“ESTOU FAZENDO GRANDE OBRA”
Esta foi a resposta de Neemias, servo de Deus, aos que tentavam fazer-lhe mal, levando-o a desistir da tarefa de reconstrução dos muros de Jerusalém, obra de Deus.
Já são passados quase 64 anos desde quando, à semelhança de Neemias e do povo de Israel, alguns irmãos decidira: “Disponhamo-nos e edifiquemos. E fortaleceram as mãos para a boa obra” (Neemias 2:18) – simbolizando, aqui, as dificuldades, as resistências. Mas como o grande líder daquele povo, a convicção dos pioneiros e também a nossa continua sendo a seguinte: “O Deus dos céus é quem nos dará bom êxito (Neemias 2:20).
Em todos esses anos de construção da IPIG, muitos têm cooperado (Neemias 3:1-32), sendo que alguns, baruquianamente (perdoem o termo), têm se destacado, pois, suas participações revestem-se de grande ardor (Neemias 3:20) na participação financeira, nas incessantes orações, no trabalho físico e em tantas outras dimensões da obra de Deus nesse lugar.
Damos graças a Deus porque aqui como lá, o povo tem ânimo para trabalhar e, assim, a obra do Senhor vai se realizando, e o Reino de Deus vai se expandindo, à semelhança do pequenino grão de mostarda plantado por um homem na sua horta, que cresce e faz-se árvore, a ponto das aves do céu aninharem-se nos seus ramos (Lucas 13:18-19). Quantas pessoas têm sido acolhidas aqui…
Estamos fazendo grande obra e muito há, ainda, a realizar. E como declarou Neemias, a obra não pode parar (Neemias 6:3). Portanto, oremos, como Neemias e digamos, todos juntos: “Agora, pois, ó Deus, fortalece as minhas mãos (Neemias 6:9), pois sem ele, nada podemos fazer.
Iniciamos um novo período dessa história abençoada e abençoadora da IPIG, que tem acolhido as pessoas; tem lhes falado a respeito do Reino de Deus e tem socorrido aos necessitados, à semelhança do Mestre Jesus Cristo, conforme Lucas 9:11.
Um novo período de desafios, no qual a voz de Jesus ressoa em nossas orações. “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Lucas 9:13). Em outras palavras, é nossa a responsabilidade de acolher, de evangelizar, de discipular, de consolar, de socorrer os necessitados, sabedores que somos de que para isso fomos chamados.
Não podemos “abandonar o barco” como, deploravelmente fugindo à sua responsabilidade, decidiu fazer o comandante do navio Costa Concórdia, naufragado recentemente na Itália, deixando seus passageiros desamparados.
Que em tudo o que fazemos aqui, nesse lugar, todos reconheçam “que por intervenção de nosso Deus é que fizemos esta obra” (Neemias 6:16).
Sirvamos a Deus com tudo o que somos e temos (I Coríntios 10:31) em obediência, em fé, em amor e serviço.
Soli Deo Gloria.
Com carinho pastoral,
Rev. Claudio Aragão da Guia.
Publicação autorizada pelo Presbítero Romeu Maluhy Junior, epíscopo e pastor
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