18 de fevereiro de 2013

 
 
 
Autoria do Reverendo Romeu Maluhy, pastor da Igreja Presbiteriana

Publicação autorizada pelo Presbítero Romeu Maluhy Junior, pastor e epíscopo

Agradecimentos de Universal Assembléia da Santa Aliança Cristã

Presbítero Jailson Pereira, apóstolo e epíscopo

 

CAPÍTULO 16:1-21

 

         AS TAÇAS DA IRA DE DEUS

 

  

 

VERSÍCULO 1  “E ouvi, vinda do templo, uma grande voz, que dizia aos sete Anjos” “Ide e derramai sobre a terra as sete taças da ira de Deus”

            Chegamos ao fim da série dos juízos de Deus. E do Templo, agora como corte de julgamento dos inimigos de Deus, que sai a grande voz, que ordena: “Derramai as salvas da ira de Deus sobre a terra! Derramai!” significa o complemento da ira divina (Jeremias 10:25). “Terra”, aqui, é a forma de governo existente, o mundo da Besta.

            Já dissemos que os juízos manifestados com os toques das trombetas serão complementados ao serem derramadas as taças da ira de Deus.

 

PRIMEIRA TAÇA (16:2) – a chaga: juízo sobre o trono da Besta.

 

VERSÍCULO 2  “E foi o primeiro e derramou a sua taça sobre a terra, e fez-se uma chaga má e maligna nos homens que tinham o sinal da Besta e que adoravam a sua imagem”.

            Esta primeira chaga é semelhante à que caiu no Egito (Êxodo 9:9-11). Aqui são atingidos todos os adoradores da Besta, mormente os judeus apóstatas que possuem o seu sinal. O que para eles parecia vitória e grande privilégio, começou a ser derrota e sofrimento. Havia tanta vantagem em servir a Besta e o Falso Profeta…Agora, começa uma chaga má e maligna a atormentar as suas vidas na Terra.

 

SEGUNDA TAÇA  (13:3) – Morte dupla.

            A expressão “má e maligna” bem demonstra o caráter dessa chaga (ferida incurável produzida por Satanás), que é o fruto obtido pelos servidores dos demônios.

 

VERSÍCULO 3  “E o segundo anjo derramou a sua taça no mar, que se tornou em sangue como de um morto, e morreu no mar toda alma vivente”.

 

            Lembra aqui a primeira praga do Egito (Êxodo 7:19-24). Sugere que deixou de existir a moralidade e mostra a morte em duplo sentido, por uma apostasia completa. “O mar tornou-se como morto, e morreu toda a alma vivente”; duas vezes morto (Judas 12:13).

            “Não é do homem que caminha o dirigir seus passos” (Jeremias 10:23). A presunção do homem em opor-se a Deus, leva-o a receber o castigo que a sua própria culpa merece. Quando o homem quer dirigir-se por si mesmo, isso lhe resulta a morte. Só há uma esperança para cada homem e para toda a humanidade: deixar-se dirigir por Aquele que conhece os passos de cada indivíduo. Somente o Senhor Jesus pode fazer isso (João 2:24,25).

            O “mar” aqui, representa os gentios e, literalmente, pode-se entender o que acontecerá na abertura do segundo selo, que é apenas o início desse julgamento.

            Com a abertura do segundo selo “a paz é tirada da terra” *Apocalipse 6:3,4). Iniciam-se as manifestações de desagrado ao governo da Besta; surgem guerrilhas e atos subversivos com tanta agressividade que atingem completamente um dos reinos da Besta (Apocalipse 8:8,9) – segunda trombeta – resultando a morte da terça parte dos habitantes da Terra. Completando esse juízo, que vem da parte de Deus contra os homens ímpios, é derramada a segunda taça: a própria Besta com sua poderosa força atinge essas nações rebeladas. Essas criaturas já estão mortas espiritualmente; cumpre-se literalmente a abertura do quarto selo: “sangue como de um morto”. E ainda são mortas excessivamente as criaturas existentes nessas nações: “duas vezes morto” (Judas 12.13). Além da morte espiritual de que já foram vítimas, serão atingidas em massa pela morte física. O morticínio é tão grande que essas nações são vistas como um mar de sangue coagulado. É o resultado calamitoso do reinado da Besta.

 

TERCEIRA TAÇA (16:4-7) – Retribuição de Deus.

 

VERSÍCULO 4 “E o terceiro anjo derramou a sua taça nos rios e nas fontes das aguas, e se tornaram em sangue”

 

VERSÍCULO 5 “E ouvi o anjo das águas que dizia: Justo és tu, ó Senhor, que és, e que eras, e santo és, porque julgaste estas coisas”

 

VERSÍCULO 6Visto como derramaram o sangue dos santos e dos profetas, também tu lhes deste sangue a beber; porque disto são merecedores”.

 

VERSÍCULO 7  “E ouvi outro do altar, que dizia: Na verdade ó Senhor, Deus Todo-poderoso, verdadeiros e justos são os teus juízos”.

 

            Considerando os julgamentos, verificamos a semelhança da terceira taça e da terceira trombeta, com a diferença que as águas se tornaram em sangue.

O sentido aqui também é simbólico, porque “rios simbolizam a vida de uma nação” (Ezequiel 29:3) e “fontes de águas” simbolizam as de influência que atuam sobre essa vida (Jeremias 6:7). Com a terceira trombeta a vida do povo ficou envenenada moral e espiritualmente; agora estará morta.

            “E ouvi o anjo das águas”. Como ficou dito, o sentido aqui também é simbólico. Isto não quer dizer absolutamente que as águas tenham “anjos” ou “guarda das águas” ou ainda “mãe-d’água”, como existem doutrinas falsas que admitem isto. “Águas” são povos, multidões, nações (Apocalipse 17:15).

“Anjo das águas” refere-se ao anjo autorizado a guardar as nações atingidas por esse julgamento (leia Êxodo 23:20; Daniel 10:13,20).

            Deus é louvado pelos seus justos juízos. Assim como eles derramaram o sangue dos santos e dos profetas, Deus lhes retribui da mesma maneira, dando-lhes sangue a beber. Cremos que aqui seja a continuação da catástrofe sucedida com o derramamento da segunda taça. É justo que Deus condene os perseguidores de Seu povo a beberem sangue, literalmente falando, para assim compreenderem o que significa a morte em seu duplo sentido, isto é, apenas uma prova dada como antecipação do lago de fogo e enxofre.

            João ouve uma voz vinda do altar; é o próprio Altar dos Julgamentos que fala. Exemplificando: encontramos o sangue de Abel falando (Gênesis 4:10), e o altar é a base dos juízos de Deus, que os fala da morte de Cristo.

Deus ouvirá também a voz dos santos mártires, desde Abel até os da Grande Tribulação (Apocalipse 8:5). A implacável ira de Deus, santo e justo em Seus juízos, finalmente cairá sobre os homens culpados, porque acima da morte de todos os santos e profetas está a morte de Cristo (Hebreus 12:24) requerendo do Trono uma resposta segura e firme.

 

QUARTA TAÇA (16:8,9) – o sol.

 

VERSÍCULO 8  “E o quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, e foi-lhe permitido que abrasasse os homens com fogo”.

 

VERSÍCULO 9  “E os homens foram abrasados com grandes calores e blasfemaram o nome de Deus, que tem poder sobre estas pragas; e não se arrependeram para lhe darem glória”

            Simbolicamente, o sol aqui representa a suprema autoridade do Império Romano. Mostra a crescente, mas justa, severidade da mão de Deus; quanto a ser derramada a quarta taça sobre o “sol”, sugere uma angústia interna (Deuteronômio 32:24; Malaquias 4:1). Nota-se a diferença entre os versículos 1 e 2 do capítulo 4 de Malaquias.

            Diz o texto que “foi-lhe permitido que abrasasse os homens com fogo”. Aqui, admitimos o mesmo simbolismo da quarta trombeta (Apocalipse 8:12). A Besta (o sol) sentindo-se eclipsada em seu poder e prestígio, pela situação reinante (guerras, escaramuças, atos subversivos, entre seus súditos, arremessa-se contra os descontentes com fogo, isto é, os exércitos e toda força poderosa da Besta abrasarão e destruirão completamente os seus adversários, com todo o seu poder bélico. “Haverá guerra até o fim”, confirma o anjo a Daniel (Daniel 9:27).

            “E os homens foram abrasados com grandes calores”. Fala do efeito dessa praga sobre as consciências dos homens (porque é Deus executando os Seus juízos, que, mesmo assim, não se humilharão e nem se arrependerão, embora “abrasados com grandes calores” (destruídos pelas próprias armas da Besta), ainda permanecerão em seus propósitos de desobediência e endurecimento de coração contra Deus, e continuarão a blasfemar do nome de Deus Todo-Poderoso, do Deus que possui o supremo domínio sobre o mundo que lhe pertence, e “tem poder sobre estas pragas”, e que poderia vir em defesa deles.

            No Egito, quando tinham de confessar que as pragas eram de Deus (Êxodo 8:18,19), os egípcios, ao invés de se arrependerem, endureciam mais o coração.

Da mesma maneira são os súditos da Besta e do Falso Profeta; depois de conhecerem que as pragas são de Deus, não se arrependerão para lhe darem glória.

Quinta Taça (16:10-11) – reino tenebroso.

 

VERSÍCULO 10 “E o quinto anjo derramou a sua taça sobre o trono da besta, e o seu reino se fez tenebroso; e os homens mordiam a língua de dor”

 

VERSÍCULO 11 “E, por causa das suas dores e por causa das suas chagas, blasfemaram do Deus do céu e não se arrependeram das suas obras”.

            Nas primeiras quatro taças, as quatro divisões da natureza também são simbolicamente representadas por: a terra, o ma, os rios e o sol. A primeira e quinta taças atingem especificamente o reino da Besta, ferindo-o na sede de seu poder. Tinham dito: “Quem é semelhante à besta e quem pode pelejar contra ela?” (Apocalipse 13:14). Aqui o Senhor responde na Sua ira. A própria Besta (chefe do Império Romano) e o Falso Profeta (Anticristo) são reservados para uma terrível condenação (Apocalipse 19:20) e os que se associam ao governo daquele reino caem sob a mão de Deus.

            Na quinta trombeta como na quinta taça, encontra-se evidenciada “a profundeza de Satanás” (Apocalipse 2:24) e Satanás agindo em sua plenitude –  será solta uma casta de demônios, mais que maligna (Apocalipse 9:1-12), que está reservada para esse juízo (I Pedro 2:4; Judas 6).

Ali os sofrimentos infernais atingirão as nações de um modo geral; aqui serão destinados exclusivamente à Besta, na própria sede de seu império.

O reino tornar-se-á plenamente “tenebroso”, isto é, ficará inteiramente coberto pelo poder das trevas espirituais: Satanás, com completo domínio sobre os homens, age à vontade sobre seus demônios infernais (leia o comentário sobre a quinta trombeta (Apocalipse 9:1-12).

            O trono da Besta começou a ser visitado “com uma chaga má e maligna” (primeira taça: Apocalipse 16:2) e, nessa oportunidade, Satanás em plena demonstração de sua malignidade arremessa-se contra o trono da Besta, cirandando- com os súditos reais mais diretos (leia com atenção Lucas 8:26,27), onde se mostra uma pequena sombra do que é um endemoninhado; nessa ocasião, será mil vezes pior. Os vassalos da Besta morderão as suas próprias línguas de dor, à semelhança dos que sofrerão no lago de fogo (Mateus 25:30). tal é o sofrimento produzido pelas chagas em consequência das primeiras cinco pragas.

 

SEXTA TAÇA (16:12) – preparação para a grande batalha.

 

VERSÍCULO 12 “E o sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis do Oriente”

            Deus fez secar o Mar Vermelho. Fez secar também o rio Jordão em tempo de enchente. Vai fazer secar ainda o Eufrates, o grande rio de 2.165 Km de comprimento, de 3 a 10 metros de profundidade e de 200 a 400 metros de largura.

            Também está profetizada a seca do Nilo, o grande rio do Egito (Isaías 11:15). Assim, o caso da sexta trombeta (Apocalipse 9:13,14) e da sexta aqui referidos demonstra que o rio Eufrates como um dos limites do Império Romano, uma espécie de barreira que divide o Oriente do Ocidente, uma vez seco, permitirá a marcha dos reis do oriente à Terra Santa. Aqui e quando se cumpre a Palavra: “Deus congregará as nações para derramar sobre elas a sua ira” (Sofonias 3:8; leia Joel 3:2).

 

PEQUENO PARÊNTESE – prelúdio da batalha do grande dia da ira de Deus (vide

                                             Apocalipse 6:17; 16:13-16).

 

VERSÍCULO 13E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta vi sair três espíritos imundos, semelhantes a rãs”.

 

VERSÍCULO 14 “Porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Deus Todo-Poderoso”.

            Já encontramos um parêntese entre o sexto e o sétimo selos, entre a sexta e a sétima trombetas; agora é entre a sexta e a sétima taças.

            A trindade Satânica deixará de sua boca três espíritos imundos, os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo para os congregar para aquele grande dia do Deus Todo-Poderoso. O dragão (Satanás) usará a Besta (chefe do Império Romano) e o Falso Profeta (Anticristo), para provocar o movimento político e militar, de que há de resultar o ajuntamento das nações, que serão arregimentadas na terra de Israel, especialmente contra os duzentos milhões que forma a “cavalaria infernal” (Apocalipse 9:13-19), isto é, os exércitos dos reis do Oriente, a fim de cumprir-se Isaías 63:4), “Porque o dia da vingança estava no meu coração, e o ano dos meus redimidos é chegado”.

“Congregarei todas as nações, e com elas entrarei em juízo” (Joel 3:2): “Porque será o dia da vingança do Senhor, ano de retribuição pela luta de Sião” (Isaías 34:8); porque o desejo de todos é o extermínio de Israel (leia mais Salmo 110:5,6; Zacarias 12:1-9).

            Estes espíritos de demônios farão maravilhas diabólicas e levantarão um grupo de nações contra outro grupo (Ageu 2:22).

            Quando Cristo aparecer, já as nações estarão em guerra cruciante, em extermínio completo. Satanás estará furioso, preparando os seus exércitos para uma destruição final. Jesus, pessoalmente fará cessar a luta e todos em pânico procurarão esconder-se da Sua presença. Os que arrogantemente resistirem a Ele, serão mortos pelo sopro da Sua boca.

 

VERSÍCULO 15 “Eis que venho como um ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas”.

            Eis a grande advertência do Senhor, através de toda esta dispensação. Para o arrebatamento da Igreja, Cristo vem como vem o ladrão de noite (Mateus 24:43,44; leia Lucas 21:34). Será um momento inesperado para muitos. Paulo diz: “Masvós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como o ladrão” (I Tessalonicenses 5:4). Quem não vigiar e não se der por avisado sofrerá a perda da grande bem-aventurança.

            Também Cristo virá como vem o ladrão, subitamente, sobre as hostes reunidas. Estarão em plena luta e serão tragadas e surpreendidas pela presença majestosa de Jesus.

 

VERSÍCULO 16 “E os congregaram no lugar em que hebraico se chama Armagedom”

            Armagedom é um nome simbólico dado por João à cena da última grande luta espiritual descrita em Apocalipse 20:7-19: “E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, e sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da Terra, Gogue e Magogue, cujo número é como areia do mar, para as ajuntar em batalha. E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; mas desceu fogo do céu, e os devorou. E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre”.

            Origina-se da expressão “Gogue e Magogue” (Ezequiel 38:11), e é mencionada em II Crônicas 35:22 (Vale de Megido”, que significa “lugar de multidões”. É um nome sugestivo de terríveis conflitos e perturbações.

 

SÉTIMA TAÇA (16:17-21) – está feito.

 

VERSÍCULO 17 “E o sétimo anjo derramou a sua taça no ar, e saiu grande voz do Templo do céu, do trono, dizendo: Está feito!”

            A sétima e última taça é derramada no ar. Já estudamos que Satanás passou a habitar no espaço, tornando-se “o príncipe das potestades do ar” (Efésios 2:2). Cremos que “as hostes espirituais da maldade” (Efésios 6:12) foram atingidas, pois o propósito de Deus é extinguir completamente o mal de toda a Sua criação.

            A grande voz do Trono, ecoando em todo o Céu, vinda do Templo: “Está feito!” Jesus disse: “Está consumado”, ao concluir a obra da redenção, pelo oferecimento de Sua vida na cruz do Calvário (João 19:30).

Agora tudo tem chegado à consumação. Chegou o fim de toda oposição e da destruição das obras humanas feitas sem Deus (Isaías 2). É o golpe final da justiça de Deus contra a Besta e o Falso Profeta. Aqui, é quando a “pequena pedra” ate nos pés da estátua, destruindo-a completamente (Daniel 2).

 

VERSÍCULO 18 “E houve vozes, e trovões, e relâmpagos, e um grande terremoto, como nunca tinha havido desde que há homens na terra; tal foi este tão grande terremoto”.

            Vozes, trovões e relâmpagos, a continuação do grande julgamento manifestado no Céu e confirmado na Terra pelo grande terremoto. No estudo deste livro vimos vários terremotos, porém nenhum é descrito com tanta ênfase e realidade.

 

VERSÍCULO 19  “E a grande cidade fendeu-se em três partes, e as cidades das Nações caíram; e da grande Babilônia se lembrou Deus, para lhe dar o cálice do vinho da indignação da sua ira”.

            Jerusalém é designada por “a cidade santa” (Apocalipse 11:2); para ela o Senhor tem um ajuste de contas especial (Isaías 28:17-21; Oséias 12:2; Miquéias 6:2); o Senhor reunirá Israel em Jerusalém e a purificará de todas as suas escórias, “como se funde a prata no meio do forno” (Isaías 1:21-28; Ezequiel 22:19-22).  Mas “a grande cidade”, aqui, entendemos referir-se a Roma (Apocalipse 17:18), a qual é a cidade “que reina sobre os reis da terra”, sede do Império Romano ressuscitado.

            Será, portanto, Roma fendida em três partes e todas as cidades das nações cairão. Tornar-se-á o mundo um verdadeiro caos, porque todas as cidades ficarão em completa ruína. O Rio de Janeiro, Nova Iorque, Londres, Paris, São Paulo, Tóquio, enfim as grandes e pequenas cidades da Terra ficarão reduzidas a escombros.

            Deus lembra-se da grande Babilônia. Não se refere aqui à capital do Império Babilônico, onde foi edificada a Torre de Babel (Gênesis 11:1-9), cujas profecias vaticinadas contra ela foram já literalmente cumpridas (Isaías 6:1,2; 13; 14:1-23; 21:1-10; 47:1-3; Jeremias 50:51).

No capítulo 51, comparando com 50:26, disse Jeremias, que ela seria reduzida a montões, tal como existe hoje. Mas, aqui Deus lembra-se da “Babilônia Mística”, cuja queda foi anunciada e celebrada por antecipação no capítulo 14:8 “para lhe dar o cálice do vinho da indignação da sua ira”.

 

VERSÍCULO 20 “ E toda ilha fugiu; e os montes não se acharam”.

            Lembra a abertura do sexto selo (Apocalipse 6:14); o prelúdio desse acontecimento que terá o seu real cumprimento nesse tempo.

            Já dissemos que a Terra mudará a sua configuração, tornando-se quase reduzida ao caos, em que se encontrará no princípio, conforme Gênesis 1:2; para o Senhor criar “novos céus e nova terra”, onde Habita a justiça (Isaías 65:17; II Pedro 3:13) e preparar um novo mundo para os seus santos (Isaías 51:16; 66:22).

 

VERSÍCULO 21 “E sobre os homens caiu do céu uma grande saraiva, pedras do peso de um talento; e os homens blasfemaram de Deus por causa da praga da saraiva, porque a sua praga era mui grande”.

            Enquanto são destruídas as cidades, com grande alvoroço e morte, a confusão torna-se maior pela mudança brusca de lugares, sítios e povoações inteiras situadas nas ilhas e montes. Toda a humanidade fica em verdadeira perplexidade e turbação,e ainda cai do céu sobre os homens uma grande saraiva (chuva de granizo) cujas pedras pesam cada uma, um talento, ou seja, trinta quilos.

            O Senhor salva mais e mais os pecadores agora.

 

 

EBENÉZER !!!!!

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