CAPÍTULO 13: 1-18
A BESTA QUE SUBIU DO MAR E A QUE SUBIU DA TERRA
A BESTA QUE SUBIU DO MAR(13:1-10).
VERSÍCULO 1 – “E eu pus-me sobre a areia do mar e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres, dez diademas, e sobre as cabeças um nome de blasfêmia”.
Eis que surge do mar (dentre as nações: Isaías 17:12,13; Apocalipse 17:15) uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres…
Besta, nas Escrituras, refere-se tanto a reinos como a reis (Daniel 7:2-7, 17,23).
Afirmam alguns teólogos que aqui a besta é o Império Romano ressuscitado, que aparece a João justamente como apareceu a Daniel, como o quarto animal do capítulo 7:7. Os dez chifres ou pontas são dez reinos que existirão nesse Império (Daniel 7:24; leia Apocalipse 17:7,12,13). A besta será apoiada por todas as nações em troca de promessas fabulosas de “paz e segurança”. Visto naturalmente, esse reino será tão magnífico como o reinado de Cristo no Milênio; mas, na realidade, será um reino brutal, animal, evidenciando o espírito de uma fera (besta). Veja o comentário de Apocalipse 6:1,2 – julgamos ser o cumprimento da visão dos selos.
VERSÍCULO 2 – “E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés, como os de um urso, e a sua boca, como a do leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio”.
Nesta forma de revelação, feras ou aves de rapina são símbolos do verdadeiro caráter de um império mundial gentílico, guerreiro e agressor, estabelecido pela força (Daniel 7:17). Daniel tinha visto os reinos da Babilônia, Pérsia e Grécia, sob a figura de um leão, um urso e um leopardo (Daniel 7:3-6).
João vê a besta como semelhante ao leopardo, com pés de urso e boca de leão, tipificando o reinado dela, à semelhança daqueles reinos nos seus diferentes aspectos de governo.
Esta besta, sendo o último e mais perfeito representante dos poderes gentílicos do mundo (como a imagem em seu aspecto final: Daniel 2), tem todas as características das precedentes. Ela é, realmente, a quarta besta no último tempo de seu reino; agora revivificada e restaurada no poder de Satanás, que levantará a sua força contra o Rei dos reis e encontrará a sua ruína nas mãos dele, depois que o Senhor e os seus santos reinarem sobre o mundo.
VERSÍCULO 3 – “E vi uma de suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta”
João não vê aqui o Império Romano de seu tempo, o qual deixou de existir no ano 455 d.C., mas a futura Roma, tal como existira nos últimos dias da nossa dispensação. “A sua chaga mortal foi curada”. Isto prova morte e ressurreição, evidenciando a morte e o ressurgimento político da besta, que coincide com Daniel 9:27, o que se dará na septuagésima semana de Daniel, ou na última metade da semana de anos para Israel.
“E toda a terra se maravilhou após a besta”. Quantas vezes não tem acontecido um indivíduo arrogar-se agitador de massas, falar contra seu governo, fazer discursos sobre a situação do mundo e sobre a maneira de melhorar a vida na Terra. Logo o tal indivíduo é olhado como um “redentor”, um “grande líder”.
Assim será o surgimento da besta: apresentar-se-á com aspecto singular, como um homem que age entre as massas, sem maldade, mas é dotado de toda a energia satânica e tomará vulto e se engrandecerá, blasfemará ostensivamente contra Deus: toda a terra se maravilhará dele e o seguirá.
A expressão “maravilhou-se”fala não somente do maravilhar-seno sentido de aplausos e louvores, mas de adoração e endeusamentocompletos que renderão à besta, a qual será adorada universalmente, como acontecia aos antigos reis, que se julgavam os deuses supremos de toda a Terra.
VERSÍCULO 4 – “E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela?”
O dragão é Satanás (Apocalipse 12:9), o chefe invisível que dirige todo o sistema do mal contra a Terra. A besta, cuja chaga mortal foi curada, a primeira besta, é o chefe supremo do Império Romano ressuscitado, um chefe político, que terá como sede de seu governo a cidade de Roma. A segunda besta, a que subiu da terra, é o Falso Profeta ou Anticristo, um judeu apóstata e ateísta, o segundo chefe visível do mais terrível sistema do mal, o qual será empossado como rei de Israel (um dos dez), que tem a sede de seu governo na cidade de Jerusalém.
Todos eles exigem adoração e serão adorados, imitando a adoração devida ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
VERSÍCULO 5 – “E foi-lhe dada uma boca para proferir grandes coisas e blasfêmias”.
Daniel estava considerando as pontas do quarto animal, em sua visão, quando viu a saliência da “ponta pequena” sobre as outras pontas “que possuía uma boca que fala grandiosamente” (Daniel 7:8). João contempla o cumprimento dessa visão; a besta (a ponta pequena), arrogante no poder que lhe foi dado, insurge-se contra grandes coisas e blasfema contra o Todo-Poderoso e Sua obra.
“…e deu-lhe poder para continuar por quarenta e dois meses…”
Nas ações iníquas, praticadas pela besta, notam-se as expressões: “foi-lhe dada uma boca”; “deu-se-lhe poder”; “foi-lhe permitido fazer guerra aos santos” deu-se-lhe poder sobre toda tribo, língua e nação”.
Esse poder provém de Deus (leia I Reis 22:19-23), que não quer que o mundo pereça na obstinação em que tem vivido (Ezequiel 18:23; I Timóteo 2:4).
O homem tem resistido a todos os rogos de Deus em seu favor (Provérbios 23:26; Isaías 1:18; Mateus 11:28); por isso, Deus vai permitir a toda a humanidade tragar o amargo fruto da sua rebeldia e desobediência.
Durante todo o período da Grande Tribulação, que é de quarenta e dois meses ou mil duzentos e sessenta dias, ou ainda a última metade da septuagésima semana de Daniel (três anos e meio) será permitido à besta fazer tudo de acordo com o seu propósito e isso até o seu trono ser visitado pelo julgamento de Deus.
VERSÍCULO 6 – “E abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu”.
A especialidade do adversário é maltratar e lançar todo o impropério contra o seu inimigo. Assim, a besta, em sua grande campanha com todo o ardor satânico, com vingança e ódio contra Deus, contra Seu nome, contra o Tabernáculo e contra os que habitam no Céu.
VERSÍCULO 7 – “E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos e vencê-los…”
Estes santos são “o resto da semente da mulher” (Apocalipse 12:17; Leia Daniel 7:25; Apocalipse 11:7).
“…e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua e nação”.
“A Grande Tribulação é esse período de angústia sem igual que envolve, de certo modo, o mundo todo (Apocalipse 3:10); mas é, especialmente, o tempo de angústia para Jacó (Jeremias 30:7), tendo por centro Jerusalém e a Terra Santa. Operará na parte de Israel que terá voltado à Palestina na incredulidade. A sua duração será de três anos e meio, a última metade da última semana da visão de Daniel (Daniel 9:15-17; Apocalipse 11:2,3)” (Pequeno Dicionário Bíblico).
VERSÍCULO 8 – “E adoraram-na todos os que habitam na terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro, que foi morto desde a fundação do mundo”
Esta besta estabelecer-se-á como Deus (leia II Tessalonicenses 2:4). Ela é objeto da adoração mundial e também de adoração individual. Haverá, como resultado, uma completa separação: todos a adorarão, exceto aqueles cujos nomes estão escritos no livro da vida do Cordeiro. Essa adoração é levada a efeito pela atuação direta da segunda besta, o Falso Profeta, que agirá como agente informativo da grande Besta, fazendo milagres em seu nome (leia II Tessalonicenses 2:9,10) e levantando uma imagem à besta, a qual todos devem adorar, sob pena de morte (leia Daniel 3:1-6; 12:11; Mateus 24:15; II Tessalonicenses 2:4).
VERSÍCULO 9 – “Se alguém tem ouvidos, ouça”. Os santos, que são perseguidos sob o poder e a vingança da besta, clamam aos céus por misericórdia.
E logo, naquela terrível situação de angústia surge uma palavra de conforto que muito os alegra: “Se alguém tem ouvidos ouça”. É uma palavra de advertência! Uma palavra de esperança! É uma boa nova que está prestes a ser anunciada.
VERSÍCULO 10 – “Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se alguém matar à espada seja morto”… Eis a nova que manifesta o cumprimento da justiça de Deus: “Com a medida com que tiverdes medido hão de medir a vós” (Mateus 7:2).
A violência dos opressores recairá sobre as suas próprias cabeças: todo o mal feito aos santos do Senhor reverterá contra os inimigos de Deus.
“…Aqui está a paciência e a fé dos santos”.
Deus vinga o Seu povo (Deuteronômio 32:35; Isaías 1:24). Esta verdade dá alento e maior confiança aos santos que sofrem. Eles não adoram a besta; mas, por serem impotentes diante de todo aquele poderio infernal, não a puderam vencer; foram levados ao cativeiro e à morte, mas triunfaram na fé e perseveraram na confiança do seu Deus.
A BESTA QUE SUBIU DA TERRA (13:11-17)
VERSÍCULO 11 – “E vi subir da terra outra besta…”
A primeira besta subiu do mar (Nações), o que lembra a agitação e o estado de perturbação e instabilidade dos povos em seus governos políticos.
A segunda besta subiu da terra, símbolo daquela parte do mundo para onde estão voltadas todas as atenções divinas e humanas – a Terra da Promessa – por dependerem dela como verdadeira bússola aos planos e propósitos de Deus, com relação ao bem de toda a humanidade (Gênesis 12:7).
A primeira besta governará sobre dez reis (Apocalipse 17:12,13); a segunda será um dos dez, que, por sua vez, será empossada em Jerusalém como rei de Israel.
Enquanto as duas testemunhas (11:3) anunciam a vinda do reino de Cristo, Satanás faz surgir o falso Cristo com todo o aspecto do Cristo verdadeiro, para fazer acreditar que é a resposta à profecia duas testemunhas. O povo, falho de discernimento espiritual, deixar-se-á enganar.
O Senhor disse: “Eu vim em nome do meu Pai, e não me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a esse aceitareis” (João 5:4). Assim se cumprirá essa profecia.
A segunda besta será chamada Anticristo, porque é oposta a Cristo; mantém franca rebelião contra Deus, dia ser o verdadeiro Cristo e ostenta o aspecto exterior de Jesus na operação de sinais sobrenaturais, a fim de enganar todo mundo com milagres e prodígios de mentira (II Tessalonicenses 2:9,10). É chamado também de “Falso Profeta”, pelos milagres que opera, quer na presença da primeira besta, quer na de todo o mundo!”, de maneira que até fogo faz descer do céu, à vista dos homens” (versículos 13,14).
Em Jerusalém, entre os judeus, o Falso Profeta operará sinais prodigiosos pelo poder satânico e será o primeiro a assentar-se no templo de Deus, que será reedificado logo no início da restauração do Império Romano (Ezequiel 43:8; 44:7) [leia os capítulos 40 a 44 de Ezequiel sobre o Templo].
Exigirá que todos o adorem, e se engrandecerá sobre todos os deuses, e contra o Deus dos deuses falará coisas maravilhosas (Daniel 11:36; leia Isaías 14:13,14).
Os israelitas, no tempo dos macabeus, julgaram ser Antíoco Epifanes esse homem, pelos atos malígnos que praticou.
“…e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro…”!
Não simboliza força, nem representa potências reunidas. Seu caráter é muito pior do que o da primeira besta. Aparenta ser manso e ter a docilidade de um cordeiro, mas com o único fim de enganar Israel e ser aceito como o seu Messias.
João aponta-o como o verdadeiro Anticristo: “Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também muitos têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora. Saíram de nós (judeus e cristãos), mas não eram de nós (tornaram-se ateístas); porque se fossem de nós, ficaríam conosco; mas isto é para que se manifeste que não são todos de nós” (I João 2:18,19).
“…e falava como o dragão”.
Completamente antagônico a Jesus, mesmo tendo aparência mansa e pacífica, o Falso Profeta usa de muita autoridade e arrogância nas suas palavras. Jesus, no sermão do Monte, dizia: “bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus; bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados; bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus; bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus; bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus” (Mateus 5:3-10). Porém o Falso Profeta falará como o Dragão, ostentando a autoridade e pregando em sentido contrário a este maravilhoso sermão. Jesus omitia-se e não queria que ninguém, o propalasse quando fazia algum milagre (Mateus 8:4; 9:30; 12:16, etc), em cumprimento de Isaías 42:1,2; porém o Falso Profeta apresentar-se-á como um superhomem e fará públicas as suas realizações.
O povo de Israel esperava de Jesus uma atitude forte e agressiva e completa liderança para reinar; queria que expulsasse os romanos da Palestina e se constituísse rei de Israel. Na multiplicação dos pães, o povo o queria fazer rei (João 6), mas Jesus fugiu para o monte. Todo o israelita pensava assim (como também ainda pensam que deveria ser assim) com relação ao Messias, e ninguém compreendia um rei espiritual.
Os discípulos também pensavam da mesma maneira, procurando escolher os melhores lugares (Mateus 20:20-28). O próprio João Batista, quando na prisão, teve o mesmo pensamento (Mateus 11:2,3), não obstante ser ele testemunha de que Jesus era o Folho de Deus (João 1:32-34). Os seus próprios apóstolos, depois da Sua ressurreição, antes da Sua ascensão, lhe perguntaram: “Aqueles pois que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?” (Atos 1:6).
E assim Israel esperava um reino material e poderoso. Foi a maior decepção para eles e seus líderes: Jesus só falava das coisas espirituais, e de um reino espiritual e santo, que seria formado com base no sacrifício dEle próprio.
Isto porque não podiam compreender o plano de Deus para a salvação de toda a humanidade.
A maneira como o Falso Profeta ou Anticristo se imporá ao povo de Israel, fazendo ouvir a voz do Dragão, revela a sua grande astúcia.
Satanás sabe inteiramente o porquê da rejeição de Jesus e assim inspira o seu representante junto a Israel, para preencher todas as medidas exigidas pela nação. Eis porque lhe será fácil a conquista dos apóstatas; mas, o verdadeiro Israel, os assinalados, serão libertos dos ardis satânicos.
Daniel 11:36-39 descreve como o Falso Profeta ou Anticristo viverá em Jerusalém. Ele será um judeu apóstata, verdadeiro ateísta, que não respeitará o Deus de seus pais (referindo-se ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó) e contra o Senhor Jesus falará coisas espantosas. É muito importante sabermos que o Anticristo nunca poderia apresentar-se como o Messias, ainda que falso, se não fosse um judeu; porque, de outro modo não seria aceito por Israel.
VERSÍCULO 12 – “E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença, e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada”.
Aqui fica demonstrada a aliança entre o Anticristo (a segunda Besta, que é chamada de Falso Profeta pela ação de milagres que opera) e o Império Romano.
A restauração do Império ou a cura da sua ferida mortal, será considerada pelos judeus um milagre da parte de Deus em seu favor, mas o Senhor lhe responde pelo Seu profeta: “Ouvi, pois, a Palavra do Senhor, homens escarnecedores, que dominais este povo, que está em Jerusalém. Porquanto dizeis: Fizemos concerto com a morte, e com o inferno fizemos aliança; quando passar o dilúvio do açoite, não chegará a nós, porque pusemos a mentira por nosso refúgio, e debaixo da falsidade nos escondemos. Portanto, assim diz o Senhor Jeová:Eis que eu assentei em Sião uma pedra já provada, pedra preciosa de esquina, que está bem firme e fundada; aquele que crer não se apresse.E regrarei o juízo pela linha, justiça pelo prumo, e a saraiva varrerá o refúgio da mentira, e as águas cobrirão o esconderijo. E o vosso concerto com a morte se anulará; e a vossa aliança com o inferno não subsistirá, e, quando o dilúvio do açoite passar, então sereis oprimidos por ele” (Isaías 28:14-17). Esta profecia cumprir-se-á nesse tempo.
Os antigos imperadores exigiam a adoração de seus súditos e consideravam-se deuses. Os magos e falsos profetas mantinham essa adoração supersticiosa aos imperadores (leia Atos 13:6-12; II Timóteo 3:8), erigiam suas imagens, colocando-as nos templos de seus deuses para serem adorados.
Assim procederá o Anticristo, exercendo a sua função de Falso Profeta.
VERSÍCULO 13 – “E fez grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens”
VERSÍCULO 14 – “E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida de espada e vivia”.
Diz Paulo a Timóteo: “E, como James e Jambes resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé” (II Timóteo 3:8). Esses dois magos ou falsos profetas tudo fizeram para desmoralizarem Moisés ante Faraó: lançaram as suas varas e as transformaram em serpentes (Êxodo 7:12); as águas do rio se tornaram em sangue (Êxodo 8:7); mas reconheceram que era o dedo de Deus e nada puderam fazer quanto à praga dos piolhos (Êxodo 8:18,19). Assim o Anticristo “faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens”. E para melhor agradar a Besta, sugeriu que se fizesse sua imagem, a fim de que fosse adorada, colocando-a no templo de Deus em Jerusalém (esta é a abominação da desolação: Mateus 24:15), fazendo cessar todos os sacrifícios e ofertas de manjares, os ritos sagrados de Israel (Daniel 9:27).
VERSÍCULO 15 – “E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta”.
Satanás é o autor dessa operação. O “espírito” que foi dado à imagem da besta é apenas “movimento” e não vida. Só Deus pode dar a vida.
João jamais poderia compreender, na época em que viveu na Terra, como poderia uma estátua falar, se não possuísse espírito; eis porque ele diz que foi concedido ao Falso Profeta que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse. Mas, o Anticristo ou Falso Profeta é mentiroso e enganador em todos os aspectos.
Por isso cremos na hipótese de uma grande mistificação, apresentada como técnica. É tão comum para nós, que vivemos neste século, ver autômatos de aço andando e trabalhando, fazendo coisas admiráveis; bonecos fazendo acrobacias, mexendo com os olhos, andando e saltando, falando e tocando instrumentos, tudo por ação de aparelhos especializados, que dão origem a todos estes feitos; robôs com cérebro eletrônico.
Contamos de “m grande milagre”, acontecido em Belém do Pará pelo ano de 1948: “A santa que chorava”, cujas lágrimas foram vistas por milhares de curiosos, que afluíram de toda parte e de todas as camadas sociais à casa de D. Zenóbia, á Avenida Conselheiro Furtado. E o que foi? Simplesmente embuste e artimanha maquiavélica para ganhar dinheiro: uma pequena aplicação nos olhos de uma figura (quadro) da “Senhora das Graças”, que algum tempo depois transformava-se em pequenas bolhas, imitando lágrimas. Como não poderá fazer também esse homem inspirado pelo inferno coisas semelhantes?
A idade gentílica começa com a adoração obrigatória de uma imagem de escultura (Daniel 30, e assim, no término do gentilismo, é feita uma imagem e imposta a sua adoração, sob pena de morte (leia Daniel 3:15). Israel no tempo das maravilhas de Deus no Egito e no deserto, mostrou-se propenso a abandonar os cultos a Deus para prostrar-se diante do bezerro de fundição (Êxodo 32:1-6); semelhantemente o povo do tempo do fim abandonará o Senhor para prostrar-se diante da imagem da Besta (Apocalipse 9:20,21).
VERSÍCULO 16 – “E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na mão direita e na testa…”
“Na antiga dispensação, Deus exigia que todos os machos do povo de Israel tivessem uma marca no corpo, a circuncisão (Gênesis 17:10-13, 21, 23-27; Josué 5:2,5). Deus proibiu que fizessem qualquer outra marca (Lucas 19:28).
Na nova dispensação, há uma marca, um selo espiritual (Efésios 1:13). No Apocalipse há outros exemplos de marcas especiais: 1. Os 144.000 receberam uma marca na testa (7:1-8; 14:1-3); 2. Os habitantes da Nova Jerusalém terão o nome de Deus nas testas para sempre (22:4). O Falso Profeta querendo imitar a obra do Espírito Santo, também experimentará sua marca.
“Mas todo o que se deixar assinalar, e consequentemente adorar a esta, receberá de Deus a devida punição (14:9-11)” (Extraído do livro: A Visão de Patmos, de Orlando Boyer).
O povo terá que se submeter à vontade da besta, e quem se recusar a obedecer será morto. Todos serão marcados com um sinal na mão ou na testa. Os fiéis preferirão morrer a aceitarem a submissão à vontade da besta.
VERSÍCULO 17 –“… para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número de seu nome”.
Conhecemos vários casos de crentes que foram habitar em algumas cidades, onde ficaram impossibilitados de comprar até alimentos para dar aos seus filhos porque eram crentes em Jesus Cristo, pois o chefe religioso proibiu que o comércio atendesse aos servos de Deus. Já de agora sabemos como será duro naquele tempo para os fiéis que não hão de submeter-se ao sinal da besta e à sua adoração: todo o trabalho ou comércio e as coisas indispensáveis à vida lhes serão negadas.
Com essa atitude do Falso Profeta, romperam-se todos os concertos estabelecidos pela besta, cumprindo-se literalmente Daniel 7:25: Israel será entregue nas mãos da besta por um tempo, e tempos, e metade de um tempo (a metade da septuagésima semana de Daniel, ou três anos e meio, ou 1.260 dias ou ainda 42 meses, os dias da Grande Tribulação (Apocalipse 11:3; 13:7). Será movida uma grande perseguição religiosa, jamais igualada no mundo inteiro, contra os israelitas assinalados (os 144.000; Apocalipse 7:1-8; 12:13-17), que se constituirão uma força contra a besta em todo o mundo e especialmente dentro de Jerusalém; e também contra as novas igrejas cristãs, formadas pelos “salvos como que através do fogo”, os quais sofrerão decapitação (Apocalipse 7:9-17); também contra a “Babilônia Mística”, da qual já falamos e ainda falaremos mais tarde. Ela será destruída e arrasada (Apocalipse 17:16,17); e, enfim, contra tudo o que se adora (II Tessalonicenses 2:4,5).
VERSÍCULO 18 –“Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta; porque é o número de um homem; e o seu número é seiscentos e sessenta e seis”.
“Nenhum ímpio entenderá, mas os sábios entenderão” (Daniel 12:10). “O que é espiritual, discerne bem tudo”I Coríntios 2:15)
O sinal, o nome da Besta e o número do seu nome não são conhecidos. Mas sabemos que um dia Deus revelará aos Seus fiéis.
“O número 666”;
Os entendidos buscam as interpretações e fazem muitos cálculos, com vários nomes, para encontrar o número da besta. Diz alguém: sete é o numero completo e perfeito de Deus (veja nota sobre o número completo e perfeito de Deus (veja nota sobre o número sete: Apocalipse 1:4), mas seis é o número incompleto e é o número do homem, ao qual sempre falta uma coisa para ser perfeito. Aqui temos o número seis “três vezes, e significa a humanidade caída, cheia de orgulho, desafiando a Deus. O número 666 significa “o dia do homem” em desafio a Deus, na sua alucinação, sob o poder de Satanás (leia o profeta Isaías 14:12-15; Atos dos Apóstolos 12:20-23).
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