpes formidáveis na região ocidental.
2. “Já não é” – Um período de ausência – a cidade de Roma foi destruída e, durante os séculos que se seguiram, os turcos e os sarracenos demoliram a parte oriental do Império Romano; hoje, Roma existe, as instituições romanas existem, mas não o Império Romano.
3.  Há de “subir do abismo”. Sua volta procedente do abismo. Esta terceira fase prevista aproxima-se da sua realização. Satanás fará reviver o império e imprimirá nele o cunho do seu caráter. Devemos distinguir entre ressurgimento da Besta (Império Romano) e a revivescência satânica. Ao iniciar-se a septuagésima semana de anos da profecia de Daniel, já o império estará formado, mas a revivescência satânica só ocorrerá no meio da semana, e que coincide com a expulsão de Satanás do Céu (Apocalipse 12). O que João vê neste versículo (98) é a aurora da restauração do Império: “Está prestes a subir”.
4.  “Irá à perdição”  Sua ruína é a fase final da existência do Império Romano, império que o Senhor julgará quando vier no Seu poder; então lançará a Besta (chefe do Império Romano) juntamente com o Anticristo, ambos vivos no lago de fogo (Apocalipse 19:20). “E os que habitam na terra se admirarão vendo a besta que era e já não é, mas que virá”. Ainda com a palavra os intérpretes: “Quando o império, animado pelo espírito satânico tomar a sua última forma, todos se admirarão, exceto os remidos de entre os judeus que ainda vivem na Terra. Satanás fará subir do abismo um poder a que ele mesmo dará forma, sujeitando-o ao seu domínio. Sob as características de um império, oculta-se um caráter diabólico. Os homens hão de maravilhar-se e adorarão tanto a Satanás como aos seus instrumentos humanos (Apocalipse 13:4-12). Naquele tempo os santos na Terra serão o remanescente dos judeus cujos nomes estão inscritos no Livro da Vida. Esses não se deixarão enganar. Dentro da esfera da cristandade, à vista da espantosa maravilha – o  reaparecimento  da Besta – todos se deixarão dominar, exceto aqueles santos.

 

VERSÍCULO 9 – “Aqui há sentido, que tem sabedoria. As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada”.
          João é advertido a compreender bem a visão, a fim de não interpretar ou julgar nesciamente. “Aqui há sentido, que tem sabedoria”. Requer muita atenção e de algum modo um exame nítido e perfeito, para se ter o conhecimento certo.
        “As sete cabeças são sete montes”. A cidade de Roma está situada sobre o rio Tigre e é, como já dissemos, a cidade universalmente conhecida por “cidade das sete colinas”.
            E a mulher está assentada sobre eles, demonstrando fixidez e posse.

 

VERSÍCULO 10 “E são também sete reis: cinco já caíram, e um existe; outro ainda não é vindo; e, quando vier, convém que dure um pouco de tempo”

 

 
VERSÍCULO 11 “E a besta, que era e já não é, é ela também o oitavo, e é dos sete, e vai à perdição”.
            Sete cabeças ou sete sistemas sucessivos de governo civil e político completam a história do Império, desde o seu início até o final.

 

            “Cinco já caíram” ou já passaram.

 

    1. A dinastia dos sete primeiros reis: Rômulo, Pompílio, Túlio Hostílio, Anco Márcio, Tarquino Prísco, Sérgio Túlio e Tarquino, o Soberbo (de 754 a 510 a.C.).
    1. A realeza foi abolida  e o governo foi confiado aos cônsules, cujo poder era

 

Absoluto (de 510 a 300 a.C.).
    1. A República (de 300 a 58 a.C.).
    1. O Primeiro Triunvirato: Julio César, Pompeu e Crasso (de 58 a 44 a.C.).
    1. O Segundo Triunvirato: Lépido, Antonio e Otávio (de 44 a 31 a.C.).
           “Um existe”. É o sexto sistema, um governo imperial, com as suas sete dinastias,sob o qual João foi desterrado para a Ilha de Patmos, no reinado de Domiciano. Era a forma de governo existente nos dias do apóstolo João

 

PRIMEIRA DINASTIA: Os Césares: Augusto (Otávio), de 31a.C., a 14 d.C;

 

Tibério, de 14 a 37 d.C., Calígula, de 37 a 41 d.C; Cláudio, de 41 a 51 d.C;

 

Nero, de 51 a 68 d.c; os três: Galba, Olhão e Vitélio, de 68 a 69 d.C.
SEGUNDA DINASTIA Os Flávios: Vespasiano, de 69 a 89 d.C.; Tito, de 79 a 117 d.C; Domiciano, de 81 a 96 d.C.

 

TERCEIRA DINASTIA, os Antoninos: Nerva, de 96 a 98 d.c; Trajano, de 98 a

 

117 d.C.; Adriano, de 117 a 138 d.C; Antonino Pio, de 138 a 161 d.C; Marco Aurélio, de 161 a 180 d.C; Commodo, de 189 a 192 d.C.

 

QUARTA DINASTIA, os Severos: Pèrtina e Didio, 193 d.C. (os dois alguns meses); Séptimo Severo, de 193 a 213 d.C; Caracolla, de 213 a 217 d.C;  Macrino, de 217 a 218 d.C; Heliogabalo, de 218 a 222 d.C; Severo Alexandro, de 222 a 238 d.C.

 

QUINTA DINASTIA, a anarquia militar: Gordiano III, de 238 a 244 d.C.; Valeriano. De 253 a 260 d.C.; Aureliano, de 270 a 276 d.C.; Probo, de 276 a 282 d.C; Diocleciano, de 284 a 305 d.C. São estes os pincipais imperadores.

 

SEXTA DINASTIA- acordo entre Licínio, de 313 a 323 d.C.; e Constantino. de
313 a 337 d.C.,e os três filhos de Constantino: Constantino II, Constante e Constâncio, de 337 a 361 d.C; Juliano, de 361 a 363 d.C.; Valentiano e Valente, de 363 a 378 d.C., Teodósio, de 378 a 424 d.C.

 

SÉTIMA DINASTIA , divisão do Império em Ocidente e Oriente; Honório, primeiro filho de Teodósio, reinou no Ocidente, de 395 a 424 d;C., e Arcádio, reinou no Oriente, ficando todavia Valentiniano III, que reinou em Roma, de 424 a 435 d.V; e Rômulo Augústulo, que reinou de 435 a 455, data em que Odoacro, rei dos hérulos, apoderou-se de Roma, terminando assim o Império Romano.
      “Outro ainda não vindo”. Será o Império Romano caído (ferido de morte) que ressurgirá materialmente sob novas condições. (Apocalipse 13:1).
Será a Besta a sétima cabeça civil e política do Império Romano, contando desde o seu início até o final: e também será a OITAVA DINASTIA  na ordem dos Césares. O governo da Besta será por pouco tempo: irá à perdição (Daniel 7:26).

 

 
VERSÍCULO 12 “E os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não receberam O poder como reis por uma hora, juntamente com a besta”.

 

 VERSÍCULO 13 “Estes têm um mesmo intento e entregarão o seu poder e autoridade à besta”
       Como já explicamos, o Império Romano ressuscitado governará sobre uma Liga de Dez Nações, que constituirão dez reinos em toda a Terra. Será um reino Confederado que, juntamente com a Besta, terá pouco tempo.

 

VERSÍCULO 14 “Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão os que estão com ele, chamados, eleitos e fiéis”..
            Evidência aqui a união da Besta com os seus confederados contra o Cordeiro. É um pequeno lembrete do “grande dia da ira” que se aproxima. Vencerão com Ele todos os chamados, os eleitos, os fiéis, graças a Deus.

 

VERSÍCULO 15E disse-me: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, e multidões, e nações, e línguas”.

 

            Eis a revelação e posição que deseja alcançar a grande “Babilônia Mística”, Assentada sobre povos, multidões, nações e línguas, procurando unir e juntar o seu protetorado a quem desejar.
*Vejamos agora nossas notas sobre ECUMENISMO, no livro “Aventura Ecumênica”:
           
          “Em 1905, um novo tipo de ecumenismo nasceu na América, que culminou com a criação do Conselho Federal das Igrejas, mais tarde denominado Conselho Nacional de Igrejas. A doutrina cristã foi menosprezada e o ‘serviço’ foi enaltecido.
A participação oficial da seita e a centralização progressiva da autoridade acionaram o novo tipo de organização no sentido de uma superigreja.
Posteriormente, aparecem novos movimentos na esfera mundial que foram designados pelos líderes ecumênicos como correntes principais da cooperação protestante; eles, afinal, uniram-se para formar o Conselho Mundial das Igrejas.
Primeiro surge a Conferência Mundial de Cooperação, realizada em Edimburgo em 1910. A sua principal finalidade foi a de organizar uma investida unida pela evangelização do mundo. Sua posição era marcadamente teológica. A fase missionária de Edimburgo foi  perpetuada no Conselho Internacional de Missões organizado em 1921; a fase teológica do Conselho Mundial da Fé e Ordem estabeleceu-se em Lausane em 1927.

 

Nesse caso, em Estocolmo, surge o Conselho Universal da Vida e do Trabalho.

 

            “A Igreja Católica Romana está completamente a par do desenvolvimento desta resolução. O Papa João XXIII convocou um Concílio ecumênico, cuja primeira etapa já se realizou. É o primeiro de sua espécie desde 1870. Sua finalidade é unir a cristandade, o que significa a volta de todos os “hereges” ao seio da Igreja Mãe. Por enquanto, os convites foram enviados aos prelados católicos romanos, embora fosse insinuado que os líderes ortodoxos orientais podem ser convidados. O protestantismo foi reconhecido a ponto de ser criado um secretariado para a unidade, que oferece um meio-termo, através do qual as relações entre os protestantes e católicos podem ser encorajadas e mantidas. Os líderes protestantes poderão assistir ao Concílio Ecumênico do Vaticano como observadores não oficiais. A visita do arcebispo anglicano de Canterbury ao Papa João XXIII, em 2 de dezembro de 1960, marcou um significativo desenvolvimento do movimento ecumênico moderno. O fato indica que todo o mundo está envolvido neste esforço gigantesco.
 

 

AS ASSEMBLÉIAS DE DEUS E O ECUMENISMO

 

 

Qual a sua posição?

 

             Pronunciamento da XVI Convenção Geral das Assembléias de Deus: “De acordo com a Palavra de Deus divinamente inspirada, a Igreja Evangélica Assembléia de Deus no Brasil, entidade puramente cristã evangélica, necessitando definir-se quanto às tendências unionistas, ultimamente alastrando-se pelo Universo, pela voz de seu Ministério reunido em Convenção Geral, nos dias 19 a 21 de novembro de 1962, na cidade de Recife, Estado de Pernambuco, declara:

 

1-    Reconhece que há dois (2) tipos de união no Cristianismo em geral:  
2-    a) fusão de denominações e religiões diversas sem profissão de fé definida;
           b) união cristã bíblica.
            “O Ecumenismo, que literalmente, significa “mundial”, pretende unir as religiões em suposto cumprimento de João 11:21. Está representado pelo Conselho Mundial das Igrejas e pelo Concílio do Vaticano atualmente em execução. Essa idéia encontra seu campo de ação notadamente na Igreja Católica Romana, na Igreja Ortodoxa e em vários ramos do Protestantismo, e evidencia, em nossos dias, teor apóstata, representado pelo modernismo teológico que desposa.

 

2. Nossa posição à luz da Bíblia Sagrada:

 

“Somos contrários ao tipo de ecumenismo acima exposto, por motivos nele preponderantes, que são contrários à sã doutrina. Como seja: (a) de um lado estão aqueles que dão à prática da idolatria propriamente dita a da justificação através de supostas boas obras; (b) de outro lado, estão aqueles que, no modernismo teológico que desposam, negam a inspiração verbal das Santas Escrituras, a deidade de Jesus Cristo, seu nascimento virginal, o novo nascimentonecessário ao homem para tornar-se cristão (filho de Deus – João 1:12), a ressurreição de Cristo, sua segunda vinda e as doutrinas correlatas. Se desposássemos essas heresias, estaríamos traindo a Cristo, traindo a Bíblia e negando frontalmente as causas que deram origem à Reforma do século XVI causas que reconhecemos ainda permanecem em nossos dias.

 

Igualmente estaríamos traindo aqueles que foram martirizados por amor à fé que professamos, e nos tornando indignos deles.
“Nossa união, que em verdade cumpre João 17:21 “que sejam todos um, assim tu, ó Pai, o és em mim, e eu em Ti, que também eles sejam um em nós para que o mundo creia que Tu me enviaste; baseia-se na união fraternal em Cristo, através de Sua obra redentora e na operação individual (no cristão) e coletiva (na igreja) do seu Espírito ‘procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz´ (Efésios 4:3).
“Essa união não forma uma super Igreja e sim uma Igreja espiritual, viva e unida nos laços do amor de Cristo, derramado nossos corações pelo Espírito Santo (Romanos 5:5) e edificada ‘sobre o fundamento dos apóstolos e profetas’ (Efésios 2:20)”.

 

Recife, 23 de novembro de 1962 { Antonio Petronilo dos Santos – Presidente
                                                     Antonieto Grangeiro Sobrinho – Vice-Presidente
{ Armando Chaves Cohen – 1º Secretário
{José Pimentel de Carvalho – 2º Secretário

 

            Testemunho do Rev. Romeu Maluhy, Pastor Jubilado da Igreja Presbiteria na do Brasil:

 

       “Compareci, em 1981, perante a Comissão Especial de Seminário, sediada no Seminário Presbiteriano de Campinas, criada na época, devido à falta de critério de alguns Presbitérios no exame de candidatos ao Pastorado, fui sabatinado por um grupo de 9 (nove) examinadores.
       Vou relatar apenas o quesito relacionado com o tema: “Qual a minha posição ante o Ecumenismo? Eis a minha resposta: Estava pronto a lutar lado a lado com qualquer representante de qualquer religião, contra o pecado ou qualquer realidade do mal. Mas, quando tiver que aderir ao ecumenismo, só tomaria a decisão de unir-me somente com os verdadeiros cristãos. Acrescentei que, como Pastor, não convidaria para tomar assento junto ao púlpito, nenhum sacerdote de nenhum credo, que não comungasse com as verdadeiras doutrinas cristãs”.

 

VERSÍCULO 16  “E os dez chifres que viste na besta são os que aborrecerão a prostituta, e a porão desolada e nua, e comerão a sua carne, e a queimarão  no fogo”
 
VERSÍCULO 17  “Porque Deus tem posto em seu coração que cumpram o seu Intento, e tenham uma mesma idéia, e que dêem à besta o seu reino, até que se cumpram as palavras de Deus”
            O movimento da condenação chega para a grande “prostituta”. A perseguição religiosa que a besta promoverá não será somente contra o Israel fiel e os gentios salvos, mas “contra tudo o que se chama Deus ou se adora” (II Tessalonicenses 2:4).
            Assim, no momento de ser erigida a “a imagem da Besta” e imposta à adoração obrigatória liderada pelo Falso Profeta, rei em Jerusalém, todos os dez confederados apoiarão o intento contra a Babilônia Mística, à qual aborrecerão, e a deixarão desolada e nua, e comerão a sua carne, e a queimarão no fogo (leia Salmo 27:2; Miquéias 3:2,3; Tiago 5:3). 
 
QUEM É A “PROSTITUTA”? (17:18).

 

VERSÍCULO 18 “E a mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os reis da terra”.
            “É a grande cidade que reina”. Roma nos dias de João era a Capital do  Império Romano; no tempo dos Césares, e nos dias da Besta, também será a capital do Império que reinará sobre os reis da Terra, materialmente falando.
            A Roma papal, cuja sede é o Vaticano, tem governado (espiritualmente falando) o maior sistema religioso que já se implantou na Terra, materialmente falando.
            A Roma papal, cuja sede é no Vaticano, tem governado (espiritualmente falando) o maior sistema religioso que já se implantou na Terra e será também o “trono” da “grande estrela que caiu do céu ardendo como tocha” (Apocalipse 8:10), o grande líder que será levantado na época, à frente da Babilônia mística.
            Aqui termina a revelação do anjo, pela qual fica comprovada toda a verdade sobre a Roma papal.

 

 

 

EBENÉZER !!!!!

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