18 de fevereiro de 2013
 
 
Autoria do Reverendo Romeu Maluhy, pastor da Igreja Presbiteriana

Publicação autorizada pelo Presbítero Romeu Maluhy Junior, pastor e epíscopo

Agradecimentos de Universal Assembléia da Santa Aliança Cristã

Presbítero Jailson Pereira, apóstolo e epíscopo
 
 

 
 
CAPÍTULO 4:1-11
 

O TRONO NO CÉU

 


 

 

A visão do trono da Majestade Divina.

Os 24 anciãos e os quatro animais.

 

            João é arrebatado em espírito e penetra no Céu; ali contempla o trono de Deus e o grande séquito que contempla a glória da majestade nas alturas.

 

VERSÍCULO 1 “Depois destas coisas, olhei, e eis que estava aberta uma porta no  céu…”

Depois que passaram os acontecimentos dos capítulos 2 e 3, João vê uma porta aberta no Céu. Há diversos exemplos de pessoas que viram o Céu: “o terceiro céu” (II Coríntios 12:2 – apóstolo Paulo; Ezequiel 1:1; Mateus 3:16; Atos 7:56; 10:11). * foram vistas coisas do céu” (Ezequiel 1:1 – profeta Ezequiel; Mateus 3:16 – Jesus Cristo; Atos 7:56 – diácono Estevão; Atos 10:11 – apóstolo Pedro*. A João foi feito um convite para entrar por esta porta; então ele contemplou a Câmara do Rei dos reis (ler I Reis 22:19,23; Jô 1:6; 2:1). Diante do Trono foi que Satanás obteve permissão de cirandar Pedro como trigo (Lucas 23:31,32). Ali é o lugar onde todos os eventos prediletos no Apocalipse são resolvidos e decretados por Deus, antes de sua execução. “…e a primeira voz, que como de trombeta ouvira falar comigo disse:João, era a mesma do capítulo 1:10. O próprio Jesus glorificado convida agora o seu servo: Sobe aqui!

 

VERSÍCULO 2 “E logo fui arrebatado em espírito…”  

            Ao soar essa voz, João foi arrebatado ao céu. Há poder nessa voz para ressuscitar os mortos (João 5:28,29; 11:43,44). O arrebatamento de João serve de tipo ao da Igreja (Lucas 17:34-36; I Coríntios 15:51,52; I Tessalonicenses 4:17).  É interessante verificar o que diz O. Boyer em seu livro “VISÃO DE PATMOS”. “Encontram-se as palavras “igreja” e igrejas dezenove vezes nos capítulos 1 a 3; porém não aparecem mais, até o capítulo 22:16.A Igreja desapareceu da Terra, depois do tempo citado no capítulo 3:22: Ela foi arrebatada ao Céu com o seu Senhor. Como Enoque (Gênesis 5:24; Hebreus 11:5), a Igreja será trasladada invisível, silenciosa e milagrosamente”.

            “…e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado no trono”.

            O primeiro objeto que João viu após o seu arrebatamento ao Céu foi um trono. Sobre ele UM estava assentado, não havendo descrição de sua aparência exterior (Deuteronômio 4:14; João 1:18). A sua glória refulgia e enchia todo o ambiente (ler II Crônicas 7:1,2). O trono aqui é de conservação e paz: “Justiça e juízo são a base do teu trono; misericórdia e verdade vão adiante do teu rosto” (Salmo 89:14). Revela-se a garantia do poder e da autoridade do Deus eterno (ler Isaías 6:1).

 

VERSÍCULO 3“E o que estava assentado era, na aparência, semelhante à pedra de jaspe e de sardônica…”

            A pedra jaspe não era um jaspe comum, mas uma pedra resplandecente, ver (Apocalipse 21:11), representando o Senhor na Sua glória e poder.

A pedra sardônica é igual ao rubi, uma pedra preciosa cor de sangue, que representa o Senhor na Sua obra redentora.

            Duas pedras preciosas, iguais, havia no peitoral do sumo sacerdote (Êxodo 28:17-26). A primeira e a última das ordens de pedras.

            “…e o arco celeste estava ao redor do trono e era semelhante à esmeralda”.

            Lembra o pacto de Deus com Noé (Gênesis 9:8-17), no final do Dilúvio, e revela a Nova Aliança de Deus coma Sua Igreja, onde os salvos podem fitar o arco-íris semelhante à esmeralda, confirmando a esperança de todos os salvos de compartilhar da paz de Deus.

 

VERSÍCULO 4“E ao redor do trono havia vinte e quatro tronos; e vi assentados sobre os tronos vinte e quatro anciãos vestidos com vestidos brancos; e tinham sobre suas cabeças coroas de ouro”.

            Estes tronos não estavam vazios, mas havia assentados sobre eles vinte e quatro anciãos, com vestidos brancos e coroas de ouro em suas cabeças.

Aqui não são anjos, porque os anjos nunca são vistos assentados sobre tronos, nem coroados e nem podem cantar o cântico da redenção.

Lembra, sim, as vinte e quatro turmas de sacerdotes no templo (I Crônicas 24).

Duas vezes doze sugerem os santos do Antigo e do Novo Testamento Note-se os nomes das doze tribos de Israel e dos doze apóstolos do cordeiro, que estarão escritos na nova Jerusalém (Apocalipse 21:12-14).

            Os vinte e quatro anciãos estavam assentados. Aqui, nem mesmo os maiores anjos poderiam estar assentados; mas esses anciãos estavam assentados, indicando a mais íntima relação com Deus.

TRAJAVAM vestidos brancos, que figuram aqui as justiças dos santos (Apocalipse 19:8).

            Os vinte e quatro anciãos são homens e não seres sobrenaturais, e estão coroados, já vencedores (I Coríntios 9:25), assentados sobre tronos, mostrando um tempo depois da vinda de Jesus (II Timóteo 4:8).

A ressurreição e o arrependimento já haviam passado e agora estão os anciãos representando a real companhia dos remidos; foram levados ao seu juízo e coroados, logo antes de começar essa cena no céu (II Coríntios 5:10; Apocalipse 22:12).

 

VERSÍCULO 5“E do trono saíam relâmpagos, e trovões, e vozes…”

            Atualmente, Deus está assentado sobre o trono da graça (Hebreus 4:16). Porém, nesse tempo, Ele estará sobre o trono do juízo, é bem significativo que, aos relâmpagos e trovões já conhecidos por nós, acrescentam-se vozes (Apocalipse 8:5; 11:19; ler Êxodo 19:16), do mesmo modo como quando o Senhor desceu no monte Sinai. Aqui é um sinal do supremo poder e do governo de Deus (Salmo 29:3-5).

            “,,, e diante do trono ardiam lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus”.

            Moisés preparou o tabernáculo com todos os seus pertences, conforme o modelo que lhe fora mostrado no monte (Êxodo 25:40). Era o modelo do verdadeiro santuário de Deus (Hebreus 8:5), que deveria ser feito nas mesmas condições como estava no Céu. Foi determinado fazer sete lâmpadas, para estarem perante o Senhor (Êxodo 25:37), as quais deveriam permanecer acesas continuamente (Êxodo 27: 20,21). Assim João observava as sete lâmpadas diante do Trono, que são interpretadas como a plenitude do Espírito Santo.

 

VERSÍCULO 6 – “E havia diante do trono um como mar de vidro, semelhante ao cristal,,,”

            O mar de vidro lembra a pia de cobre feita por Moisés (Êxodo 30: 18-21) e o mar de bronze do templo terrestre (I Reis 7:23-26), que era para a purificação. Aqui a purificação está consumada; não há mais necessidade de água. Vê-se agora um mar de vidro, que representa a pureza. Ali tudo é sempre calmo e de perfeita paz.

            “…e, no meio do trono e ao redor do trono, quatro animais cheios de olhos por diante e por detrás”.

 

VERSÍCULO 7 – “E o primeiro animal era semelhante a um leão; e o segundo, semelhante a um bezerro; e tinha o terceiro animal rosto como de homem; e o quarto animal era semelhante a uma águia voando”.

 

VERSÍCULO 8 – “E os quatro animais tinham, cada, respectivamente, seis asas e, ao redor e por dentro, estavam cheios de olhos; e não descansam nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir”.

            Há várias interpretações, mesmo sem sentido de dogmatizar, referentes aos quatro seres vivos. Alguns comentadores acham que representam toda a criação: os homens, os animais domésticos (boi), os animais selvagens (leão), as aves e os anjos.

            Outros são de parecer que representam a perfeição na Terra, tanto antes de entrar o pecado, como depois da criação estar livre da maldição. Ainda outros dizem que representam a perfeição quadrangular do trabalho de Deus: o leão, domínio majestoso; o novilho, a força divina e sua paciência; a águia voando, a rapidez e a exatidão nas suas obras (Jô 9:26; Amós 3:8; I Coríntios 9:9,10; Hebreus 2:6,7).

            Orlando Boyer, em seu livro “Visão de Patmos”, diz que essas criaturas viventes correspondem à significação dos quatro evangelhos e à sua apresentação em Cristo: Assim, em Mateus, o evangelho do reino, vemo-lo como o leão da tribo de Judá; em Marcos, o evangelho do servo, vemo-lo na figura de um boi, ou seja, aquele que serve sem restrições à vontade de Deus e à necessidade humana; em Lucas, vemo-lo semelhante a um homem perfeito, porque é o evangelho do Filho do homem; e em João, o evangelho celestial, vemo-lo na águia voando.

            “Eram cheios de olhos”. Penetração intelectual, vigilância e prudência. Essas criaturas viventes não representam a Igreja nem uma classe especial de santos, mas são os seres sobrenaturais vistos no Antigo Testamento, que estão sempre em conexão com o trono e a presença de Jeová. São os querubins dos capítulos 1 a 10 de Ezequiel (ler Salmo 80:1; 99:1; Isaías 37:16). Eles velam em todas as direções, numa perfeita visão, e, sem cessar, glorificam a Deus: “Santo, Santo, Santo!” lembrando os serafins (Isaías 6:1).

 

VERSÍCULO 9 – “E, quando os animais davam glória, e honra, e ações de graças ao que estava assentado sobre o trono, ao que vive para todo o sempre”.

Como representantes da criação, os quatro seres vivos dirigem os anciãos, os anjos e toda a criação à adoração a Deus.

 

VERSÍCULO 10 – “Os vinte e quatro anciãos prostravam-se diante do que estava assentado sobre o trono, e adoraram o que vive para todo o sempre e lançavam as suas coroas diante do trono, dizendo:  

 

VERSÍCULO 11“Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder, porque Tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas”.

            Sinal de adoração e respeito supremo, a que se segue o lindo cântico de vitória, que mostra o verdadeiro culto no Céu ao supremo Criador. Temos a adoração mais profunda da parte dos anciãos, que se prostram diante do trono, e lançam as suas coroas, num gesto de submissão e respeito ao que vive para sempre. É a oração inteligente dos remidos que compreendem a santidade e o amor de Deus. E num gesto de magnífica adoração prostram-se cantando o lindo hino de louvor: “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por Tua vontade são e foram criadas”.

 

 

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