18 de fevereiro de 2013

 
 

Autoria do Reverendo Romeu Maluhy, pastor da Igreja Presbiteriana

Publicação autorizada pelo Presbítero Romeu Maluhy Junior, pastor e epíscopo

Agradecimentos de Universal Assembléia da Santa Aliança Cristã

Presbítero Jailson Pereira, apóstolo e epíscopo

04 – A SIMPLICIDADE

Texto: Marcos 10:13-16

 

 

            Os evangélicos falam muito de crianças. Também têm alguma coisa a dizer aos moços. Impressiona-nos ver os discípulos tão fora de comunhão com o Mestre. Dar-se-á a mesma coisa hoje conosco?

            “Receber o ensino como menino”  pode significar ser humilde (símplice), dependendo, confiando, submisso, esperançoso. Pensamos que as mães haviam de dizer que Jesus, o Profeta de Nazaré, que tomou as crianças nos braços, era “muito simpático”.

            “A bênção foi maior do que se esperava; pediram-Lhe que “tocasse” os meninos, e Jesus, tomando-os nos Seus braços, e impondo-lhes as mãos, os abençoou”.

 

I – SIMPLICIDADE – INGENUIDADE, CANDURA, PUREZA, MODÉSTIA,

            Falta de malícia, falta de intenção secreta ou dissimulada, inocência

            sem disfarce, verdade.

       II – NATURALIDADE– chamar a atenção; gestos, afetação no falar;

             crianças que fazem gracinhas (querem aplausos ou necessidade de

             se promover).

      III –  FRANQUEZA – não confundir com grosseria; palavras rudes ou

             Expressões ofensivas – sem hipocrisia.

            O grande valor do texto é de despertar a Igreja de Cristo à constante e incansável atividade em favor das almas dos filhos de seus membros. Jesus achou tempo para servir os pequeninos particularmente. Não há crime maior do que descuidar das crianças. Nenhuma é demasiadamente nova para aprender o mal, nem para receber impressões de Deus. Não há coisa mais triste do que ver os pais nos cultos e nos trabalhos da Igreja, enquanto seus filhos estão por ai…

            O alvo da Escola Dominical, da família e de tudo que fazemos, é a salvação de nossos filhos.

VERSÍCULO 13

 

            “Aqueles que glorificam a Cristo, que procuram viver em comunhão com o Mestre, devem glorificá-Lo ainda mais, levando-lhe o maior número de parentes e conhecidos. Não se sabe quem levou as crianças a Jesus; foram, talvez, suas mães. Bem-aventuradas mães, que confiam em Jesus a ponto de levar-Lhe seus filhos! Triste é a vida de menino, cuja mãe não ora.

            Não parece que estas crianças estivessem doentes ou que precisassem de qualquer coisa para o corpo, nem que eram da idade de receber instrução.

            É bom levar nossos filhos a Cristo antes de ficarmos constrangidos por causa de alguma doença, ou outra grande necessidade.

            Muitos que os crentes repreendem, o Mestre convida. Mas porque os discípulos os repreendiam?

1º) Jesus estava sobrecarregado de serviço e não achavam bom que o povo O incomodasse, levando-Lhe suas crianças.

2º) Não reconheciam que o valor intrínseco das crianças; não viram nelas qualquer utilidade para a obra de Jesus. Somos inclinados, também, a desprezar as crianças porque não se comportam sempre convenientemente e, também, atrapalham os que desejam trabalhar. Devemos contudo concordar com certo pregador que disse: “Desejo que as crianças assistam aos cultos. Jesus ama os meninos. Há grandes poderes e incalculáveis possibilidades latentes em nossos filhos”.

3º) Não acreditavam que os meninos se tivessem desenvolvido suficientemente para aproveitar o ensino de Jesus. Tinham a idéia de que uma criança tem de tornar-se como adulto para entrar no reino de Deus.

4º) Parece que os discípulos repreendiam os que levavam suas crianças a Jesus, porque, também não se impressionavam com as necessidades das crianças. Se tivessem levado crianças doentes para Cristo curar, sem dúvida os discipulos lhes teriam concedido livremente um lugar. Mas julgavam esses meninos sadios, sem necessidade de bênçãos espirituais. Jesus, porém não julgava assim. É só o Evangelho que acolhe os meninos. O materialismo considera-os no nível dos animais. Os romanos deixaram suas crianças expostas no campo. Os espartanos jogavam nos precipícios as crianças nascidas com algum defeito. Tribos antigas ofereciam seus filhos como holocausto a Moloque.

Os maometanos consideram as mães e as crianças como de casta superior. O induísmo esquece-se do filhinho que gera e o deixa a perecer nas ribanceiras do rio Ganges. As palavras de Jesus: “Deixai vir a mim os meninos…” têm transformado a atitude da Igreja e do mundo para com as crianças.

DIA DA CRIANÇA”.

 

SPURGEON – “Se não abandonardes a idéia de que as crianças, nascidas de pais crentes, são superiores ás outras; se não deixardes de pensar que têm dentro de si o bem que precisa apenas desenvolver-se, então perdereis o grande motivo de abandonar-vos a um santo ardor. Crede-me, irmãos, vossos filhos precisam do Espírito Santo de Deus para dar-lhes corações novos e espíritos retos;e se não, vão extraviar-se com os filhos dos demais.

            Lembrai-vos de que há uma pedra no seio, mesmo do mais novo. Deve-se retirar esse coração de pedra, ou será a ruína do filho. Há uma tendência para o mal antes de se transformar em ato, e esta tendência pode ser vencida somente pelo Espírito, que leva o filho a nascer de novo.

 

VERSÍCULO 14

            Os meninos não foram levados a Cristo porque estavam doentes, mas para receberem uma bênção espiritual. Não foram levados como ato de formalismo, mas com propósito d receber bênçãos práticas e de incalculável valor.

É a melhor coisa que podemos fazer por nossos filhos: levá-los a Cristo, entregando-os aos Seus cuidados.

            É somente Jesus que ode guiá-los e fazê-los prosperar e isso Cristo fará por Seu Espírito. Ao mesmo tempo convém pedira plenitude do Espírito Santo para criá-los na doutrina e admoestação do Senhor (Efésios 6:1).

            Os pais erram grandemente se não começam a ensinar aos filhos as coisas de Deus. Nossos filhos devem tomar conhecimento das Escrituras desde a infância: II Timóteo 3:15-17.

            Comparemos a resposta de Jesus à queixa dos sacerdotes, por causa das crianças que clamavam louvores no templo: Mateus 21:15-16. Quanto a Deus, Ele aceita os “hosanas” das crianças diante do Seu trono”.

SPURGEON: – “digo com certeza que tenho mais confiança na vida espiritual dos meninos, que tenho recebido na Igreja, do que nas condições espirituais dos adultos assim recebidos. Digo ainda mais: que geralmente encontro um conhecimento mais lúcido do Evangelho e um amor mais ardente a Cristo nos meninos convertidos do que nos adultos em nossa Igreja. É de ainda maior admiração quando digo que encontro, repetidamente, uma experiência mais profunda em meninos de 10 a 12 anos de idade do que em qualquer pessoa de 50 a60 anos.

            É bom seguir o exemplo de pastores que preparam e dirigem senhoras da Igreja na arte de levar as crianças a Jesus para a salvação.

    Respondeu certa mãe, quando lhe perguntaram o segredo de os filhos servirem a Cristo com grande dedicação: “Quando eram criancinhas de colo, ao banhá-los, levantava o meu coração a Deus, para que Ele os lavasse no sangue que purifica todo o pecado. Quando os vestia pela manhã, pedia que o Pai celestial os vestisse

Do manto de justiça de Cristo. Quando colocava perante eles a comida, orava suplicando a Deus que alimentasse suas almas com o pão dos céus e lhes desse a beber da água da vida.

Ao prepará-los para o culto da casa de Deus, rogava que seus corpos fossem preparados para serem templos do Espírito Santo. Quando saíam para a escola, seguia-os em espírito, orando para que nas suas vidas, andassem na vereda dos justos que aumenta de brilho até ser dia perfeito.E, ao deitá-los para dormir, “a respiração da minha alma sobre eles foi que o Pai celeste os aceitasse nos Seus braços e os segurasse com as Suas mãos.

‘PORQUE DOS TAIS…estas palavras, se as aceitamos como são, nos ensinam que as criancinhas, antes da idade da responsabilidade, participam da obra vicária de Jesus na Cruz. E se as aceitarmos espiritualmente, revelam os atributos necessários aos que querem entrar no reino de Deus: a humildade;; a confiança; a sinceridade; etc…; como se vê em uma criancinha.

 

VERSÍCULO 16

            Os pais pediram a Cristo que “tocasse” os seus filhos. Mas Jesus que fez “muito mais abundantemente, além daquilo que pedimos e pensamos”, tomou-os nos Seus braços.

EFÉSIOS 3:20,21 – Verdadeiramente o nosso Rei bendito cumpre a profecia: “Entre os seus braços recolherá os cordeirinhos, e os levará no seu regaço” (Isaías 40:11)..

            O crente mais firme e provado não vive tanto tomando de Jesus Cristo como tomado por Ele. ! Filipenses 3:12.

            Nossa segurança não está tanto em que conhecemos a Deus, mas no fato de Ele nos conhecer (Gálatas 4:9).

            É justamente nisso que há esperança para as criancinhas. Nem podem estender as mãos a Cristo, mas Ele lhes impõe as mãos. Amém.

 

 

 

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