18 de fevereiro de 2013

 
 
 
 
Autoria do Reverendo Romeu Maluhy, pastor da Igreja Presbiteriana

Publicação autorizada pelo Presbítero Romeu Maluhy Junior, pastor e epíscopo

Agradecimentos de Universal Assembléia da Santa Aliança Cristã

Presbítero Jailson Pereira, apóstolo e epíscopo

 
 
 
 
CAPÍTULO 8:1-13
O SÉTIMO SELO E AS QUATRO PRIMEIRAS TROMBETAS
 
 

SÉTIMO SELO (8:1-6)

 

VERSÍCULO 1  “E, havendo aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no céu quase por meia hora”.

            Aqui há uma diferença. Na abertura do primeiro selo, os quatro animais rompem “com voz de trovão”, e em cada selo seguinte aquelas criaturas rompem “com voz de trovão”, e em cada selo seguinte aquelas criaturas viventes exclamam: “Vem e vê”. Na abertura do sexto selo, há “um grande tremor de terra”.

Mas quando foi rompido o sétimo selo, e aberto o livro completamente, “fez-se silêncio no céu quase por meia hora”. Todos permaneceram calados, aguardando, respeitosamente, o que havia de acontecer. Era a introdução aos futuros acontecimentos.

            Com a abertura desse selo, seriam reveladas surpresas extraordinárias quanto aos julgamentos já em evidência pelas sete trombetas que haviam de ser tocadas.

 

VERSÍCULO 2 “E vi os sete anjos que estavam diante de Deus, e foram0lhes dadas sete trombetas”

            Os sete anjos, a quem é dado o privilégio de estar diante de Deus (Mateus 18:10; Lucas 1:19), receberam cada um a sua trombeta para anunciarem novos juízos de Deus.

            A trombeta servia para proclamar as grandes festas de Israel (Levítico 25:9), suas alegrias nacionais e religiosas (II Samuel 6:15; II Crônicas 5:12,13; 29:26-28); anunciar uma revelação, uma exortação, um juízo de Deus (Isaías 58:1; Oséias 8:1; Joel 2:1). Também o som da trombeta inaugurará as últimas cenas do Dia de Cristo (Mateus 24:31; I Coríntios 15:52; I Tessalonicenses 4:16).

 

VERSÍCULO 3  “E veio outro anjo e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que está diante do trono”.

 

VERSÍCULO 4  “E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus”.

Este anjo desempenha a função de “sacerdote”, Não há anjo algum que, oferecendo incenso com as orações dos santos, possa torná-las aceitáveis diante de Deus. Este outro anjo, sem dúvida alguma, é o Senhor (Hebreus 5:1-6,9,10).

            No Antigo Testamento, Jesus nos é apresentado como o “Anjo de Jeová”: Ele era o anjo que apareceu a Abraão (Gênesis 18); o anjo que guiou os filhos de Israel (Êxodo 32:34); o anjo que lutou com Jacó (Gênesis 32:22-32); o anjo que apareceu a Moisés na sarça ardente (Êxodo 3:1,2); o anjo que apareceu a Josué (Josué 5:13-15); o anjo que defendeu o sumo sacerdote Josué (Zacarias 3).

            Lemos nas Escrituras de dois altares: o altar de ouro para oferecer incenso (Êxodo 14:26,27), e o altar dos holocaustos (Êxodo 40:29). O fumo do incenso representa o cheiro suave de Cristo (leia Efésios 5:2), e as orações de “todos os santos” (cremos que desde Abel até os da GrandeTribulação) sobem juntas, não do incensário de ouro, mas da mão do Anjo até diante de Deus.

 

VERSÍCULO 5  “E o anjo tomou o incensário, e o encheu do fogo do altar, e o lançou sobre a terra; e houve depois vozes, e trovões, e relâmpagos e terremotos”..

            Como resposta às orações, que subiram desde a mão do Anjo Sacerdote, este tomou o incensário, e o encheu do fogo do altar, e o lançou sobre a Terra.

Em Ezequiel 10:2 lemos um ato semelhante, quando são espalhadas  brasas acesas sobre a cidade. As vozes, os trovões, os relâmpagos e os terremotos foram a resposta de Deus no Seu julgamento, prestes a manifestar-se.

 

VERSÍCULO 6  “E os sete anjos, que tinham as sete trombetas, prepararam-se para tocá-las”.

            As primeiras quatro trombetas (7-12), que se assemelham aos quatro primeiros selos (6:1-8), formam um grupo à parte, e têm um caráter mais brando que as três últimas.

            Os juízos nos toques das trombetas serão completados ao serem derramadas as taças da ira de Deus, numa duplicidade de julgamento.

É a dupla forma de juízo que Deus manifesta contra Besta e seus seguidores, porque eles sofrerão, igualmente, ambas as manifestações.


PRIMEIRA TROMBETA (8:7) – Complemento do segundo selo.

 

VERSÍCULO 7 “E o primeiro anjo tocou a trombeta, e houve saraiva e fogo misturado com sangue, e foram lançados na terra, que foi queimada na sua terça parte; queimou-se a terça parte das árvores, e toda erva verde foi queimada.”.

            Semelhante a sétima praga sobre o Egito (Êxodo 9:22-25) e sobre Sodoma (Gênesis 19:24) acontecerá com o toque dessa trombeta, que exterminará a “terça parte da terra”.

            Poderia Deus, se quisesse, ter feito uma destruição total, mas Sua misericórdia poupou desse extermínio dois terços da Terra, para dar lugar ao arrependimento e à conversão (Apocalipse 9:20,21). Diz alguém que esse juízo que fere a terça parte da Terra é destinado à esfera do antigo Império Romano, que inclui toda a Europa Ocidental.

            Três elementos são usados nesse juízo: saraiva, que dá idéia de um juízo súbito e esmagador, vindo de cima (Isaías 28:2-17; Apocalipse 16:21); fogo, que é a expressão da ira de Deus (Deuteronômio 32:32; Isaías 33:14); e sangue, que significa morte tanto física (Ezequiel 14:19) como moral (Atos 2:19,20).

É Deus intervindo com o Seu braço estendido contra os habitantes da Terra (Ezequiel 7:1-27).

            “Queimou-se a terça parte das árvores”. As árvores simbolizam o orgulho dos homens (Juízes 9:8-15; Ezequiel 31; Daniel 4:4-27). “E toda a erva verde foi queimada”, demonstrando que os juízos de Deus atingem de um modo geral toda humanidade (Isaías 40:6-8; I Pedro 1:24).

 

SEGUNDA TROMBETA (8:8,9) – Um monte (reino) em chamas.

VERSÍCULO 8  “E o segundo anjo tocou a trombeta; e foi lançada ao mar uma coisa como um grande monte ardendo em fogo, e tornou-se em fogo, e tornou-se em sangue a terça parte do mar”

VERSÍCULO 9E morreu a terça parte das criaturas que tinham vida no mar; e perdeu-se a terça parte das naus”.

            As águas do mar recordam Êxodo 7:19,20. Há grande controvérsia nesta interpretação, porque alguns a interpretam literalmente, pela fúria das batalhas marítimas e também pela gula dos homens famintos  em matar desesperadamente os peixes. Outros a interpretam simbolicamente, o que aceitamos: “O grande monte ardendo representa um reino” (Isaías 2:2; Jeremias 51:25; Zacarias 4:7; Salmo 46:2).

            As manifestações contra a Besta, iniciadas “quando a paz for tirada da terra” (Apocalipse 6:3,4), se generalizarão nas nações que constituem o império da Besta; tomarão vulto e culminarão por envolver completamente um dos dez reinos, que será lançado, “ardendo em fogo”, contra os demais reinos seguidores da Besta. Muito pior do que uma guerra civil, isto por se tratar de homens contra homem e grupo contra grupo, matando-se uns aos outros, num completo desentendimento, sem nenhum comando ou objetivo determinado.

Será um ato de verdadeira loucura, de possessão maligna.            Um dos reinos do Império Romano ressuscitado será alvo especial da vingança de Deus, e ficará ardendo em fogo e será lançado no mar (Isaías 17:12,13; Apocalipse 17:15). O mar aqui representa o mundo num estado de rebelião e agitação.  

            O domínio de Satanás (leia Apocalipse 13:1-9) só produz blasfêmias. Morrerá a terça parte das criaturas que tinham vida no mar, indica morte moral e espiritual da humanidade. Perder-se-á a terça parte das naus. O peso da mão de Deus atingirá o comércio mundial, as comunicações e os transportes entre vários países. Será destruída a terça parte dos navios de guerra e mercantes.

TERCEIRA TROMBETA (8:10,11). Revelação do Chefe da “Babilônia Mística”.

 

VERSÍCULO 10 E o terceiro anjo tocou a trombeta, e caiu do céu uma grande estrela, ardendo como uma tocha, e caiu sobre a terça parte dos rios e sobre as fontes das águas”.

VERSÍCULO 11 “E o nome da estrela era Absinto, e a terça parte das águas tornou-se em absinto, e muitos homens morreram das águas,  porque se tornaram amargas”.

            Das ervas conhecidas, o absinto é uma das mais amargas. Vê-se aqui que esta substância nociva vem do céu, mostrando-se como uma grande estrela ou meteoro, que explode, espalhando pedaços para todos os lados, que vão cair sobre a terça parte dos rios e sobre as fontes das águas. Absinto é sinônimo de veneno (Jeremias 9:15; 23:16; Lamentações 3:19).

            Compreendemos isso simbolicamente: “Estrelas” representam dignatários religiosos. “A grande estrela simboliza um chefe distinto a quem competia difundir a luz espiritual, mas, se tornou um grande apóstata. Por causa dos seus pecados, os juízos de Deus o alcançam. Podemos julgar ser esse a mesma personagem de Apocalipse 17. ou seja, o chefe da “Babilônia Mística”, a grande prostituta, que havia alcançado o seu apogeu e glória”.

            “Caiu ardendo como uma tocha”. Semelhante ao monte ardendo em fogo. O monte refere-se a um reino e a estrela a uma pessoa.

            “Caiu sobre a terça parte dos rios e fontes de águas”. Rio simboliza vida de uma nação *Ezequiel 29:3; Isaías 8:7,8); e fontes de águas, as origens da influência que atua sobre essa vida (Jeremias 6:7).

            “O nome da estrela era Absinto”. Absinto é sinônimo de veneno e contaminação: “e a terça parte das águas tornaram-se amargas” – a terça parte das vidas humanas na Terra ficou contaminada, envenenada por essa falsa doutrina que causará morte espiritual.

            Com a elevação da Besta, após ser entronizada em Roma como chefe supremo do Império, também surgirá um grande chefe religioso (a grande estrela que caiu do céu), para cumprir-se o que está escrito: “E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam na mentira; para que sejam julgados todos os que não creram na verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade” (II Tessalonicenses 2:11,12). Sim, surgirá da união da cristandade que vive alienada de Deus, a grande prostituta de Apocalipse 17, e se elevará à esfera mais alta junto ao imperador em Roma. A sua doutrina religiosa (absinto) e a sua ação no poder atinge a terça parte das nações de toda a Terra, influenciando-lhes a própria vida, envenenando-as, Este grande chefe será poderoso e eminente; exercerá tão grande influência sobre o imperador, a Besta, que o dominará completamente (Apocalipse 17:3).

            Mas isto acontecerá somente enquanto houver paz religiosa porque, com a atitude do Falso Profeta em Jerusalém (Apocalipse 13:12-17), que liderará a grande perseguição, também esse grande chefe, juntamente coma comunidade separada de Deus, que é cristã, sofrerá trágicas conseqüências, porque os dez reis que compõem o império se lançarão contra ela e contra a sua doutrina, fazendo tudo cair por terra *Apocalipse 17:16,17), que é o cumprimento de Isaías 2:18-21; 30:22; 31:17.

            Os homens hoje estão prevenidos desta fase da Grande Tribulação: “Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detém a verdade em justiça” (Romanos 1:18).

QUARTA TROMBETA (8:12,13) – Eclipse total.

 

VERSÍCULO 12  “E o quarto anjo tocou a trombeta, e foi ferida a terça parte do Sol, e a terça parte da lua, e a terça parte das estrelas, para que a terça parte deles escurecesse, e a terça parte do dia não brilhasse, e semelhantemente à noite”.

            É interessante notar a seqüência desses julgamentos, que obedecem à mesma ordem de Apocalipse 16; na terra, nos rios e fontes das águas, e no sol e na lua. O toque da quarta trombeta marcará o princípio do eclipse total desses astros, já anunciado na abertura do sexto selo (Apocalipse 6:12) e também previsto em Mateus 24:29 e Lucas 21:25,26;leia Êxodo 10:21.

            Como já dissemos, aceitamos a aplicação simbólica, mas cremos também em uma manifestação sísmica, que terá lugar concomitantemente. Assim, podemos dizer: Com o toque da quarta trombeta vem a natural conseqüência do envenenamento das vidas humanas: a verdade é abandonada e as trevas predominam. O sol, a lua e as estrelas simbolizam o conjunto das autoridades constituídas desde o chefe supremo até a mais simples autoridade.

            O sol representa a autoridade máxima – a Besta. A lua representa uma autoridade de grande eminência, muito ligada à `Besta e de grande prestígio e respeito no império – o eminente chefe religioso, representado como a “grande estrela”. As estrelas representam as demais autoridades menores, que governarão juntamente com a Besta. Exemplifiquemos: os juízos de Deus são manifestos sobre a parte ocidental do restaurado Império Romano. Os homens afastam-se de Deus comas suas mentes obscurecidas.

            Motivado pela situação reinante de guerras e escaramuças, ocasionando mortes em grande escala e uma anarquia predominante e confusa, que cada vez mais se torna agressiva, que envolverá todo pó império, surgirá um grande descrédito da Besta e seus asseclas, eclipsando a autoridade deles.

            Os castigos anunciados pelas quatro primeiras trombetas não alcançam o homem, mas os seus recursos no mundo exterior em que habita; entretanto, os das três últimas alcançam mesmo o homem.

 

VERSÍCULO 13 “E olhei, e ouvi um anjo voar pelo meio do céu, dizendo com grande voz: Ai! Ai! Dos que habitam sobre a terra, por causa das outras vozes das trombetas dos três anjos que hão de ainda tocar!”

            Um anuncia a intensificação do sofrimento. Certamente é a mensagem mais intensiva dos verdadeiros adoradores de Deus, dos quais já falamos. Anjo significa enviado (talvez uma das testemunhas: Apocalipse 11).

Sua voz e autoridade no falar vêm trazer grande inquietude ao reino da Besta.

            A humanidade agora não dá importância à voz de Deus pela pregação do Evangelho da Graça, mas, naquele tempo, Deus lhes falará na Sua ira; e no Seu furor os confundirá (Salmo 25).

            É interessante notar a distinção de uma classe especial, já especificada duas vezes: a dos que habitam na terra(Apocalipse 3:10; 6:10).

            Refere-se aos apóstatas, que hão de receber o castigo de Deus, mais rigorosamente,

            São os que têm o seu interesse na Terra; são os que abandonam o Senhor dispostos a ter a Terra como sua possessão permanente (leia o Salmo 2:1-3). A eles estão destinados os “ais”.

 

 

EBENÉZER !!!!!

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