CAPÍTULO 19:1-21
ALEGRIA E TRIUNFO NOS CÉUS
VERSÍCULO 1 “E depois destas coisas, ouvi no céu como que uma grande multidão, que dizia: Aleluia! Salvação, e glória, e nora, e poder pertencem ao Senhor nosso Deus;”
VERSÍCULO 2 “Porque verdadeiros e justos são os teus juízos, pois julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com a sua prostituição, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos”.
João voltou a sua atenção para o Céu, de onde vinha uma voz, partida de uma grande multidão jubilosa diante de Deus. Era a continuação do grande culto de louvor iniciado em Apocalipse 4. A cena é a mesma: o Trono no centro, junto aos quatro animais; em redor os vinte e quatro tronos e os anciãos neles assentados, e ainda em redor a grande multidão de milhões de milhões e milhares de milhares (Apocalipse 5:11). Agora o louvor sobe diante do Trono com grande regozijo, Deus, com o Seu grande poder, tem julgado a grande prostituta que havia corrompido a terra com a sua prostituição.
Poderá alguém perguntar: “Mas os céus alegram-se pela condenação de alguém?” Aqui não é a condenação de uma pessoa, mas de “um poder” ou de “um sistema religioso” que arrastou muitas criaturas à perdição. Deus ama o pecador e não quer que ninguém se perca (Leia Isaías 1:16-18; 55:6,7; Ezequiel 18:23; I Timóteo 2:3); porém, Deus aborrece o pecado porque este separa o homem de Deus (Isaías 59:2,3; leia Romanos 6:23).
A primeira palavra de vitória foi: “Aleluia!” o grito de alegria pelo grande triunfo. “Aleluia” é uma palavra hebraica composta de duas expressões: halelu (louvai) e Iah (Deus ou Senhor), formando assim a sentença: “Louvai ao Senhor” ou (“Deus seja louvado”),
Graças a Deus, há um povo aqui na Terra, que não estranhará esta expressão de louvor, porque já os seus ouvidos estão abertos para ouvir e os seus lábios prontos para exclamar: “ALELUIA!” É uma palavra hebraica composta de duas expressões: halelu (louvai) e Iah (Deus ou Senhor), formando assim a sentença: “Louvai ao Senhor” ou (“Deus seja louvado)”.
Graças a Deus, há um povo aqui na Terra, que não estranhará esta expressão de louvor, porque já os seus ouvidos estão abertos para ouvir e os seus lábios prontos para exclamar: “ALELUIA”!. No Céu também os louvores não são silenciosos e nem a adoração ao Senhor é como quem está diante de um morto. Deus é o Deus vivo, e diante dEle estão os vivos, e onde existe esta vida existe barulho e as “glórias” e “aleluias” são proferidas com todo o vigor (nas Igrejas das Assembléia de Deus).
“Salvação” significa livramento: “Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia do juízo, para serem castigados; mas principalmente aqueles que segundo a carne andam em concupiscências de imundícia, e desprezam as dominações; atrevidos. Obstinados, não receando blasfêmias das dignidades, os quais, deixando o caminho direito, erraram seguindo o caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça; porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, foram outra vez envolvidos nelas e vendidos, tornou-se o último estado pior do que o primeiro. Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado” (II Pedro 2:9,10,15,20,21).
[Minha objeção: tais coisas acontecem para aqueles que, verdadeiramente, não nasceram de novo; não foram verdadeiramente, a Cristo; possivelmente a conversão de muitos, não passa do fator emoção – (Rev.. Romeu Maluhy, Pastor Jubilado da Igreja Presbiteriana do Brasil).
A Babilônia mística está enquadrada dentro deste texto. Aquela que se jactava de “única verdadeira”, “única santa” e que possui “santos”, única em tudo e que “fora dela não há salvação”, eis aí a sua condição diante de Deus. No grande julgamento, o Senhor opera salvação; permanecendo, todavia, imutável em Sua glória e honra, e poder maravilhoso na execução de Sua obra.
“Porque verdadeiros e justos são os teus juízos”. Estes são atributos próprios de Deus, os quais foram mais uma vez demonstrados perante os céus, no julgamento da “grande prostituta”, cujos pecados são proclamados em dois itens:
1 – “Que havia corrompido a terra com a sua prostituição”. Deixaram o caminho direito e erraram seguindo o caminho de Balaão, o profeta venal (2:14); toleraram Jezabel, mulher que se dizia profetiza e consentiram o seu ensino e engano, comendo dos sacrifícios da idolatria e se prostituindo (2:20), arruinando, assim, o mundo com seus escândalos e feitiçarias.
2 – “E das mãos dela vingou o sangue dos seus servos”. “Porque com o juízo com que julgares sereis julgados, e com a medida que tiverdes medido vos hão de medir a vós” (Mateus 7:2; leia Marcos 4:24; Lucas 6:38). Quantos servos de Deus morreram como verdadeiros mártires, condenados por esse sistema infernal?
A Babilônia de Nabucodonosor, a Grécia dos ídolos e mesmo a Roma pagã, com toda a sua tirania contra os cristãos, fizeram juntas muito menos mortes do que a Babilônia mística durante a sua formação e apogeu. Agora temos apenas um vislumbre da sua crueldade; mas, quando ela estiver sendo ajudada por aquele que é mais do que maligno, como agirá? Deus é o vingador de seu povo (leia I Tessalonicenses 4:6; II Tessalonicenses 1:8).
VERSÍCULO 3 “E outra vez disseram: Aleluia! E a fumaça dela sobe para todo o sempre”
O segundo grito de vitória é ouvido: Aleluia! E é seguido pelo ato final do juízo, de acordo com a expressão fúnebre do anjo: “Nunca mais…” O incêndio desse grande juízo testemunhará a condenação de todos os prevaricadores para todo o sempre.
VERSÍCULO 4 “E os vinte e quatro anciãos e os quatro animais prostraram-se e adoraram a Deus, assentado no trono, dizendo: Amém! Aleluia!”
Deus está assentado no Deu Trono, “Ante aquele louvor espontâneo e sincero, que em diz da alegria e grande triunfo nos céus por tão sublime vitória, os vinte e quatro anciãos, como representantes dos remidos, e os quatro seres vivente, como representantes da própria criação, e símbolo do governo de Deus, como prova de uma confirmação da parte destes e seus representados, prostram-se e adoram a Deus repetindo enfaticamente: Amém (confirmação final – “Assim seja”), Aleluia, “Louvai ao Senhor”.
VERSÍCULO 5 “E saiu uma voz do trono, que dizia:louvai o nosso Deus, vós, todos os seus servos, e vós que o temeis, tanto pequenos como grandes”.
A voz que sai do Trono. Chama a atenção de todos os servos do Senhor para louvar a Deus. “Bom é louvar ao Senhor, e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo” (Salmo 92:1). É como uma advertência ao prenúncio do aparecimento do Senhor da glória, a fim de reinar; e das Bodas do Cordeiro. N
É o preparativo para um grande “aleluia” ao romper dos dois eventos, para os quais todos os servos de Deus, grandes e pequenos devem estar atentos.
VERSÍCULO 6 “E ouvi como que a voz de uma grande multidão, e como que a voz de muitas águas, e como que a voz de grandes trovões, que dizia: Aleluia! Pois já o Senhor, Deus Todo-Poderoso, reina”
Logo a seguir à advertência do Trono, João ouviu o grande grito de vitória e de triunfo, rompido em um só momento, vindo a voz de uma grande multidão, que, como o reboar das vozes de muitas águas de grandes trovões, proclama com vibração: “Aleluia!”
Seguindo-s logo o anúncio da vitória: “Pois já o Senhor Deus Todo-Poderoso reina”;
“Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo” (Apocalipse 11:15).
Aqui é o reino que se evidencia e Cristo é vindo para reinar sobre a Terra (primeiro evento).
VERSÍCULO 7 “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou”
O segundo evento é o canto maravilhoso no Céu, que expressa o grande contentamento pela presença da esposa do Cordeiro, a Igreja, e pela comemoração das Bodas, prestes a se realizarem. Aqui estão todos os remidos nesta maravilhosa proclamação, incluindo a Igreja, que aí é a homenageada.
A “prostituta” queria apresentar-se como a mulher privilegiada, com todo direito às Bodas, mas agora a esposa do Cordeiro toma o seu verdadeiro lugar, enquanto a impostora recebe a paga do seu engano.
Cristo recepcionará a Sua Noiva após o arrebatamento, no lugar chamado “Tribuna de Cristo” *Romanos 14:10; II Coríntios 5:10). Em figura, vemos, em Gênesis 24:63-67, Eliezer entregando Rebeca ao seu noivo Isaque no deserto. Assim, o Espírito Santo, depois de ter buscado a Noiva (Igreja) a entregará a Cristo, para que, perante o Pai, sejam celebradas as Bodas.
VERSÍCULO 8 “E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos”
Estes são os trajes característicos da Esposa. A noiva quando se adorna para o seu casamento, procura apresentar-se irrepreensível perante o noivo. Assim o Noivo celeste deseja ver a Sua Noiva irrepreensível, trajando a rigor e sem mácula.
“Em todo o tempo sejam alvos os teus vestidos, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça” (Eclesiastes 9:8).
“Linho fino” representa a justiça dos santos ou as ações justas deles. Deus não esquece de toda boa obra e trabalho feito em Seu nome (Hebreus 6:10).
VERSÍCULO 9 “E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus”.
Na Parábola das Bodas (Mateus 22:1-14) os convidados que recusaram não eram dignos e foram destruídos, tipificando aquela geração que rejeitou o Senhor, mas a “casa” se encheu de convidados de todas as partes que foram trazidos pelos servos das Bodas (leia Mateus 8:10-12).
Os convidados são bem-aventurados. Devemos distinguir entre a esposa e os convidados: Os santos do Antigo Testamento serão os convidados de honra que assistirão a tão insigne festa; são chamados “amigos do esposo” (leia João 3:29), que, juntamente com as miríades dos céus, compõem o número de convidados que comparecerão às Bodas do Cordeiro”.
Cremos que um dos atos dessa maravilhosa festa será a celebração da Ceia do Senhor, conforme as palavras de Jesus: “Porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus” (Lucas 22:16; leia Lucas 22:27-30).
VERSÍCULO 10 “E eu lancei-me a seus pés para o adorar, mas ele disse-me: Olha, não faças tal; sou teu conservo e de teus irmãos que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia”
João, inteiramente maravilhado das coisas que lhe mostrava e dizia o anjo, lançou-se a seus pés para o adorar, mas o Sr celeste não aceitou esse gesto de reverência.
Isto é uma reprovação aos que gostam de se endeusarem. O que se diz dos pés mãos e anéis, que são dados aos incautos e ignorantes para beijar?!
O que se diz dos confessionários onde a pobre e miserável criatura se ajoelha diante de um homem para confessar-lhe os pecados? Cristo lavou os pés aos Seus discípulos, e o Papa dá os seus pés para serem beijados!
MANIFESTAÇÃO DE CRISTO PARA REINAR Sua vinda propriamente dita (Apocalipse 19:11-18).
Este é o grande evento, o climax de toda profecia. Aqui se consolidam as profecias do Antigo Testamento a respeito da glória do Messias. Vejamos as referências bíblicas que nos são citadas por grandes teólogos sobre o assunto: (Salmo 2:45; 47; 50:1-6; 68; 110; Isaías 11; 24:19,23; 25; 26; 63:1-6; 65:5-16; Daniel 2:44.45; 7:9-14; Joel 3; Zacarias 14; Hebreus 3).
Lucas 21:25-27 descreve que, em meio à angústia e perplexidade, estando as nações desmaiando ante o terror implantado pela Besta, que atingirá o remanescente de Israel e a multidão dos gentios salvos como que pelo fogo, e toda a humanidade prestes a
Exterminar-se na grande batalha do Armagedom, aparecerá o Filho do homem numa nuvem com poder e grande glória, com imenso cortejo das miríades celestiais.
VERSÍCULO 11 “E vi o céu aberto…” Abriram-se os céus quando sobre o Filho do homem veio o Espírito Santo, para Jesus começar o seu ministério público na Terra (Mateus 3:16; Atos 10:38).
Abriu-se o Céu para o primeiro mártir da Igreja contemplar o que o esperava na glória, ver (Atos 7:55). Abriu-se também, para regozijo do apóstolo banido e desolado na solitária ilha de Patmos. Abrir-se-á outra vez, ainda, para os habitantes da Terra presenciarem a
cavalaria celestial sair para a conquista da Terra.
Numa versão profética, o salmista Davi canta: “I meu coração ferve com palavras boas; falo do que tenho feito no tocante ao rei, a minha língua é a pena de um destro escritor. Tu és mais formoso do que os filhos dos homens; a graça se derramou em teus lábios, por isso Deus te abençoou para sempre. Cinge a tua espada à coxa, à coxa ó Valente, com a tua glória e a tua majestade. E neste esplendor cavalga prosperamente, pela causa da verdade, da mansidão e da justiça, e a tua destra te ensinará coisas terríveis. As tuas flechas são agudas no coração dos inimigos do rei, e por elas os povos caíram debaixo de ti” (Salmo 45: 1-5).
Nesta bela linguagem, o salmista descreve o aparecimento de nosso Senhor Jesus Cristo, como Salvador e Rei, que vem para julgar com justiça. Paulo falou deste acontecimento quando pregou em Atenas (Atos 17:31).
“…e eis um cavalo branco…”
Aqui não se refere ao mesmo “cavalo branco” da abertura dos seis primeiros selos (6:2). Aqui é Cristo montado sobre um “cavalo branco” símbolo da vitória.
“…O que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça”.
Ele é a fiel testemunha (Apocalipse 1:5). Ninguém na Terra tem alcançado este nome, porque em todos os homens habita a fraqueza e o engano (leia I Crônicas 1:2; Romanos 3:4).
VERSÍCULO 12 “E os seus olhos eram como chamas de fogo…”
O mesmo da visão de 1:14 – onisciência divina.
“…e sobre a sua cabeça havia muitos diademas…”
Indica a Sua autoridade suprema e absoluta. Na Terra, os homens lhe deram uma “coroa de espinhos”, mas agora Ele é visto com as coroas que possui, provando o Seu poder e a Sua majestade gloriosa. No Céu os santos possuem coroas (simbolicamente) [Apocalipse 4:4-10].
“…e tinha um nome escrito que ninguém sabia, senão ele mesmo…”.
Foram dados na Terra muitos nomes e títulos para o Messias: “O seu nome será:
Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz” (Isaías 9:6); “Jesus” (Mateus 1:21); “O Filho de Davi” (Mateus 20:31; 21:9; Marcos 10:47); “O Filho do carpinteiro” (Mateus 13:55); “o Filho do homem” (Mateus 24:30; 26:64); “O Filho de Deus”
(Mateus 16:16; João 6:69); “O Filho do Altíssimo” (Lucas 1:32); “o filho de José” (Lucas 4:22; João 6:42); “p Filho de Maria” (Lucas 1:32); “O Salvador do Mundo” )João 4:42)); “o Cordeiro de Deus” (João 1:28); “o Leão da tribo de Judá” (Apocalipse 5:5); “o Cordeiro de Deus” (João 1:28); “o Leão da tribo de Judá” (Apocalipse 5:5). Porém, quando Cristo se manifestar em glória para reinar, como Rei dos reis e Senhor dos senhores, terá um novo nome, que fala da Sua vitória, da eminência do seu poder.
VERSÍCULO 13 “E estava vestido de uma veste salpicada de sangue…”
Não significa aqui o sangue vertido da cruz. É o sangue dos inimigos no dia da “vingança do nosso Deus” (Isaías 34:8; leia Isaías 63:1-6); o que também é visto nos versículos 17-21.
“,,,e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus”,
Somente o apóstolo João é que aplica este título a Cristo, o Verbo – a Palavra (João 1:1; I João 1:1; 5:7).
Ele é o Verbo e, como tal, tem uma existência pessoal, independente e eterna (João 1:1,2). Como Verbo é o Criador de todas as coisas (João 1:3).
Assim, Cristo, designado aqui como a Palavra de Deus, é a expressão de Deus em relação à iniqüidade do homem. Porque Deus é tão puro de olhos que não pode ver o mal nem observar a iniqüidade (Hebreus 1:3).
VERSÍCULO 14 “E seguiam-no os exércitos que há no céu em cavalos brancos e vestidos de linho fino e puro”
Paulo diz: “Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então vós vos manifestareis com Ele em glória” (Colossenses 3:4).
Aqui está o cumprimento deste versículo: “E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus anjos” (Judas 14), “E naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; e o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande…Então virá o Senhor meu Deus e todos os santos contigo, ó Senhor” (Zacarias 14:4,5).
A Igreja triunfante, juntamente com todos os santos do Antigo Testamento, tomará parte dessa gloriosa manifestação. Todos estarão presentes na vitória de Cristo sobre a Besta e o Falso Profeta (Daniel 7:26,27) e no julgamento das nações vivas, vide em (Mateus 25:31-46), as quais se congregarão no grande vale formado pela separação do monte das Oliveiras (Zacarias 14:4), em cumprimento de Joel 3:2,11,12.
Estes exércitos não são compostos de anjos; mas dos santos que constituem “a esposa do Cordeiro” e os amigos do esposo (João 3:29). Para qualquer parte que Ele vá, Sua esposa o acompanha. Do que Lhe pertence ela compartilha. Se Ele julga, ela se assenta com Ele no Trono (I Coríntios 6:1-3; Apocalipse 2:27). Se Ele se assenta como Rei, ela é a rainha que com Ele se assenta para reinar (Apocalipse 3:21).
Se Ele sai como Capitão e Chefe, ela o segue como o Seu exercito. Esses exércitos são os santos de Cristo, que estão com Ele, os “chamados, e eleitos e fiéis” (Apocalipse 17:14).
VERSÍCULO 15 “E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações…”
Este maravilhoso exército vem ornamentado da glória do Senhor: “Quando vier para ser glorificado nos seus santos, e para se fazer admirável naquele dia em que todos os que crêem” (II Tessalonicenses 1:10). A única arma existente é a “espada aguda que saía da sua boca”.
Isaías diz: “Mas julgará com justiça os pobres, e repreenderá com eqüidade os mansos da terra, e ferirá a terra com a vara de sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará o ímpio” (Isaías 11:4). Não se refere, portanto, a nenhuma arma carnal, mas à Sua Palavra viva e poderosa (leia Isaías 49:2; Hebreus 4:12). A Palavra que atuará nos Seus inimigos é a mesma palavra que no jardim do Getsêmani os derrubou por terra (João 18:5,6). Aqui mostra a imediata aplicação do castigo no julgamento.
“… e ele as regerá com vara de ferro…”
Lembra o Salmo 2:9, uma vara de ferro, indicando uma administração de justiça inflexível e de retidão; “E a justiça será o cinto dos seus lombos, e a verdade o cinto dos seus rins” (Isaías 11:5).
“,,, e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-Poderoso”.
Aqui não se refere à ceifa, quando os bons são separados dos maus, vide em (Mateus 13:47-50; leia Mateus 25:32), mas à vindima, que apresenta o castigo implacável sobre o mal (Apocalipse 14:17-20).
“Ele mesmo é o que pesa o lagar”; “Eu pisei só o lagar” (Isaías 63:3), Fica bem entendido o feito do Senhor Jesus nessa ocasião.
VERSÍCULO 16 “E na veste e na sua coxa tem escrito este nome:
“REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES”
Esta é a descrição de Cristo na Sua realeza, O Seu traje ou vestes significa o Seu caráter e modo de proceder.
“Rei dos reis e Senhor dos senhores” é a proclamação de Sua glória; cujo título indica domínio universal (leia Daniel 2:47; I Timóteo 6:14-16).
VERSÍCULO 17 “E vi um anjo que estava no sol, e clamou com grande voz, dizendo a todas que voavam pelo meio do céu: Vinde e ajuntai-vos à ceia do grande Deus”;
VERSÍCULO 18 “Para que comais a carne dos reis, e a carne dos tributos, e a carne dos fortes, e a carne dos cavalos e dos que sobre eles se assentam, e a carne de todos os homens, livres e servos, pequenos e grandes”.
No versículo 9 há uma proclamação aos bem-aventurados, “aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro”; mas aqui é um convite intensivo feito por um anjo às aves: “Vinde à ceia do grande Deus”. Não é uma celebração no Céu, mas na Terra; consiste de carnes dos mortos, homens de todas as categorias, que caem sob o poderoso gole do Rei dos reis.
Este convite é feito na derrota de Gogue, momentos antes da batalha do Armagedon. É um convite duplo, pois tem sido feito publicamente, durante quase dois mil anos. Em II Tessalonicenses 2:10-12, Deus revela o que aguarda os que se recusam a aceitar o Salvador.
O GRANDE DIA DA IRA DE DEUS (19:19-21)
VERSÍCULO 19 “E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo e ao seu exército”
VERSÍCULO 20 “E a besta foi presa e, com ela, o falso profeta, que, diante dela, fizera os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no ardente lago de fogo e de enxofre”
VERSÍCULO 21 “E os demais foram mortos com a espada que saía da boca do que estava assentado sobre o cavalo, e todas as aves se fartaram das suas carnes”
É maravilhosa a descrição do grande dia “Dia da ira de Deus”. A Besta, o ditador romano, juntamente com os reis sob o seu domínio (os dez), que congregam o maior exército jamais visto em todo o mundo, após a convocação astuta e bem preparada por Satanás, pelo trabalho dos três espíritos imundos (Apocalipse 16:13,14), encontram-se reunidos, para enfrentarem o Senhor, quando se manifestar em glória (Salmo 2:1-3).
Chega, então, a hora marcada para a grande batalha, “a batalha daquele grande dia do Deus Todo-Poderoso” (Apocalipse 16:14). Os inimigos se reúnem sob a direção de Satanás, cuja intenção é atacar Israel, para destruir todos os planos de Deus em referência à Terra, pois desses planos dependem todos os concertos divinos para o governo do mundo e para a redenção da humanidade, “Disseram: Vinde, desarraiguemo-los para que não sejam nação, nem haja mais memória do nome de Israel” Salmo 83:4; leia Salmo 83:13; Daniel 2:25).
Cumpre-se nesse desfecho a conclusão das visões sobre o sexto selo, quando Deus responde às orações de Seus santos, o que causará a poderosa manifestação sísmica de que lemos em Apocalipse 6:12-17.
Quem quer que lute contra os planos divinos, se deparará com o Deus e será destruído. Desde a antiguidade Deus jurou por Si mesmo que, enquanto a Terra existisse Israel não deixaria de ser uma nação para sempre (Jeremias 31:35,36). A antiga promessa aos pais – amaldiçoarei os que te amaldiçoarem – ainda permanece.
Aquele que guarda Israel não tosquenejará nem dormirá. Este assalto combinado por Satanás e o poder mundial, para exterminar o resto de Israel, marca o climax e o limite de sua grande tribulação, do “dia da angústia de Jacó” (Jeremias 30:7) e constitui o desafio final a Deus, que Ele não deixará passar despercebido. Assim, vem do Céu, apressando-se em socorro de Israel, o Messias deles, à frente das hostes celestiais. Então Israel irá ao encontro de Cristo, com gritos de júbilo. “Bendito o que vem em nome do Senhor” (Mateus 23:39).
O poderoso Rei dos reis ordena primeiramente a prisão dos dois principais inimigos: A Besta e o Falso Profeta, que são lançados vivos no grande “lago de fogo e enxofre”, n a presença de todos os seus seguidores: “Quem é semelhante à Besta? E quem poderá batalhar contra ela?” (Apocalipse 13:4). Cristo, o grande e poderoso Senhor, aquele que venceu o maligno e triunfou na Sua grande obra de redenção, já era vencedor, pelo preço de seu sangue, e, agora, para provar diante de todos, o valor de Sua pessoa, prende os dois grandes cabeças e os lança vivos no “lago de fogo e enxofre”.
Após essa maravilhosa demonstração de poder, a majestade do Senhor destrói todos os demais inimigos com a espada que sai da Sua boca. “Não será preciso travar luta entre o exército celestial e os exércitos dos homens reunidos, pois apenas Cristo fala e logo os seus inimigos perecem” (João 18:4-6). “Como labareda de fogo, Ele toma vingança dos que não conhecem a Deus e não obedecem ao Seu Evangelho” (II Tessalonicenses 1:8; leia Deuteronômio 10:17; Jeremias 50:44; Apocalipse 17:14).
A pedra cai (Daniel 2:34-36) e, de um só golpe, põe fim ao domínio dos gentios (Lucas 21:24). Os “tempos dos gentios” começaram com o cativeiro de Judá por Nabucodonosor (II Crônicas 36:1-21).
Israel foi posto de parte por causa da sua idolatria e também, pelo grande pecado de, mais tarde, rejeitar o Messias.
EBENÉZER!!!!!
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