A ciência moderna não pode desacreditar da criação do mundo em que habitamos, e agora deixa transparecer o seu testemunho: “Porque os cientistas consideram impossível o fim do mundo. No mundo sideral está o começo e o fim da Terra. Todos os cientistas concordam, atualmente, no fato de que, outrora, houve um momento em que o Universo teve início. As provas do nascimento do mundo já são por demais numerosas para Que se possam estabelecer dúvidas. Não fosse outra coisa, bastaria mencionar a presença dos chamados elementos radioativos – urânio, tório, rádio, plutônio, etc., os quais, com maior ou menor velocidade, se transformam noutros elementos, ou seja, são consumidos. É evidente, pois, que se ainda hoje existem, algum dia foram criados. A expansão do Universo é de certo modo, o fenômeno mais grandioso que a vista humana possa contemplar, e representa, igualmente, um dos sinais da agonia do mundo. Segundo cálculos aceitáveis que, embora com aproximação, devem ser considerados aceitáveis, toda a matéria que compõe o Universo era contida, inicialmente, em forma superdensa, numa pequena esfera – pequena em relação à imensidão do Universo – como um raio de duzentos e vinte milhões de quilômetros, ou seja, a distância média entre o Sol e Marte. “Esse ‘atomo primigênio’ esse ovo de que nasceu o mundo” explodiu há quatro bilhões e meio de anos, aproximadamente, e nesse momento o Universo teve início, como nos aparece hoje. Essa explosão, porém, foi de certo modo o princípio do fim. Será esse, pois, o destino do Universo? Perder-se no espaço, esvair-se na profundidade do nada, antes mesmo de perder toda a sua energia calorífica? Os fragmentos da grande bomba que explodiu há quatro bilhões e meio de anos não conservam velocidade de movimento sempre igual; pelo contrário, essa velocidade diminui progressivamente em conseqüência da força de gravitação que exercem uns sobre os outros. Deverá, portanto, chegar o momento em que os fragmentos avulsos do Universo se deterão na sua fuga gigantesca. A partir daí, recomeçando a atrair-se recíprocamente e a percorrer em sentido contrario, a trilha que seguiram por efeito da explosão do ‘átomo primigênio’. A corrida continuará até o momento em que toda a matéria do Universo se concentrará novamente numa esfera de duzentos e vinte milhões de quilômetros de diâmetro. O calor produzido pela contração fará explodir novamente o novo “átomo primigênio” e o Universo tornará a nascer (Do Correio da Manhã, 1900). Isto faz-nos entender como surgiu o nosso mundo habitável, com os nove planetas já descobertos e seus respectivos satélites. Também compreendemos o que quer dizer o apóstolo Pedro em sua segunda carta (3:10-12; leia Isaías 65:17; Apocalipse 21:1).

Deixe uma resposta