18 de fevereiro de 2013
 
 
 
 Autoria do Reverendo Romeu Maluhy, pastor da Igreja Presbiteriana

Publicação autorizada pelo Presbítero Romeu Maluhy Junior, pastor e epíscopo

Agradecimentos de Universal Assembléia da Santa Aliança Cristã

Presbítero Jailson Pereira, apóstolo e epíscopo
 


CAPÍTULO  6:1-17

 

OS SEIS PRIMEIROS SELOS

 

 

 

PRIMEIRO SELO (6:1,2 – manifestação da Besta).

 

VERSÍCULO 1  “E, havendo o Cordeiro aberto um dos selos, olhei, e ouvi um dos quatro animais, que dizia como em voz de trovão: Vem e vê!”

 

VERSÍCULO 2  E olhei, e eis um cavalo branco; e o que esta assentado sobre ele tinha um arco, e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer”

            Enquanto a Igreja e o Espírito Santo estiverem na Terra, a Besta não se manifestará (II Tessalonicenses 2:6,8).

            Enquanto a Igreja e o Espírito Santo estiverem na Terra, a Besta não se manifestará (II Tessalonicenses 2:6,8).

            “Do livro selado com sete selos que o Cordeiro tomou da destra do Todo-Poderoso, saem duas séries de juízos: as sete trombetas e as sete taças da ira. Ver-se-á que os sete selos contém todos estes juízos, porque as trombetas e as taças são visões sobre os selos. O sétimo selo revela as sete trombetas (Capítulo 8) e o som da sétima trombetas (capítulos 11:15-19; 14:6 até o 16) envolve as sete taças da ira” (do Livro “Visão de Patmos, de O. Boyer).

            Quando o Cordeiro rompeu o primeiro selo, um dos quatro animais viventes disse com voz de trovão: vem”.  E assim saiu um cavalo branco para a Terra.

Em Zacarias 1:8-11, aparecem cavalos de muitas cores como símbolos, representando a força irresistível e o zelo de Deus.

            Há várias teorias sobre este cavaleiro do cavalo branco, sendo a mais aceitável a seguinte: “É evidente que o cavalo branco, é o símbolo da vitória e paz, o arco indica a sua extensão e a coroa da vitória fala-nos dos seus triunfos ao alcançar o objetivo desejado. Não há suposição de haver derramamento de sangue, mas tudo demonstra que a Besta surgirá com aspecto singular como um só homem agindo entre as massas, sem maldade aparente e sem muita ação.

Pregará ‘paz’ e ‘segurança’ para este mundo conturbado e, sob tal condição, ganhará terreno. ‘Ao assumir o governo mundial, manterá ficticiamente essa paz” (é visto como um cavaleiro montado em um cavalo branco – símbolo de paz).

            Apoiados em fatos históricos, alguns comentadores dizem que este cavaleiro representa Roma vitoriosa sobre o mundo, e assim afirmam: “Os generais que faziam em Roma a sua entrada triunfal, montavam em cavalos brancos e traziam uma coroa. Da mesma maneira, esse super-homem de Satanás fará a sua entrada triunfal em Roma, após ser levantado como o grande imperador, saindo das nações, numa vitória completa do Império Romano ressuscitado (Apocalipse 13:1-3; ler Isaías 17:12,13; Apocalipse 17:15).

            É evidente a veracidade desta teoria, pelos acontecimentos atuais entre as nações, mui especialmente na Europa. Já existe um agrupamento das nações européias, na formação do MERCADO COMUM  EUROPEU.

Fala-se francamente no futuro “Estados Unidos da Europa” na “Federal Africana”, na “Liga Árabe”, além de muitas outras organizações, ligas e “união de classes”, que se juntam com o objetivo de formar um todo, através da globalização.

            Quem aceita a ressurreição do Império Romano baseia-se em Deuteronômio 7:7,8,19,23,24; ler Apocalipse 13:3 (a chaga mortal foi curada), que fala, de qualquer modo, em morte e ressurreição.

            As Escrituras hão de cumprir-se e Deus faz como quer, usando os meios necessários para essa realização (ler Lucas 2:1-4); para cumprir-se a Bíblia, Deus usou até o próprio César (Mateus 2:5,6).

            As nações estão se unindo através da globalização e será um  movimento pacífico que chegará a dominar o mundo. Dessa união, surgirá (do mar – Apocalipse 13:1; 17:15), o super-homem de Satanás, que se identifica com as expressões bíblicas, espiritualmente falando: “a ponta pequena” (Daniel 7:8); “o rei feroz de cara” (Daniel 8:23-26); “o príncipe que há de vir” (Daniel 9: 26,27); “o rei” (Daniel 11:36-38); “a abominação da desolação” (Daniel 12:11; Mateus 24:15); “o homem do pecado” (II Tessalonicenses 2:3,4,9); e “a Besta” (Apocalipse 13:1).

            Da mesma maneira que o Pai ungiu e enviou o Seu ilho Jesus Cristo para salvar os perdidos, assim o Dragão (Satanás) ungirá e enviará o seu representante (II Tessalonicenses 2:9), para conquistar o mundo e evitar que Cristo reine na Terra, usando para isso toda a sua artimanha. Satanás, quando tentou Jesus, ofereceu-Lhe todos os reinos do mundo e a sua glória (Mateus 4:8,9), com a condição de ser adorado por Cristo. Num futuro bem próximo, Satanás encontrará um homem que vai aceitar a sua oferta.

 

REALIZAÇÕES DA BESTA

 

1. Aspecto do Reino. V isto naturalmente, o império da Besta será tão próspero e tão magnífico, que o mundo vai recebê-lo e aceitá-lo como divino. Cedo, o arrebatamento da Igreja será esquecido. Será decretado e estimulado pelo governo o binômio paz e segurança” para todos os povos que constituem o império. Haverá, também, grande prosperidade, mesmo que aparente, em todos os setores da atividade humana, especialmente na tecnologia, na agricultura, na indústria e no comércio: tudo será aparentemente abundante. Notemos, porém, que esta “paz e segurança” já é proclamada no mundo de nossos dias, como o alvo, o desejo de todas as nações. Roma, a chamada cidade eterna, como demonstraremos mais tarde, será a sede do governo imperial (Apocalipse 17:9,17,19). O mundo romano na antigüidade incluía todas as nações do Ocidente e muitas do Oriente; assim será o novo império da Besta, porém com mais vantagem territorial, devido às descobertas realizadas depois daquele domínio. O governo da Besta será constituído de dez reinos, cujos monarcas governarão juntamente com ela  (Apocalipse 13:1; 17:12,13).

 

2. Pacto com Israel – Israel, como nação, firmará um concerto especial com a Besta, por uma semana (Em Daniel 9:24-26, encontramos a seguinte profecia: “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo…” – Setenta semanas de anos (como são contadas, de acordo com Levítico 25:8), ou 490 anos, é o período determinado por Deus para Israel, desde o exílio babilônico até os fins dos tempos, assim divididos nos versículos 25 e 26:

a.  Do cativeiro babilônico, sob Nabucodonosor (Jeremias 39) em  587 a.C, até a ordem expedida por Ciro (o ungido príncipe: Isaías 45:1), em 538 a.C., para edificação da casa do Senhor em Jerusalém, dos muros e da própria cidade (Esdras 1:1-11), cuja ordem foi confirmada por Dario (Esdras 6:1-12) e por Artaxerxes I, filho de Assuero (Esdras 7 e Neemias 2) – sete semanas ou 490 anos.

b.  Da ordem de Ciro (538 a.C.), ate o domínio egípcio sobre Israel, por Ptolomeu I (301 a.C.) – 237 anos. Da revolta dos macabeus contra o domínio sírio, sob os selêucidas (167 a.C.), até ser tirado o Messias” (a morte de Cristo, 30 d.C.) – 197 anos, que somam 434 anos ou “sessenta e duas semanas de tempos angustiosos”.

      Somando os dois períodos 49 + 434 temos o total de 483 anos já cumpridos, ou seja, sessenta e nove semanas de anos, faltando apenas uma semana (sete anos), para completar o tempo decretado por Deus, que compreende a aliança ou concerto entre a Besta e Israel. Não estão contados os demais tempos ou períodos que Judá passou exilado ou fora de sua terra, sob o domínio de Ptolomeu I, do Egito (301 a.C.), até o controle da Síria, sob os selêucidas, do qual se libertaram pela revolta dos macabeus, 167 a.C.

            Será nesse tempo restaurado o reino a Israel como  no princípio(Amós 9:11). Nessa época será recebido pelos judeus o Anticristo ou Falso Profeta, como o seu grande “Messias” (João 5:43). Tem havido muitos anticristos (I João 2:18,19), mas aqui, pela declaração de João, o autêntico Anticristo ou Falso Profeta é um judeu cristianizado, um apóstata e ateísta (ler Daniel 11:37), que se mantém em franca rebelião contra Deus. Ele será o segundo chefe visível do mais terrível sistema do mal, assumirá na Terra o lugar e os títulos de Cristo, operará sinais sobrenaturais (ler Apocalipse 13:11-18) e enganará o mundo com sinais sobrenaturais (ler Apocalipse 13:11-18) e enganará o mundo com sinais e prodígios de mentira (II Tessalonicenses 2:9,10); por isso é chamado de Falso Profeta.

            Haverá grande bonança e aparente prosperidade para Israel, como verdadeiro milagre na transformação da terra (porque para isto Deus mesmo tem ajudado como bem o sabemos (Isaías 41:15-20) Deus, porém não se agradará da atitude de Israel (ler Isaías 1:3 e 2:6-9); por isso a nação não chegará a desfrutar o produto dessa amizade, e tudo voará nos dias das dores insuportáveis (Isaías 17:10,11). Os sacrifícios e holocaustos, assim como todos os rituais do santuário e a liturgia do culto, instituídos por Moisés e mantidos pelas gerações de Israel, serão também restaurados nessa época, porém, devido à maneira de ministrá-los, serão aos olhos de Deus como é apresentado em Isaías 66:3,4.

 

3. Liberdade Religiosa – Nesse tempo haverá liberdade religiosa para todos os povos. Amigos do Evangelho, crentes desviados e crentes membros de igrejas, que haviam ouvido a mensagem de Cristo, e que, por amor ao mundo perderam a bênção do Arrebatamento, ficaram na terra e não subiram com a Igreja. No rapto os templos, as bíblias, tudo quanto pertencer à Igreja ficará. Porém, os crentes fiéis, irão com Jesus, mas o mundo ficará nos seus pecados, sem ter quem pregue e sem poder contar com a ajuda direta do Espírito Santo.

            Aproveitando a liberdade religiosa, mesmo fictícia e momentânea, muitos decidirão, arrependidos, servir ao Senhor, dispostos a enfrentar todo o perigo que a situação apresente. Irão por toda a parte em busca de quem pregue a Palavra de Deus (Amós 8:11,12). Constituirão para si novos pastores e líderes, e formarão novas igrejas e congregações.

            Animados pelos pregadores israelitas (dos 144.000 assinalados, Apocalipse 7:1-8), que são os mesmos do capítulo 14 (os guardados e protegidos por Deus, versículo 13), entregarão a mensagem do “Evangelho do Reino” com a dura mensagem do juízo de Deus, conforme Apocalipse 14:7,9-11).

            Logo no início do seu governo, a Besta fará um pacto amistoso com o “poder religioso da época”, a Mulher (Apocalipse 17), que é “a grande prostituta de escarlata”, a grande “Babilônia Mística” formada pela cristandade alienada de Deus, da qual falaremos mais tarde.

            Seguem-se os outros cavaleiros, que bem evidenciam os acontecimentos funestos da Besta e do Falso Profeta.

 

SEGUNDO SELO (6:3,4). A paz é tirada da Terra.

 

VERSÍCULO 3 E, havendo aberto o segundo selo, ouvi o segundo animal, dizendo: Vem e vê!”

 

VERSÍCULO 4E saiu outro cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada”. Não há governo que satisfaça plenamente aos homens ímpios.

A Besta começa a sofrer o desagrado de muitos povos e as guerrilhas e atos subversivos começam a surgir e a desenvolver em grande escala e com feroz agressividade. Hoje já sentimos os efeitos desses acontecimentos que, graças a Deus, são impedidos de mais graves conseqüências, por estar a Igreja na Terra.

            Não será uma guerra entre nações, mas a luta de homem contra homem, de grupos contra grupos, numa verdadeira anarquia em toda a parte. Não é revelada a causa, mas isto prova que os julgamentos de Deus terão descido sobre o mundo, pois “a paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruíção” (I Tessalonicenses 5:3).

            A cor do cavalo significa  sangue; é símbolo de vingança e guerra (ler Daniel 11:37,38). Nessa oportunidade o império da Besta já está tenebroso: começará a reviver a ciência satânica, isto é, a demonstração dos sentimentos satânicos que são próprios do enviado do Inferno; começará a luta entre os povos e o governo do Anticristo. Isso será o início da Grande Tribulação, justamente “na metade da semana” (Daniel 9:27), depois de três na os e meio de governo, quando a Besta já houver realizado o seu desejo e alcançado o domínio sobre as nações da Terra.

            Então começará a tribulação que envolverá de certo modo, o mundo inteiro (Jeremias 30:4-7; Daniel 12:1; Mateus 24:21,22; Apocalipse 3:10). Nessa época o Anticristo ou Falso Profeta já estará entronizado como rei de Israel e no apogeu de seu domínio e força. Agora iniciar-se-ão no mundo inteiro as manifestações de desagrado dos súditos da Besta.

            Jesus vem arrebatar a Sua amada Igreja (João 14:1-3). O mundo fica embevecido pela manifestação do Império Romano ressuscitado, tendo à frente a primeira Besta, que proporciona paz e felicidade aos seus súditos.

O grande evento, a vitória dos remidos do Senhor, será esquecido. Porém, com a manifestação do cavalo vermelho, a paz é tirada da Terra.  Hoje Deus espera pacientemente que os pecadores aceitem Cristo como Salvador e ainda conserva aberta a porta da misericórdia. Esta porta será fechada muito breve, e então, ai do pecador que não se tiver arrependido; que deixar passar a oportunidade, pois será deixado à mercê dos terríveis juízos de Deus.

 

TERCEIRO SELO (6:5,6) – Fome e grande miséria.

 

VERSÍCULO 5  “E, havendo aberto o terceiro selo, ouvi o terceiro animal, dizendo: Vem e vê! E olhei, e eis um cavalo preto; e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança na mão”

 

VERSÍCULO 6  “E ouvi uma voz no meio dos quatro animais, que dizia: Uma medida de trigo por dinheiro; e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiqueis o azeite e o vinho”

            Este cavalo negro que figura a opressão dos habitantes da Terra, é a conseqüência triste do após guerras e calamidades que hão de assolar o mundo.

A balança é destinada a pesar os gêneros de mais necessidade (Levítico 26:20,26; Ezequiel 4:16). João ouviu uma voz que partia do meio dos quatro seres viventes, mas foi impossível identificar quem falava: “Uma medida de trigo” chegará apenas para uma refeição, e “três medidas de cevada” para três refeições de um homem. Deduz-se que seja um dinheiro equivalente ao salário de um dia (Mateus 20:2), importância que o homem há de ganhar para sustento seu e de sua família. Tipifica, portanto, fome e grande miséria.

 

QUARTO SELO  (6:7,8) – a morte.

 

VERSÍCULO 7  “E havendo aberto o quarto selo, ouvi a voz do quarto animal, que dizia: Vem e vê!”

 

VERSÍCULO 8  “E olhei, e eis um cavalo amarelo; e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhe dado poder para matar a quarta parte da terra com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra”.

            Para alguns comentadores, João tinha visto a morte personificada, demonstrando o seu poder destruidor (Levítico 26:22; Isaías 51:19; Ezequiel 5:12,27; 14:21). A morte é seguida pelo inferno (casa dos mortos ou Hades; ler Lucas 16:19-31 – a parábola do rico e de Lázaro. Aqui tipifica o resultado da conquista: (ler Provérbios 1:12; 27:20).

            “Foi-lhe dado o poder para matar a quarta parte da terra”. Este poder foi emanado do trono. No juízo final, diante do Trono Branco, a Morte e o Inferno darão conta desses mortos (Apocalipse 20:31).

            Isaías diz, referindo-se a Israel: “E o vosso concerto com a morte se anulará, e vossa aliança com o inferno não subsistirá; e, quando o dilúvio do açoite passar, então sereis oprimidos por ele” (Isaías 28:18). Cumprir-se-á essa profecia nessa oportunidade.

            Com a abertura desse selo, rompem-se os concertos. Decorridos três anos e meio, e após o Falso Profeta erigir a estátua da Besta em Jerusalém (Apocalipse 13:14; ler Mateus 24:15), a própria Besta romperá com o Israel fiel e, igualmente com todo o sistema religioso existente na Terra, inclusive com a “Babilônia Mística” (Daniel 7:21,25; Apocalipse 17:16,17), aceitando plena adoração de todos os povos como se fosse o verdadeiro Deus, tudo em desrespeito ao pacto estabelecido com Israel (Daniel 9: 27).

            O rompimento será com o Israel fiel; a nação inteira não sofrerá essa questão, cumprindo-se literalmente Daniel 7:25 “Eles serão entregues na sua mão por um tempo, e tempos, e metade de um tempo” (três anos e meio, ou 1.260 dias, ou ainda 42 meses), os dias da Grande Tribulação (Apocalipse 11:3; 13:7).

            Os verdadeiros adoradores, os fiéis, serão por Deus separados (medidos) dos apóstatas e infiéis (Apocalipse 11:1,2) e serão assinalados (Apocalipse 7:1-8). “O átrio foi dado às nações” (Apocalipse 11:2), significando o estado de sujeição à Besta.

            Continuará a Besta, que se estabelecerá como deus (ler II Tessalonicenses 2:4), sendo adorada universalmente, e o que é levado a efeito pela ação direta do Falso Profeta, que trabalha como agente informativo da Besta e faz milagres em seu nome (ler II Tessalonicenses 2:4), sendo adorada universalmente, e o que é levado a efeito pela ação direta do Falso Profeta, que trabalha como agente informativo da Besta e faz milagres em seu nome (ler II Tessalonicenses 2:9,10) e levanta uma imagem à Besta, decretando adoração obrigatória, sob pena de morte (Apocalipse 13:8; ler Daniel 3:1,6; 12:11; Mateus 24:15; II Tessalonicenses 2:4). Será nesse tempo que se levantarão as duas testemunhas referidas no capítulo 11:3-13.

 

QUINTO SELO (6:9-11). Primeira visão dos mártires da Grande Tribulação.

 

VERSÍCULO 9  “E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor do testemunho que deram”.

 

VERSÍCULO 10 “E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que dos que habitam sobre a terra?”

 

VERSÍCULO 11 “E a cada um foi dada uma comprida veste branca e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos que haviam de ser mortos como eles foram”.

            Aqui não se ouve mais a ordem: “Vem e vê”. Não aparecem mais cavalos. João viu “debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor à Palavra de Deus,e por amor do testemunho que deram”. Debaixo do altar, lembra o altar de holocaustos no Templo em Jerusalém, e o sangue das vítimas que era derramado, ao pé do altar (Levítico 47). Era crença em Israel que todo homem morto junto ao altar era como sacrifício a Deus (ler I Reis 2:28-32; Salmo 118:27).

            Não devemos esquecer que a abertura dos selos do livro, que está na mão do Cordeiro, tem lugar depois do arrebatamento da Igreja.

O Espírito Santo, que foi dado como Paracleto, veio buscar a Noiva de Cristo, do mesmo modo, como em figura, o mordomo Eliezer foi buscar Rebeca para o filho do seu senhor Abraão (Gênesis 24). Depois de ataviá-la, guiou-a pelo caminho até ao encontro do noivo. Assim fará o Espírito Santo, que subirá com a Igreja, ficando a Terra a mercê da fúria de Satanás. Porque somente depois que o Espírito Santo, que subirá com a Igreja, ficando a Terra a mercê da fúria de Satanás. Porque somente depois que o Espírito Santo sair da Terra, é que o Iníquo será manifestado (II Tessalonicenses 2:6).

            O Espírito de Deus, todavia, continuará operando desde os céus, que resultará na conversão de muitos judeus e gentios, salvos “através do fogo”.

São estes os santos, cujas orações são oferecidas como incenso nas salvas de ouro, os quais percorrerão o mundo e hão de pregar, não a mensagem do Evangelho da Graça, porque essa cessou com a retirada da Igreja da Terra, mas a mensagem do Evangelho do Reino (Mateus 24:14), que se diferencia por ser uma mensagem semelhante à de João Batista e Malaquias (Mateus 3:1-10; Malaquias 4:1-6). Todos esses virão a ser mortos por causa da Palavra de Deus e do testemunho que deram.

            Essas almas ou espíritos, cujos corpos estão na terra e ainda não foram ressuscitados (é o começo da Grande Tribulação), são completamente distintos dos mártires que morreram pela fé no tempo da Igreja (todos os mártires da Igreja, nesta altura, já foram ressuscitados e arrebatados, e pertencem à Igreja; são vistos coroados no Céu, representados pelos anciãos, e estão livres da Grande Tribulação).

            Eles clamam por vingança, o que faz lembrar o Salmo 79, em contraste com a súplica de Jesus (Lucas 23:34) e de Estevão (Atos 7:60).

O tempo da graça passou e eles oram com o mesmo ardor no juízo de Deus.

Em resposta, recebem vestidos brancos e lhes é dito que repousem ainda por um pouco de tempo, até que sejam mortos os seus conservos e irmãos, assim como eles foram.

            Qual será a interpretação que darão a este texto os chamados “testemunhas de Jeová” e os nossos amigos adventistas, que dizem que a alma ou espírito fica junto ao corpo na sepultura até o dia da ressurreição?

            Aqui dá-nos a entender que entre essas almas existem judeus e gentios, que sofrerão o mesmo martírio. Essas almas, cujos corpos foram degolados, viverão e reinarão com Cristo (Apocalipse 20:4). Todos estes tomarão parte da primeira ressurreição, por ordem: Cristo, as primícias, depois os que são de Cristo na Sua vinda [ o arrebatamento] (I Coríntios 15:23).

 

SEXTO SELO (6:12-17) – Deus responde às orações dos mártires da Grande tribulação.

 

Versículo 12  “E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue”

 

Versículo 13E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte”

 

Versículo 14  “E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos do seu lugar”

 

Versículo 15 “E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo livre se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas”

 

Versículo 16e diziam aos montes e aos rochedos: Cai sobre nós e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono e da ira do Cordeiro”

 

Versículo 17 “porque é vindo o grande Dia da ira; e quem poderá subsistir?”

            Nessa oportunidade, a Besta estará furiosa, lutando contra os santos, subjugando os seus súditos e desafiando o próprio Céu: “E abriu a boca em blasfêmia contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu” (Ler Daniel 7:8; Apocalipse 13:6).

            “Quem é semelhante à Besta? Quem poderá batalhar contra ela?” ver Apocalipse 13:4). Deus responde na Sua ira (Daniel 7:27,28; Apocalipse 12:10,11 e 13:10). Rompe-se o sexto selo, que se inicia com “um grande tremor de terra” – [e apenas o começo do grande “Dia da IRA”, que se estenderá por toda a “Grande Tribulação”.

            Os quatro primeiros selos incluem todo o período do governo da Besta, ou seja, o cavaleiro do cavalo branco,que é o Império Romano ressuscitado (como já dissemos), com os demais cavaleiros, que são a seqüência dos acontecimentos desse reino (Daniel 7:25;leia Apocalipse 13:4-18). O quinto selo é o efeito desse governo bestial, cuja finalidade é destruir os santos e lutar contra Deus (Daniel 7:25; Apocalipse 13:7). O sexto selo, o que estamos estudando, é o início da manifestação da ira de Deus em resposta aos seus santos (Daniel 7:27,28; Apocalipse 12:10,11; 13:10). E, finalmente, o sétimo selo, que se última com as trombetas e as taças, é a conclusão do grande Dia da Ira do Todo-Poderoso.

            Aceitamos a aplicação dos símbolos nesta visão, mas cremos aqui numa verdadeira ação da Natureza que se manifestará concomitantemente com os símbolos. Aqui são as primeiras manifestações dos céus contra o reinado da Besta e seus seguidores do mesmo modo como foi com Faraó e os egípcios. Deus ouvirá a oração dos mártires da Grande Tribulação, assim como ouviu as orações de seu povo Israel, e desceu para livrá-los (Êxodo 3:7-9).

            Como houve manifestação da Natureza nas pragas do Egito, haverá também na abertura do sexto selo, isto de acordo com Pedro, que diz: “Mas os céus e a terra que agora existem, pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios” (II Pedro 3:7).

            A manifestação sísmica, que terá início com a abertura deste selo, irá até a consumação da ira de Deus (capítulo 16).

Fatos: 1. Tremor de terra; 2. O sol perderá a sua luz; 3. A lua também escurecerá e tornar-se-á semelhante a sangue; 4. As estrelas cairão do céu; 5. O céu vai retirar-se como um livro que se enrola, porque haverá novo céu (II Pedro 3:13); 6. E os montes e as ilhas serão removidos de seus lugares e haverá nova terra, onde o mar não existe (capítulo 21:1). A terra mudará a sua configuração, de acordo com Isaías 65:17; leia Apocalipse 21:27. Diante de tudo isso, o horror invadirá os homens. Será uma ora de verdadeiro terror, quando grandes e pequenos, ricos e pobres, servos e livres, tribunos e poderosos, clamarão no seu desespero aos montes e rochedos para que caiam sobre eles e os escondam da face do que está assentado sobre o Trono do Cordeiro (ler Isaías 2:10,19,21; 51:16; 66:22; Oséias 10:8; Lucas 23:28-32).

            Seis são as manifestações aqui descritas;

1ª) – Houve um grande tremor de terra. A Bíblia cita vários tremores ou terremotos, mas aqui se verifica um grande e intenso tremor de terra, não igual do capítulo 16:18, mas um tremor que atinge o céu, a terra e o mar, uma mudança completa das coisas móveis, e uma manifestação sublime dos prodígios do Todo-Poderoso, trazendo completa obscuridade e abalando toda a força da Natureza; isso inclui o colapso da autoridade humana pela derrubada dos governos terrestres (Joel 2:20,30; 3:15,16; Isaías 13:9-11; Ageu 2:6,7; Hebreus 12: 26-29).

 

2ª) – O sol tornou-se negro como um saco de cilício. Na penúltima praga do Egito, houve trevas espessas por três dias (Êxodo 10:22). Diz Orlando Boyer, em seu livro “Visão de Patmos”: “Houve na América do Norte, em 19 de março de 1780, um dia que ficou escuro desde as nove horas da manhã até ao anoitecer. Não era efeito de eclipse nem de nuvens, pois as estrelas permaneceram visíveis; mas faltava o brilho suficiente pare iluminar a Terra”. Admitimos aqui, que o Sol é atingido literalmente, mas admitimos também que o Sol se refere à autoridade máxima do governo, que sofrerá um desmoronamento no próprio Império Romano ressuscitado. Temos em Isaías 50:3 a idéia dessa obscuridade.

 

3ª) – A lua tornou-se como sangue. Joel diz: “Antes que venha o grande e terrível dia do Senhor, o sol se converterá em trevas e a lua em sangue” (Joel 2:32). Isto fazendo menção à volta do Senhor em glória, junto com os seus santos, e ao estabelecimento reino milenar. Cremos ser n esta ocasião o cumprimento desta profecia quando, com essa manifestação literal na Lua, serão desmoronadas as autoridades do governo anticristão.

 

4ª) – As estrelas do céu cairão sobre a Terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes abalada por um vento forte. O profeta Naum dá esta idéia sobre a figueira (Naum 3:12), que aqui é a continuação da mesma manifestação sísmica literal, iniciada com a abertura do sexto selo. Diz ainda O. Boyer, em seu livro Visão de Patmos: “Na noite de 13 de novembro de 1883, houve uma assombrosa manifestação meteórica, na qual, durante o período de três horas, bolas de fogo tão numerosas e tão brilhantes como as estrelas, atravessaram os céus”. Isto também verifica-se em nossos dias, como podemos ver pelos testemunhos dos jornais: “Bola de fogo cai no mar na baía de São Francisco, Moss Beach, Califórnia, 11. Uma grande bola de fogo, aparentemente de um meteoro, surgiu ontem no céu na região da Baía de São Francisco; explodiu violentamente e se precipitou no Oceano Pacífico a vários quilômetros da costa. Milhares de habitantes locais viram o objeto e todas as dependências policiais da zona receberam chamados de pessoas que desejavam saber do que se tratava. ROGER GOAD, funcionário do Condado de San Mateo, disse que a explosão sacudiu literalmente a costa. Acrescentou que, segundo a maioria das pessoas que viu o objeto, esse explodiu antes de cair na água e emitiu um clarão azul e depois outro alaranjado”. (Da Folha do Norte, 11-XI – 1963).

A ciência moderna não pode desacreditar da criação do mundo em que habitamos, e agora deixa transparecer o seu testemunho: “Porque os cientistas consideram impossível o fim do mundo. No mundo sideral está o começo e o fim da Terra. Todos os cientistas concordam, atualmente, no fato de que, outrora, houve um momento em que o Universo teve início. As provas do nascimento do mundo já são por demais numerosas para Que se possam estabelecer dúvidas. Não fosse outra coisa, bastaria mencionar a presença dos chamados elementos radioativos – urânio, tório, rádio, plutônio, etc., os quais, com maior ou menor velocidade, se transformam noutros elementos, ou seja, são consumidos. É evidente, pois, que se ainda hoje existem, algum dia foram criados. A expansão do Universo é de certo modo, o fenômeno mais grandioso que a vista humana possa contemplar, e representa, igualmente, um dos sinais da agonia do mundo. Segundo cálculos aceitáveis que, embora com aproximação, devem ser considerados  aceitáveis, toda a matéria que compõe o Universo era contida, inicialmente, em forma superdensa, numa pequena esfera – pequena em relação à imensidão do Universo – como um raio de duzentos e vinte milhões de quilômetros, ou seja, a distância média entre o Sol e Marte. “Esse ‘atomo primigênio’ esse ovo de que nasceu o mundo” explodiu há quatro bilhões e meio de anos, aproximadamente, e nesse momento o Universo teve início, como nos aparece hoje. Essa explosão, porém, foi de certo modo o princípio do fim. Será esse, pois, o destino do Universo? Perder-se no espaço, esvair-se na profundidade do nada, antes mesmo de perder toda a sua energia calorífica? Os fragmentos da grande bomba que explodiu há quatro bilhões e meio de anos não conservam velocidade de movimento sempre igual; pelo contrário, essa velocidade diminui progressivamente em conseqüência da força de gravitação que exercem uns sobre os outros. Deverá, portanto, chegar o momento em que os fragmentos avulsos do Universo se deterão na sua fuga gigantesca. A partir daí, recomeçando a atrair-se recíprocamente e a percorrer em sentido contrario, a trilha que seguiram por efeito da explosão do ‘átomo primigênio’. A corrida continuará até o momento em que toda a matéria do Universo se concentrará novamente numa esfera de duzentos e vinte milhões de quilômetros de diâmetro. O calor produzido pela contração fará explodir novamente o novo “átomo primigênio” e o Universo tornará a nascer (Do Correio da Manhã, 1900). Isto faz-nos entender como surgiu o nosso mundo habitável, com os nove planetas já descobertos e seus respectivos satélites. Também compreendemos o que quer dizer o apóstolo Pedro em sua segunda carta (3:10-12; leia Isaías 65:17; Apocalipse 21:1).

5ª) – O céu retirou-se como um livro que se enrola. Diz o apóstolo Pedro: “Mas nós aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça” (ver II Pedro 3:13). Compreendemos que, ao retirar-se este céu, que nos é visível, depois de todas essas maravilhosas manifestações do poder de Deus passaremos a contemplar outro céu, que agora não vemos. Concordamos, portanto, com o artigo acima, com a opinião dos cientistas modernos, que o calor produzido pela contração fará explodir novamente o novo “átomo primigênio” e o Universo tornará a nascer. Novo cataclismo se verificará, surgindo novos céus e nova terra, em que habita a justiça. Diz alguém que aqui desaparece a fé, simbolicamente, pelo extermínio das religiões da Terra.

6ª) – Todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares. A Terra mudará a sua configuração. De acordo com o que já foi explicado, e com Isaías 65:17; II Pedro 3:13; Apocalipse 21:1,27, a Terra voltará a ser igual como era no “princípio”, como diz Gênesis 1:1. Convém levarmos em consideração esse acontecimento. Se hoje, quando há pequenos tremores de terra esparsos em alguns lugares; a queda de um ou outro meteoro ou aerólito, ou mesmo de algum objeto candente, ou de um simples eclipse do Sol ou da Lua, todos os seres humanos ficam alarmados e, às vezes há pânico e terror, como será naquele dia? Os continentes serão divididos, países inteiros desaparecerão, montes e ilhas mudarão de lugar. Notem que já estamos vivendo nos prenúncios desses acontecimentos. Vejamos o que aconteceu ultimamente no Paquistão! Que dizem os cientistas que estão estudando sobre as rochas? Leia a Revista Mensal de Cultura, Enciclopédia Portugal, 1971, pp. 50 a 65, sob o título “As Mil Faces do Mundo”.

            Ó Deus apieda-Te desta pobre humanidade e dá compreensão aos homens para que se salvem, sim, amém!

           “Porque é vindo o grande Dia da sua ira e quem poderá subsistir?”!

 

 

EBENÉZER !!!!!

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