Publicação autorizada pelo Presbítero Romeu Maluhy Junior, pastor e epíscopo
Agradecimentos de Universal Assembléia da Santa Aliança Cristã
Presbítero Jailson Pereira, apóstolo e epíscopo
CAPÍTULO 5:1-14
“O LIVRO SELADO E O CORDEIRO”
João assistiu a uma grande assembléia presidida pelo próprio Deus, que consistia da entrega da escritura da Terra, Àquele que, por méritos especiais, havia vencido e se constituído no único com o direito de abrir o livro selado – CRISTO, “o leão da tribo de Judá”, “a raiz de Davi”, que venceu para abrir o livro e desatar os seus selos.
VERSÍCULO 1 “E vi na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos”.
A cena é a mesma e o culto de adoração a Deus continua. João viu na mão direita d’Aquele que está assentado sobre o trono, um livro ou rolo de pergaminho, um documento escrito por dentro e por fora, selado com sete selos. Não era o livro da vida, mas a escritura da Terra (ler Jeremias 32), um livro das pragas do Senhor (Zacarias 5:1-4) a serem derramadas sobre a Terra depois do arrebatamento dos santos. Um programa divino para expurgar o mal do mundo e estabelecer o reino de Deus.
Deus tinha o livro em sua mão direita, porque Ele é dono e o único possuidor de todos os direitos desse documento, e Ele só dará o livro Àquele que tiver capacidade de abri-lo e desatar os seus selos” (Êxodo 2:8-10; Isaías 29:11-13).
VERSÍCULO 3 “E ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro, nem olhar para ele”.
Todo o Universo emudeceu diante da interrogação do anho e ninguém apareceu para tomar da mão dAquele que está assentado sobre o trono. Com este acontecimento, o apóstolo, Com este acontecimento, o apóstolo rompe em choro, como Jesus sobre Jerusalém (Mateus 23:37-39).
VERSÍCULO 4 “E eu chorava muito, porque ninguém fora achado digno de abrir o Livro, nem de o ler, nem de olhar para ele”,
João afligia-se e chorava, porque temia que não houvesse alguém capaz de Vencer o mal. Teria de ser UM que fosse apto para cumprir os propósitos daquele que estava assentado sobre o trono (Efésios 1:21), e pudesse vencer o mal, governando sobre os principados, poderes, potestades e domínios e, assim pôr um fim ao grande conflito.
VERSÍCULO 5 – “E disse-me um dos anciãos: Não chores…”
Lembra as palavras de Jesus à viúva de Naim (Lucas 7:13); à casa de Jairo (Marcos 5:39). Bem-aventurados os que choram (Mateus 5:5; ver II Pedro 2:8).
“… eis aqui o leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu para abrir o livro e desatar os seus sete selos”.
Este título, leão da tribo de Judá, traz à luz a antiga profecia de Jacó (Gênesis 49:9,10), O Leão venceu o mundo (João 16:33); venceu a Satanás (Hebreus 2:14); venceu a Morte e o Inferno (Apocalipse 1:18);e venceu e assentou-se no trono com Seu Pai (Hebreus 1:3,13; Apocalipse 3:21). A raiz de Davi fala ao Senhor da casa de Davi (Isaías 11:10); ler II Samuel 7:12,16; Isaías 11: 1,2; 9:6,7; Lucas 1:32,33).
VERSÍCULO 6 “E olhei, e eis que estava no meio do trono e dos quatro animais viventes e entre os anciãos um Cordeiro, como havendo sido morto, e tinha sete pontas e sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados a toda a terra” (SETE ESPÍRITOS = Espírito de sabedoria, de entendimento, de conselho, de fortaleza, de conhecimento, de temor, e o próprio Espírito do Senhor) – Isaías 11:2-5.
Quando João levantou os olhos para ver aquele poderoso leão, descobriu logo, no meio da glória central do torno, a figura de um cordeiro em pé. Embora fosse um cordeiro, tinha sete pontas, simbolizando plenitude de poder (Deuteronômio 33:17); e sete olhos que tudo vêem, pois “que são os sete Espíritos de Deus enviados a toda a terra” (Isaías 11:2-5).
O Cordeiro lembra aquele sistema sacríficial de Israel, o cordeiro típico da antiga ordenação divina, que acha o seu representante na pessoa de Jesus Cristo, nosso Senhor. O verdadeiro Cordeiro de Deus, o grande e único sacrifício pelos pecados do homem (Isaías 53:7; João 1:29; I Pedro 1:19). E em referência à Sua morte expiatória que João viu o Cordeiro em pé, junto ao trono, como havendo sido morto, com a ferida mortal sobre si, contudo vivo.
VERSÍCULO 7 “E veio, e tomou o livro da destra do que estava assentado no trono”.
Só a Ele coube o direito de tomar o livro. A majestade e a força do leão, e a docilidade e o espírito de sacrifício do Cordeiro, se evidenciam no Filho de Deus. Ninguém lhe pode negar de ser o executor dos planos de Deus. Na Terra não lhe deram lugar (Mateus 8:20). Mas como Cordeiro de Deus, que tem em seu corpo os sinais dos sofrimentos, Ele é agora alvo da adoração do próprio Céu.
VERSÍCULO 8 “E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos”.
Ali não estava somente Jesus – o Cordeiro de Deus – mas, também, a Igreja do Antigo e do Novo Testamento, representada nas pessoas dos vinte e quatro anciãos (4:4; versículo 14).
Agora, diante do Cordeiro, como antes diante do trono de Deus, os seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se em adoração, confirmando o momento supremo pelo qual toda a criação suspirava: o governo é colocado sobre os seus ombros (Apocalipse 9:1).
“Tendo todos eles harpas”. Aqui refere-se particularmente aos anciãos, e “harpas” significa manifestação de louvor.
“E salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos”. Os santos aqui, cujas orações estão subindo como incenso, são os mártires do Israel fiel, que não apostatavam de sua fé e firmemente mantiveram-se na prova da tribulação. E também são os gentios salvos, como através do fogo, nos tempos dos terríveis julgamentos de Deus sobre a Terra (ler Apocalipse 6:6-11; 7:9-17; 20:4).
VERSÍCULO 9 “E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir os seus selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo, e nação”.
VERSÍCULO 10 “E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes, e eles reinarão sobre a terra”.
O primeiro louvor teve como base somente a criação (Apocalipse 4:11), no Início desse sublime culto; mas o novo cântico celebra o glorioso feito da redenção. Os vinte e quatro anciãos e as quatro criaturas viventes, numa verdadeira homenagem ao Cordeiro, rompem o “Cântico da Redenção” (Salmo 33: 3;144:9), um cântico novo ainda desconhecido no Céu – “Digno és de tomar o livro e abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo e nação; e para nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra” (Efésios 1:7-14; Hebreus 9:12,14,15; I Pedro 1:18-22; 3:18; ler Isaías 61:6; I Pedro 2:9; Apocalipse 20:6).
VERSÍCULO 11 – “E olhei e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos Animais, e dos anciãos; e era o n úmero deles milhões de milhões e milhares de milhares”.
VERSÍCULO 12 – “que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças”.
Enquanto os anciãos representantes dos remidos cantavam o “Cântico da Redenção” lembrando o ato sacrificial de Cristo em favor de toda tribo, língua, povo e nação, um grandioso coral de anjos, composto de milhões de milhões e milhares de milhares, responde em estribilho, exaltando a dignidade do Cordeiro, de receber poder, riqueza, sabedoria, força e ação de graças. Tudo num perfeito louvor e ato de adoração (ler Hebreus 1:6). Não é para os anjos, ainda que interessados em compartilhar o Cântico da Redenção (I Pedro 1:10); porque este cântico maravilhoso é exclusivo privilégio dos remidos.
VERSÍCULO 13 “E ouvi a toda criatura que está no céu, na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre”.
Mas o coro de louvor não se extingue, antes cresce e se propaga e, finalmente, todas as criaturas no Céu, na Terra e no mar, em todo o vasto Universo de Deus, unem as suas vozes em acordes harmoniosos, para tributar ações de graças, glória e poder à majestade augusta de Deus e ao Seu bendito Cordeiro. Esse tributo de louvores perdurará por toda a eternidade.
VERSÍCULO 14 “E os quatro animais diziam: Amém! E os vinte e quatro anciãos prostraram-se e adoraram ao que vive para todo o sempre”
Que culto maravilhoso! É concluído com um “Amém” bem forte, dito pelos seres viventes, que representam a criação. E os vinte e quatro anciãos voltam genuflexos a adorar ao que vive para todo o sempre.
EBENÉZER !!!!!

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